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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Uma Parábola Taoísta


Por Alan Briskin

Durante um período de grande seca, um mestre taoísta foi questionado por membros de uma aldeia se ele poderia ajudar a trazer chuva para os seus campos secos. Eles confessaram que já haviam tentando muitas outras abordagens antes de chegar até ele, mas sem sucesso.

O mestre concordou em vir e pediu uma pequena cabana com um jardim que ele pudesse cuidar. Durante três dias, ele cuidou do jardim, não fazendo rituais especiais ou pedindo mais alguma coisa aos aldeões. No quarto dia, a chuva começou a cair na terra árida. Quando perguntado como ele tinha alcançado tal milagre, o mestre respondeu que ele não era responsável pela chuva. No entanto, ele explicou, quando ele veio para a aldeia, ele sentiu a desarmonia dentro de si mesmo. Todos os dias, enquanto cuidava do jardim, ele voltava um pouco mais para si. Quando ele voltou a se equilibrar, a chuva veio naturalmente.

Ouvi dizer que essa era uma das histórias favoritas do psicólogo Carl Jung, contada por Richard Wilhelm, tradutor do texto de adivinhação chinês, I Ching: Book of Changes. Jung acreditava que as crenças taoistas espelhavam sua própria compreensão de que o que chamamos de consciência pessoal é apenas uma percepção parcial de um todo maior. Há maneiras de abrir a mente, conectando-nos com um inconsciente coletivo, permitindo-nos acesso a ritmos universais mais amplos. E a partir desse emaranhado frutífero, podem surgir eventos paralelos, como o que aconteceu entre o mestre taoista e a chuva caindo.

Mais tarde, Jung chamaria essas aparentes coincidências de sincronicidade, um princípio psicológico que trata a atitude interior da pessoa como inseparável dos eventos que ocorrem no mundo. Jung, no entanto, não estava sugerindo ou igualando a sincronicidade com a causalidade. O mestre taoísta não fez a chuva cair. Em vez disso, Jung acreditava que havia processos paralelos nos quais os eventos externos espelhavam a atividade psíquica. Ele ficou impressionado com a visão de Wilhelm de que tao, normalmente traduzido como meio ou atalho, poderia ser melhor entendido como significado. A sincronicidade poderia ser entendida como coincidências encadeadas por significado, uma maneira de saber que era potencialmente tão impactante quanto os conceitos ocidentais de causalidade.

Todos nós temos alguma intuição de um fino véu que nos separa de uma consciência universal mais ampla. Jung não estava sozinho em acreditar que esse véu poderia ser levantado. O filósofo e romancista Colin Wilson escreveu sobre uma “mente subconsciente” que entorpece, “como um braço sobre o qual eu tenho sido deitado em seu sono, e tornou-se completamente morto e insensível.” A tarefa é restaurar a circulação entre a mente subconsciente e o fluxo da vida. Ao fazer isso, despertamos um sentimento de conexão com o medo e o mistério. E ao despertar para essa possibilidade, ocorre uma transformação fundamental. Eles não são mais sujeitos passivos à mercê dos eventos, mas nos tornamos participantes ativos que traduzem significado para a vida.

A parábola do mestre taoista representa um símbolo da mente desperta, uma pessoa que restaurou a circulação entre ele e o Universo? E se este é o caso, então devemos novamente considerar a atitude sincrônica em relação à vida. Quando restauramos o equilíbrio e o significado em nós mesmos, semeamos o mundo ao nosso redor com esperança e propósito.

Fonte: Daily Good


A Flecha Envenenada: Um Parábola Budista


Buda, na busca pela iluminação, também tentou descobrir como nos libertar da ignorância e do sofrimento. Como outros grandes sábios do passado, ele propôs uma filosofia prática que nos encoraja a focar nas coisas mais simples como uma maneira de alcançar objetivos maiores. O taoismo resumiu perfeitamente em uma frase: uma estrada de mil quilômetros começa com um único passo. No entanto, na vida cotidiana, é difícil aplicar esses ensinamentos.

A parábola da flecha envenenada
No Majjhima Nikaya, uma coleção de textos atribuídos ao Buda que fazem parte do Cânone Pali, podemos encontrar a “parábola da flecha envenenada”. Gautama Buda contou esta história a um discípulo que estava impaciente por ouvir do mestre as respostas às “14 perguntas não respondidas” relacionadas a questões metafísicas como a vida após a morte.

“Houve uma vez um homem que foi ferido por uma flecha envenenada.

Sua família e amigos queriam lhe dar um médico, mas o paciente recusou, dizendo que antes ele queria saber o nome do homem que o feriu, a casta a qual ele pertencia e seu lugar de origem.

Eu também queria saber se aquele homem era alto, forte, tinha uma pele clara ou escura e também queria saber que tipo de arco ele havia atirado, e se o arco era feito de bambu, cânhamo ou seda.

