Mortadela
(em Italiano, Mortadella) é um embutido feito de carne de porco e cubos de
gordura, geralmente do pescoço suíno. Os temperos geralmente usados incluem
pimenta preta (inteira ou moída), murta, noz moscada e coentro.
Existem
duas teorias sobre a origem da palavra mortadela. A primeira indica que o
recheio de porco que este enchido contém era, no passado, moído finamente, de
forma tradicional, até chegar a uma consistência de goma, sendo usado para este
efeito um almofariz, conhecido em Italiano como mortaio. O nome poderia, assim,
ser proveniente da utilização deste instrumento.
A
segunda teoria sugere que o nome mortadela pode ser derivado de uma salsicha
romana temperada com murta, em vez de pimenta, designada pelos romanos como
farcimen mirtatum
Há
ainda um terceira origem hoje ainda existente na grande indústria alimentícia,
na qual a mortadela tem origem na retirada da carne do boi na região dorsal do
seu abatimento, ou seja, onde o boi leva uma martelada e morre nos matadouros,
o que daria o nome "mortadela" por ser algo relacionado à morte do
bovino.
A
mortadela teve origem em Bolonha, na Itália. Um relato de uma linguiça similar
à mortadela datado de 1376 pode ser a referência mais antiga da iguaria.
Foi
levada para a América Latina pelos imigrantes italianos, no início do século
20, sendo hoje popular no Brasil, na Argentina e no Uruguai.
A
atriz Sophia Loren é considerada madrinha do produto após ter estrelado um
filme chamado La Mortadella em 1971.
O Presunto
O
presunto é um produto alimentar obtido a partir das patas traseiras do porco ou
suíno, salgado em cru e curado de forma natural. As condições naturais de
criação destes porcos conferem à sua carne características próprias e
diferenciadas, sendo o abate do porco compreendido entre os dezesseis e os
dezoito meses e a sua exploração feita em regime extensivo, com alimentação
constituída pelos produtos naturais da rica região sul do Brasil. Muito
apreciado como entrada de refeição, o presunto é consumido como petisco;
recheio de sanduíches e pizzas e outros produtos, como o folar salgado (Fogaça
- presente de páscoa que os padrinhos dão aos afilhados).
A
arte da fabricação de queijos tem seu início perdido num passado remotíssimo,
nada menos do que há 12 mil anos antes do nascimento de Cristo, num período
conhecido como paleolítico superior. Segundo a lenda, o queijo teria sido
descoberto por um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei da Arcádia.
O Queijo
Os
egípcios estão entre os primeiros povos que cuidaram do gado e tiveram, no
leite e no queijo, fonte importante de sua alimentação. Isso foi possível
porque o fértil vale do Nilo possuía pastagens cheias de gado . Tão importante
era o bovino para os egípcios que a simbologia desse povo eternizou sua
importância colocando chifres de vaca sobre a cabeça da deusa Hathor. Queijos
feitos de leite de vaca, de cabra e de ovelha também foram encontrados em
muitas tumbas egípcias.
Passagens
bíblicas registram o queijo como um dos alimentos da época. Na Europa, os
gregos foram os primeiros a adotá-lo em seus cardápios, feito exclusivamente
com leite de cabras e de ovelhas, animais que criavam. Entretanto, os romanos
foram os responsáveis pela maior divulgação dos queijos pelo mundo. Na expansão
de seu Império eles levaram vários tipos à Roma. Elevaram o nível do queijo,
transformando-o de simples alimento para uma iguaria indispensável nas
refeições dos nobres e em grandes banquetes imperiais. Os romanos apreciavam o
queijo, do qual fabricavam inúmeras variedades e cujas virtudes conheciam, pois
utilizavam-no na alimentação dos soldados e atletas.
Com
uma relação profunda com a mitologia e as divindades, o leite e o queijo
tiveram maior abrangência na antiga Suméria, passando pelas civilizações
Babilônica e Hebraica, e acabando na Antiga Grécia e na civilização romana. Na
Idade Média os queijos atingiram um dos pontos mais altos no que se refere à
higiene. Certas ordens religiosas ganharam reputação por causa da qualidade dos
seus queijos, devido às rígidas regras de higiene em sua manufatura. Tanto que
o nome queijo deriva do termo medieval formatium, ou “queijo colocado na
forma”.
O
queijo primitivo era apenas o leite coagulado, desprovido de soro e salgado. A
partir da Idade Média, a fabricação de queijos finos ficaria restrita aos
mosteiros católicos, com novas receitas desenvolvidas por seus monges.
Com
o advento das feiras e mercados nos séculos XIV e XV, algumas queijarias de
regiões remotas ficaram mais visadas. No século XIX aconteceu o grande boom no
consumo do queijo, afinal, a sua produção que era artesanal passou para a ordem
industrial. Paralelamente, um fato também encorpou essa virada: a
pasteurização.
Ao
longo dos tempos, o queijo evoluiu até os que conhecemos hoje. E se tornou um
produto de consumo de eleição com apreciadores espalhados pelos quatro cantos
do mundo. Esse alimento nada mais é do que um derivado do leite concentrado
através da coagulação e da eliminação da parte líquida (soro). Esses processos
de coagulação e de eliminação do soro se convertem, assim, nas fases que
caracterizam a produção de todas as variedades de queijo.
Retirado
e adaptado de:
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