Ele disse que queria saber se a pluma da flecha veio de um falcão, um abutre ou um pavão…

E imaginando se o arco que havia sido usado para atirar nele era um arco comum, um arco curvo ou um oleandro e todo tipo de informação semelhante, o homem morreu sem saber as respostas.

Ao ler a parábola, a primeira ideia que vem à mente é que a atitude do homem ferido é absurda e tola. No entanto, o Buda está nos dizendo que todos nós nos comportamos da mesma maneira sem perceber.

De certa forma, estamos todos feridos com aquela flecha envenenada porque, mais cedo ou mais tarde, vamos morrer. No entanto, vivemos sem estar plenamente conscientes da nossa mortalidade, por isso muitas vezes atribuímos excessiva importância a coisas inconsequentes que nos impedem de aproveitar o presente, mergulhando-nos num estado de preocupação desnecessária.

Grandes ensinamentos para a vida
– Concentre-se no que realmente acontece com você

Em muitas ocasiões, para resolver um problema, é importante não se perder nas divagações, precisamos agir. A coisa mais comum é que por trás dessas cavidades estão escondidos o medo e a incerteza. Quando nos deparamos com um problema e vamos pelo caminho, embora saibamos qual é a solução definitiva, é porque tememos algo. No entanto, ele acredita que, no longo prazo, soluções afobadas só servem para gerar mais problemas, além de criar um estado de insatisfação interna.

Em outros casos, ativamos mecanismos de defesa, como projeção ou deslocamento, através dos quais removemos o problema de nós mesmos, ou tentamos escondê-lo. Geralmente, isso acontece porque não queremos aceitar que somos parte do problema, portanto, para resolvê-lo, precisamos primeiro trabalhar em nós mesmos. Em qualquer caso, a estratégia é nunca olhar para o outro lado, é importante entender o que realmente nos acontece e aprender a priorizar aqui e agora.

– Dê um passo de cada vez

A mente pode se tornar nossa melhor aliada ou nossa pior inimiga. Podemos usá-la em positivo para resolver problemas ou podemos usá-la em negativo encontrando um problema para cada solução. Para viver com menos estresse, a chave é ir passo a passo. Isso não significa que não podemos antecipar os problemas, mas devemos nos certificar de que não estamos alimentando um pensamento catastrófico.

Concentre-se no presente, avalie cuidadosamente a situação em que está e dê um passo de cada vez, esse passo não o levará diretamente ao seu destino, mas pelo menos ele o tirará de onde você está. Viva dia a dia, como se cada dia fosse o primeiro e o último da sua vida.

– Deixe tudo fluir e não deixe nada influenciar

Às vezes, ficamos cativos dos problemas, embora estes já tenham sido resolvidos ou façam parte do passado, pois continuam a assombrar nossa mente, causando angústia, raiva, frustração e ressentimento. Quando nos apegamos ao que aconteceu, quando não deixamos de lado essas emoções e sentimentos, nos tornamos escravos deles.

Nesse sentido, um estudo realizado na Universidade de Harvard revelou que gastamos 47% das horas que ficamos acordados pensando sobre o que nos aconteceu ou o que poderia acontecer conosco. Essa “mente errática” é a razão pela qual nos preocupamos excessivamente e com nossa infelicidade. O melhor antídoto é focar no presente e sentir gratidão pelo que temos e pelo que somos. Desta forma, seremos capazes de reduzir o impacto de experiências negativas e alcançar o equilíbrio.

– Elimine tudo desnecessário

Leonardo da Vinci disse que “a simplicidade é a máxima sofisticação”, e não estava errado. Ao longo de nossas vidas, carregamos muitas coisas, que servem apenas para gerar o caos e nos sobrecarregar. Quando você percebe que pode viver sem eles e ser ainda mais feliz, consegue valorizar mais o que tem e se livrar de um grande peso.

Eliminar tudo o que é desnecessário também se refere a sentimentos, crenças, estereótipos ou sonhos que não pertencem a você e que são apenas um obstáculo. Quando você olhar para dentro de si mesmo, ficará surpreso ao descobrir que muitas das frases em seu diálogo interior não são realmente suas, mas foram inculcadas. Faça uma limpeza mental e livre-se das emoções que o ferem, como o ressentimento de um evento antigo, a angústia por algo que provavelmente nunca acontecerá e o medo de perder o que você tem. Se formos mais leves do que a bagagem, não só poderemos ir mais longe, como também aproveitaremos mais a viagem.

Traduzido de Rincon de la Psicología



As Quatro Regras de Lao Tzu Para a Vida


Como viver uma vida inspirada e de paz.

Muitos séculos atrás, Lao Tzu, falou sobre as quatro virtudes cardeais, ensinando que quando as praticamos como uma forma de vida, chegamos a conhecer a verdade do universo.

O antigo mestre chinês disse que viver e praticar esses ensinamentos podem abri-lo para uma maior sabedoria e felicidade, realinhando-o para a fonte e permitindo-lhe aceder a todos os poderes que a fonte de energia tem para oferecer.

“Quando você conseguir conectar a sua energia com o reino divino através de alto nível de conhecimento e da prática da virtude não discriminatória, a transmissão das verdades sutis finais irão seguir.” Lao Tzu

Lao Tzu significa “antigo mestre ‘, e ele foi considerado por alguns como um ser realizado em Deus.

As quatro virtudes cardeais são encontrados no Tao Te Ching, uma coleção de ditos expondo os principais ensinamentos taoístas.

Tem 81 versos poéticos curtos cheios de sabedoria universal para a política, sociedade e vida pessoal, e visa apoiar a harmonia pessoal através do entendimento correto e compreensão da existência.

O Tao (também conhecido como o Caminho ou o Dao) tem confundido os seus leitores por séculos com suas contradições enigmáticas e deliberadas, mas que oferecem uma profunda contemplação aos requerentes, prestando-se a interpretações variadas e questionamentos interiores.

“O Tao que pode ser dito não é o Tao eterno. O nome que pode ser nomeado não é o nome eterno.

O Tao é ambos nomeados e sem nome. Como sem nome, é a origem de todas as coisas; como o nome é a Mãe de 10.000 coisas.

Já sem desejos, pode-se ver o mistério; sempre desejando, vê-se apenas as manifestações.

E o próprio mistério é a porta de entrada para toda a compreensão”- Wayne W. Dyer, Mude seus pensamentos – mude sua vida: Vivendo a sabedoria do Tao

O Tao Te Ching é o texto básico do taoísmo, mas também tem influenciado o confucionismo e o budismo chinês, e está entre algumas das obras mais traduzidas da literatura mundial.

Este texto poderoso do Tao, estrada ou modo de vida, reflete a força do universo e até mesmo o próprio universo.

Enquanto muitos tentaram fazer sentido do seu mistério, um homem mergulhou neste texto, literalmente vivendo sua sabedoria, e em seguida destilou a essência desses ensinamentos de mistérios antigos para um público moderno.

Em 2006, o falecido Wayne Dyer foi inspirado a passar todo o seu 65º ano lendo, pesquisando, e meditando sobre mensagens de Lao Tzu, entrando em retiro para praticá-los e, finalmente, anotar as idéias que ele sentiu que Lao Ttzu queria que soubéssemos.

Dr. Dyer pesquisou dez traduções bem respeitados do texto e o resultado daquele ano de mudança de vida foi o

Seu livro best-seller Mude seus pensamentos-Mude Sua Vida: Vivendo a sabedoria do Tao.

Carinhosamente conhecido como o Pai da Motivação, Dr. Dyer diz que quatro virtudes cardeais de Lao Tzu

Representam o caminho mais seguro para deixar os hábitos e desculpas para trás e voltar a ligar à sua natureza original.

“Quanto mais a sua vida está em harmonia com as quatro virtudes, menos você estará controlada pelo ego intransigente.”

O Tao nos encoraja a estar em contato com o nosso próprio eu, particularmente nosso eu mais profundo, para quando você souber quem você realmente é, você descobrir a paz eterna.

Lao Tzu gostava de comparar diferentes partes da natureza a diferentes virtudes.

Ele disse: “As melhores pessoas são como a água, que beneficia todas as coisas e não competem com eles.

Ele permanece em lugares humildes que outros rejeitam.

É por isso que é tão semelhante ao Caminho (DAO).

“Cada parte da natureza pode nos lembrar de uma qualidade que admiramos e devemos cultivar a nós mesmos – a força das montanhas, a resiliência das árvores, a alegria das flores.

Nós entramos na vida com uma ardósia limpa, aparentemente, um percurso espectacular à nossa frente com potenciais ilimitados e escolhas.

Para navegar nossas vidas e obter uma alça sobre os desafios e presentes que a vida vai atirar em nós, é útil ter algum tipo de bússola para que não acabem nas rochas ou perdido no mar.

Para muitas pessoas isso pode ser religião, a moral, ou os sistemas de crenças passados por sua família, e eles podem derivar uma sensação de força e direção através da sua bússola interna firmemente defendida originada nesta integridade.

Não importa o que acontece na vida, eles vão sempre voltar a cair aquela máxima, seja, por exemplo, para liderar a partir do coração, ou para ser gentil.

“Para realizar o constância e firmeza em sua vida é preciso perceber a natureza profunda do universo.

Essa percepção não é dependente de qualquer condição interna ou externa transitória, pelo contrário, é uma expressão da própria natureza espiritual imutável.

A única maneira de alcançar o Caminho Universal é manter as virtudes integrantes da constância, firmeza e simplicidade em sua vida diária. “- Lao Tzu

As quatro virtudes cardeais, ou regras para viver a vida, podem fornecer um quadro para uma vida cheia de paz e propósito interior.

1. Reverência por toda a Vida
Esta virtude manifesta como ter amor incondicional e consideração positiva para todas as criaturas no universo, começando por nós mesmos, então isso vai fluir naturalmente para todos os outros.

Essa reverência é para toda a vida, e não apenas algumas formas.

Ela é honrar todas as formas de vida, e em seu núcleo tem uma compreensão espiritual inata de como o universo realmente funciona – que somos todos faíscas de um incêndio.

Quando vivemos com reverência por toda a vida, nós nos rendemos a nossa necessidade de controlar e dominar.

Nós, naturalmente, entramos em profundo agradecimento e gratidão por toda a vida.

Esta primeira virtude é a chave para diminuir o ego.

“Afirme isso quantas vezes você puder, para quando você se ver de uma forma amorosa, você não tenha nada mas o amor para expandir.

E quanto mais você ama os outros, menos que você precisa de padrões de desculpas velhos, em especial as relativos a culpa. “Wayne Dyer

2. Sinceridade Natural
Esta virtude engloba bondade e autenticidade. Para mim, ela tem um sentimento de compaixão e um amor abrangente para todos os seres.

Quando somos sinceros e agimos com integridade, nós nos movemos em direção à paz interior e tranquilidade.

Nossa consciência limpa, não temos as pequenas imperfeições interiores mais de nossas ações desonestas que podem corroer uma mente pacífica.

Muitos desses quatro pilares se relacionam com o carma , a lei de causa e efeito, e manter o equilíbrio e impecabilidade.

Esta virtude é a honestidade, simplicidade e fidelidade, diz Wayne Dyer. É sobre ser fiel a si mesmo e seguir em frente.

De acordo com Dyer, se você encontrar este desafio, tente afirmar, “eu já não preciso ser sincero ou desonesto. Este é quem eu sou, e é assim que me sinto”.

3. Gentileza
Gentileza é um traço profundamente poderoso. Muitas vezes interpretado como fraqueza, gentileza é a sensibilidade, respeito e reverência por toda a vida.

Talvez essa virtude possa ser resumido pelo Dalai Lama, que muitas vezes diz: “minha religião é muito simples, minha religião é bondade.”

Na vida, é muito mais importante ser gentil do que ter razão e ser gentil em vez de importante. Gentileza é um guarda chuva para o perdão, aceitação e amor. É muito parecido com o termo iogue ahimsa, ou não violência.

Quando deixamos de ser certo e ser superior, começamos a aceitar a nós mesmos e aos outros, e tantos conflito em nossas vidas caem.

“Gentileza geralmente implica que você não tem mais o desejo de inspiração forte do ego para dominar ou controlar os outros, o que lhe permite mover-se em um ritmo com o universo.

Você cooperar com ele, bem como um surfista que surfa com as ondas em vez de tentar dominá-las.

Gentileza significa aceitar a vida e as pessoas como elas são, em vez de insistir que elas sejam como você é.

Conforme você pratica vivendo dessa maneira, a culpa desaparece e você desfruta de um mundo de paz.”- Wayne Dyer

4. Suporte
Quando somos favoráveis a nós mesmos, com palavras amáveis, ações de amor e auto-cuidado, estamos naturalmente dando apoio aos outros. Esta virtude é o princípio básico da humanidade.

Somos naturalmente seres sociais e, em nosso núcleo, queremos estar com os outros e para ajudar os outros.

Muitas experiências mostram como os seres humanos são motivados por conexão e vão avançar com isto, em vez de outras coisas.

Quando damos aos outros, partilhamos e apoiamos os outros, tornamo-nos felizes. Nossas vidas se tornam significativas e os nossos corações cheios. Apoio é sobre o serviço.

Serviços de coração por uma questão de ajudar os outros e beneficiar os outros, sem nenhuma preocupação com o nosso próprio ganho.

Apoio é também sobre segurar espaço para o outro , ouvir o outro, e estar lá para os outros.

É bondade radical em ação. Esta citação do poeta, Hafiz, resume: “Mesmo depois de todo esse tempo, o sol nunca diz à terra” você me deve.”

“A maior alegria vem de dar e servir, então substitua o seu hábito de se concentrar exclusivamente em si mesmo e o que há nisso para você.

Quando você fizer a mudança para apoiar os outros em sua vida, sem esperar nada em troca, você vai

Pensar menos sobre o que você quer e encontrar conforto e alegria no ato de dar e servir. “Wayne Dyer

Deixe estas quatro virtudes influenciarem sua vida, e perceber a graça e facilidade que irão aparecer no seu caminho.

Cada uma dessas virtudes traz um modo de ser que é leve, elegante e fluente e vai ajudar você a auto derrotar padrões destrutivos que sabotam a sua paz interior e felicidade.

“As quatro virtudes cardeais são um roteiro para a simples verdade do universo.

Para reverenciar toda a vida, para viver com sinceridade natural, para a prática de gentileza, e estar em serviço aos outros é replicar o campo de energia a partir do qual se originou.” Dr. Wayne Dyer



domingo, 29 de abril de 2018

Frases Célebres com a Autoria Equivocada.


. Algumas delas são meros boatos. Outras, “resumos” feitos por biógrafos, às vezes traindo o sentido original. Também há as ditas ou escritas por uma pessoa e creditadas a outra. E há, por fim, as fake news históricas, pura propaganda. Estas são as mais célebres frases que todo mundo ouviu ou repetiu e que nunca foram proferidas pelas pessoas às quais são atribuídas.

1. “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar um resultado diferente — Albert Einstein
Não há nenhuma evidência de que Einstein tenha dito essas palavras. O mais provável é que a frase tenha sido retirada de textos utilizados pelos Narcóticos Anônimos, produzidos em 1981.

2. “Discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” — Voltaire
Voltaire não é o verdadeiro autor da sentença acima, mas sim a escritora inglesa Beatrice Evelyn Hall, sob o pseudônimo SG Tallentyre. Em 1906, ela publicou uma biografia sobre o filósofo em que descreve a relação de Voltaire com o filósofo francês Claude Adrien Helvétius. Como o parágrafo foi escrito em primeira pessoa, o mundo passou a creditar a frase a Voltaire.

3. “Os fins justificam os meios” — Nicolau Maquiavel
O axioma acima não é encontrado em nenhum capítulo da obra O Príncipe. O que Maquiavel realmente escreveu foi um bem menos malicioso: “É preciso considerar o resultado final”.

4. “Primeiro eles te ignoram. Então riem de você e te atacam. Então você ganha” — Mahatma Gandhi
Essa máxima, que hoje repercute em vários sites, nunca foi dita por Gandhi. O verdadeiro autor nunca foi descoberto. No entanto, o sentido da frase é semelhante às palavras presentes em um discurso realizado em 1918 por Nicholas Klein, um advogado e defensor do sindicato dos trabalhadores dos EUA: "Primeiro eles te ignoram. Então eles te ridicularizam. E então eles te atacam e querem te queimar. E então eles constroem monumentos para você". 

5. “Às vezes um charuto é apenas um charuto” — Sigmund Freud 
A frase foi supostamente dita após alguém sugerir, numa interpretação caricaturalmente freudiana, que seu charuto era um símbolo fálico. O sentido é que nem tudo devia ser lido por uma interpretação freudiana — ou, ao menos, não seu charuto. Entretanto, não existem provas de que em algum momento da História o fundador da psicanálise teria dito tal frase.

6. “Esqueçam tudo o que escrevi” — Fernando Henrique Cardoso
Teria sido proferido por Fernando Henrique Cardoso durante um almoço particular com empresários, sempre foi negada pelo então ex-ministro da Fazenda. Ela foi divulgada numa reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em 1993. Ao questionar o empresário Olacyr de Moraes, que participou do almoço, o veículo foi informado que Fernando Henrique pronunciou a frase de fato. No entanto, ao ser procurado novamente, em 1996, Moraes afirmou que não se lembra da frase e muito menos do almoço.

7. “A religião é o ópio do povo” — Karl Marx
É um resumo que trai completamente o sentido original. O que Marx diz na obra Uma Contribuição para a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, de 1843, publicada somente após a morte do filósofo, é: "A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo". Isto é, a religião é algo positivo, um analgésico para a dor do oprimido.

8. “Uma única morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística” — Joseph Stalin
Esse seria o resumo da filosofia Stalin. Mas muitos dos historiadores russos procuraram e nunca encontraram registros que comprovem sua autoria. A frase já foi creditada a vários escritores, um deles seria o alemão Kurt Tucholsky, que numa obra de 1932 descreve um personagem fictício que fala sobre as tragédias causadas pela guerra.

9. “Mulheres bem-comportadas raramente fazem história” — Marilyn Monroe
O ícone dos anos 50 foi responsável por muitos momentos notórios da história do cinema, mas não por esses dizeres. Ela já havia falecido quando a frase foi escrita pela americana Laurel Thatcher, num artigo publicado em 1976.

10. “Houston, temos um problema” — Jack Swigert
As palavras acima foram pronunciadas quando os astronautas da Apollo 13 notaram que uma explosão havia danificado a nave. Contudo, a frase verdadeira do astronauta Jack Swigert fo um bem mais calmoi: "Houston, nós tivemos um problema aqui". A citação, que repercute até hoje, é na verdade uma adaptação feita por Ron Howard no filme Apollo 13, de 1995. 
Além disso, as palavras não são de Jim Lovell, comandante da Apollo 13, e sim do astronauta Jack Swigert. Após um erro de transmissão, Lovell teve que repetir a frase e acabou roubando os créditos de Swigert.

11. “Os ingleses estão vindo! Os ingleses estão vindo!” — Paul Revere
Revere nunca avisou os cidadãos de Concord, nos EUA, sobre o avanço das tropas britânicas. Na verdade ele foi capturado antes que pudesse fazê-lo. O verdadeiro responsável pela frase foi Samuel Prescott, outro patriota que também foi capturado, mas conseguiu escapar. No entanto, a fama de Revere foi imortalizada pelo poema Paul Revere's Ride, 1860, de Henry Wadsworth Longfellow.

12. “Se eles não têm pão, que comam brioches!” — Maria Antonieta
A rainha guilhotinada nunca chegou nem perto de dizer algo assim. Quem a conhecia afirmou estar preocupada com a situação do povo. A citação foi retirada das Confissões de Jean-Jacques Rousseau, escritor de sucesso durante a Revolução Francesa. No livro, Rousseau menciona que uma princesa, da qual não diz o nome, teria dito essas palavras ao ver o povo faminto.

13. “Temo que tudo o que fizemos foi despertar um gigante adormecido” — Isoroku Yamamoto
Há indícios de que Yamamoto realmente se arrependeu de planejar o ataque à base naval norte-americana de Pearl Harbor, em 1941, mas não qualquer indício de que tenha dito a frase acima. Os japoneses escolheram atacar os Estados Unidos porque parecia um alvo mais fácil que a União Soviético. A frase aperceu no filme Tora! Tora! Tora!, de 1970, mas alguns acreditam que tais palavras já eram famosas antes mesmo de chegarem ao cinema.

14. “Fi-lo porque qui-lo” — Jânio Quadros
A citação é na verdade o título de uma resenha publicada na revista Veja sobre o livro 15 Contos, de Jânio Quadros, satirizando seu estilo rebuscado. Além disso, a estrutura da frase é incorreta. Como a conjunção atrai o pronome, a maneira correta deveria ser "Fi-lo porque o quis".

15. “Até tu, Bruto?”— Júlio César
A frase teria sido dita por Júlio César quando viu Marco Júnio Bruto, um amigo próximo, no meio dos responsáveis pelo seu assassinato. A sentença original seria "Kai su, têknon", que também pode querer dizer "Você também, menino/moleque". A que você escuta é na verdade uma adaptação realizada em obras como Júlio César, de 1599, escrita pelo dramaturgo William Shakespeare. Outro ponto que também instiga historiadores é a veracidade da frase. A obra A Vida dos Doze Césares, escrita por Caio Suetónio, 165 anos após o assassinato do ditador, não menciona a frase.

Thiago Lincolins e Letícia Yazbek



sábado, 28 de abril de 2018

As Quatro Nobres Verdades do Budismo


Assim foi dito por Budha o iluminado.
Por não compreender e não realizar quatro coisas, que eu, da mesma forma que vocês, tivemos que vagar tão longamente através desta roda dos renascimentos.
E quais são essas quatro coisas?

1- A nobre verdade do sofrimento.
2- A nobre verdade da causa do sofrimento.
3- A nobre verdade da extinção da causa do sofrimento.
4- A nobre verdade da senda que leva à extinção do sofrimento.

Enquanto o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades não estavam perfeitamente claros em mim, eu não estava certo que tinha atingido a suprema iluminação que é insuperável em todo o mundo.


Mas tão logo o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades se tornaram perfeitamente claros em mim, surgiu a certeza que tinha atingido esta suprema iluminação insuperável.

Então descobri essa profunda verdade, tão difícil de perceber, difícil de compreender, tranqüilizante e sublime à qual não é para ser ganho por mero intelecto e é visível apenas ao sábio.

1ª – A Nobre Verdade do Sofrimento
Nascimento é sofrimento, doença é sofrimento, morte é sofrimento, tristeza, lamentação, dor, pesar e desespero são sofrimento. Não ter o que se deseja é sofrimento, separação do que se deseja é sofrimento, união com o que não se deseja é sofrimento. Saudade é sofrimento, ser escravo de um passado já morto e um futuro inexistente é sofrimento. Ser presa fácil de estímulos exteriores de toda ordem é sofrimento. Quando sopram os ventos da sensibilidade nós vamos cegamente a sensualidade, quando sopram os ventos da raiva nós vamos cegamente a violência, quando sopram os ventos da agitação e preocupação nós vamos cegamente em direção a ansiedade e angústia, quando sopram os ventos da dúvida nós vamos cegamente ao ceticismo.

Todo sofrimento, assim como toda a nossa felicidade está na própria mente, pois nenhum inimigo nos poderá fazer tão infelizes quanto nossa mente mal dirigida. Também nenhum parente, seja pai, mãe ou irmão nos tornará tão felizes quanto nossa própria mente bem dirigida.

Em resumo, os cinco agregados da existência quando objetos de apego, isto é, quando tomados como “eu” e “meu” são sofrimento.

Os cinco agregados da existência são: corpo, sensações, percepções, consciência e formações mentais.

2ª – A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento
Qual é a causa do sofrimento? é a ignorância, o desejo, o apego, a cobiça, o ódio, e a ilusão. Mas aonde o desejo e a ignorância surgem? aonde estão suas raízes? Aonde houver coisas deliciosas e agradáveis lá o desejo e ignorância surgem, lá eles têm as suas raízes.

Visão, audição, olfato, paladar, tato e a mente são deliciosos e agradáveis lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles fincam raízes. Quando percebemos um objeto pela visão, se o objeto é agradável a pessoa é atraída e se é desagradável a pessoa o repele.

Então, seja qual for a sensação que experimente, se a pessoa o aprova e acha agradável então a sensação condiciona o desejo, e desejando a pessoa se apega ao objeto desejado. Então o desejo condiciona o apego. Quando a pessoa se apega ela irá agir pela palavra ou pelo o corpo para possuir o objeto desejado.

Deste modo, então o apego condiciona a ação (Karma) ou processo de vir a ser. O processo de vir a ser (ou existência) condiciona o nascimento.

Dependendo do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e lamentação dor e pesar, ressentimento e desespero.
Assim surge essa imensa massa de sofrimento.

3ª – A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento
O que é a extinção do sofrimento? É a completa erradicação e desaparecimento da ignorância, desejo, apego, cobiça, ódio e ilusão e em conseqüência o abandono e libertação da ilusão do EU e do MEU.
Com a extinção da ignorância o desejo é extinguido.
Pela cessação do desejo cessa-se o apego.
Pela cessação do apego o processo de vir a ser ou as ações (Karma) é extinguido.
Pela cessação de vir a ser ou existência, o nascimento é extinguido.
Pela cessação do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e a lamentação, dor pesar, ressentimento e desespero serão extinguidos.
Assim se dá a extinção de toda esta massa se sofrimento.

Nirvana
Isso verdadeiramente é a paz, isto é, o mais elevado a saber o fim de todas as formações Kármicas, o abandono de todo substrato de ressarcimento, o fim da ignorância, do desejo, e apego, da cobiça, ódio e ilusão.
Encantado pelo desejo, irado pela cobiça, vendado pela ilusão, derrotado com a mente enganada, o homem, pela ignorância provoca a sua própria ruína, a ruína de outros e a ruína de ambos, e ele experimentará sofrimento mental e pesar. Mas se a ignorância e desejo e apego, cobiça, ódio, e ilusão forem abandonados, o homem não mais provocará a sua própria ruína, a ruína de outros, nem a ruína de ambos, não mais experimentando sofrimento mental e pesar.
Assim é o Nirvana, imediato, visível nesta vida, convidado, atrativo e compreensível apenas pelo sábio.
A extinção completa, total e global, sem deixar qualquer vestígio da ignorância, desejo e apego, cobiça, ódio e ilusão, isto verdadeiramente é chamado de NIBBANA.

O Arahat (Monge) – O Santo Sábio e Iluminado
E para o discípulo assim livre, em cujo coração reina a paz não há nada mais a ser acrescentado àquilo que ele já faz, nem nada mais resta para ele a fazer. Como uma sólida massa de rocha. Formas visuais ou sons, odores ou gostos, contatos de qualquer natureza, o desejável ou o indesejável, nada poderá fazê-lo entrar em vibração, inabalável está a sua mente. Foi ganha a libertação.
E ele que já atingiu o supremo equilíbrio e equanimidade à todas as coisas deste mundo, não é mais perturbado por nada, seja o que for. Ele está livre da raiva, da tristeza e da saudade, ele passou além do nascimento, decadência e morte.

4ª – Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento
Os dois extremos e a Senda do meio. Os prazeres sensuais, o comum, o vulgar, o mundano, sem qualquer sentido para o progresso na Senda espiritual. Ou:
A mortificação do corpo que é dolorosa e também sem vantagem qualquer para a vida santa.
Ambos estes extremos, o iluminado evitou e descobriu a Senda Média, a qual propícia qualquer um ver e a compreender, leva à paz, ao discernimento, a iluminação e ao NIBBANA.
E qual é a Senda do Meio? É a nobre Senda Óctupla:

1) Palavra Correta
2) Ação Correta
3) Meio de Vida Correto (Moralidade)
4) Esforço Correto
5) Plena Atenção Correta
6) Concentração Correta (Concentração)
7) Correta Compreensão
8) Correto Pensamento (Sabedoria)

Livre da dor e tortura é esta Senda, livre de lamentos e sofrimento uma Senda perfeita. Verdadeiramente, como esta Senda não existe outra para a purificação dos seres. Se você seguir está Senda porá fim ao sofrimento. Mas cada um tem que lutar por si próprio, o iluminado apenas aponta o caminho.

1) Palavra Correta
a) Abster-se de mentir e de Caluniar.
b) Abster-se de levar e de trazer conversas que causem desarmonia e discórdia.
c) Abster-se de palavras pesadas, duras e ofensivas.
d) Abster-se de tagarelice e de conversas frívolas.

2) Ação correta
a) Abster-se de destruir os seres vivo, isto é, não matar.
b) Abster-se de pegar para nós aquilo que não nos pertence, isto é, não roubar.
c) Abster-se de errôneo comportamento sexual ( infidelidade, adultério etc.)
d) Abster-se de tóxicos e de bebidas alcoólicas que entorpeçam a mente.

3) Meio de vida correto
Abster-se de profissões como:
a) caçador, pescador, abatedor;
b) comércio de armas e drogas, bebidas, cigarros etc.
O meio de vida deve ser honesto, para o bem comum e nunca prejudicando e explorando nosso semelhante.

4) Esforço Correto
a) O Esforço de evitar o mal.
b) O Esforço de superar o mal.
c) O Esforço de fazer surgir o bem.
d) O Esforço de manter e de desenvolver o bem.

5) Plena Atenção Correta
a) Atenção sobre o corpo
b) Atenção sobre as sensações .
c) Atenção sobre os estados de consciência.
d) Atenção sobre os objetos da mente.

6) Concentração Correta
A concentração é a mente unipolarizada, isto é: mente voltada para um único ponto.
Existem cinco obstáculos para o desenvolvimento da concentração:
l – Sensualidade (luxúria)
II – Raiva, ira, ódio.
III – Sonolência, preguiça e torpor.
IV – Agitação e preocupação.
V – Dúvida

7) Correta Compreensão
a) Compreender as quatros nobres verdades.
b) Compreender as três características da existência.
c) Compreender as ações meritórias e a raiz dessas ações.
d) Compreender as ações demeritórias e a raiz dessas ações.

a) As Quatros Nobres Verdades
O homem comum, desprovido de correta compreensão, é ignorante dos ensinamentos dos homens Santos e não é treinado na nobre doutrina. Seu coração é possuído e dominado pela:

1) Ilusão da existência de um eu;
2) Pela dúvida;
3) Pelo apego e meras regras e rituais;
4) Pelo desejo sensual;
5) Pela raiva.

E como livrar-se destas coisas ele não sabe! Não sabendo o que é digno de considerações e o que é indigno (para libertar-se desses cinco grilhões) ele acaba considerando justamente o que é indigno e não o que é digno.

E pela ignorância ele se preocupa e reflete dessa maneira:
O mundo é eterno ou temporal? Finito ou infinito? O princípio vital é idêntico ao corpo ou alguma coisa diferente? O Buda continuará depois a morte ou não? Eu existi no passado ou não existi numa vida passada? O que eu fui na vida passada? Quem eu fui na vida passada? Eu existirei numa vida futura ou eu não existirei numa vida futura? Eu sou ou eu não sou? O que sou eu? Como sou eu? Este ser, de onde ele veio, para onde vai? “Sábias” Considerações!

O instruído e nobre discípulo entretanto, que sabe os ensinamentos dos homens Santos e é bem treinado na nobre doutrina; compreende o que é digno de consideração e o que é indigno. E assim sabendo, ele considera o digno e não o indigno.

O que é sofrimento, ele sabiamente considera.
O que é a origem do sofrimento, ele sabiamente considera.
O que é a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.
Qual é a Senda que leva a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.

b) As três características da existência são:

1) Impermanência
2) Insatisfatoriedade
3) Impessoalidade

O corpo é impermanente, as sensações, são impermanentes, as percepções são impermanentes, as formas mentais são impermanentes, e as consciências são impermanentes. E tudo o que é impermanente é sujeito ao sofrimento e mudança, não se pode corretamente dizer:

isto pertence a mim,
isto sou eu,
isto é o meu ego.

Assim como a bolha d’água é oca, vazia e insubstanciável, da mesma forma todos os fenômenos psíco-físicos são também ocos, vazios e sem um ego.

c) As ações Meritórias são de três tipos:
1) Pelo corpo, o mesmo que ação correta.
2) Pelo o verbo, o mesmo que Palavra Correta.
3) Pela mente, o mesmo que Pensamento Correto.

Quais são as raízes das Ações Meritórias:
1) Renúncia
2) Desapego
3) Boa vontade
4) Benevolência
5) Generosidade
6) Moralidade
7) Meditação
8) Reverência, gratidão e respeito
9) Serviço inegoísta ao próximo
10) Transferência de mérito
11) Alegrar-se com o sucesso e o mérito de outros.
12) Ouvir o Dhamma (Doutrina)
13) Expor o Dhamma
14) Ter corretos pontos de vista e correta compreensão
15) Gratidão
16) Respeito.

As Ações Demeritórias são também de três tipos:
1) Pelo corpo: destruir seres vivos roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas.
2) Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas.
3) Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista

As raízes das Ações Demeritórias são:
Cobiça, ódio, ilusão ou ignorância, egoísmo. .

8) Pensamento Correto

São todos os pensamentos baseados na renúncia e desapego, tais como:
Boa vontade, benevolência e amor.
Bondade e camaradagem.
Correta compreensão e corretos pontos de vista.

Todo pensamento que for motivado pela Cobiça, Ódio, ilusão e ignorância, egoísmo, vaidade, inveja etc. Serão necessariamente pensamentos incorretos.

Que todos os seres que estejam em sofrimento, possam se libertar do seu sofrimento.
Que todos os seres que estejam inseguros e com medo, possam se libertar de sua insegurança e do seu temor.
Que todos os seres que estejam tristes e em lamento, passam se libertar de sua tristeza e da sua lamentação.

Pela realização dessas afirmações que todos os seres, sem nenhuma exceção, possam se sentir verdadeiramente muito bem e muito felizes.

Por Gassho