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domingo, 7 de outubro de 2012

Como eram os Preços e Salários na Roma Antiga




O famoso Edito do imperador romano Diocleciano permite nos ver que salários recebiam algumas profissões e quais os preços de alguns materiais de primeira necessidade da época.

Caio Aurélio Valério Diocleciano, para os mais chegados Diocleciano, nasceu no seio uma família humilde e foi escalando, pouco a pouco, postos na hierarquia militar até ser promovido a comandante da cavalaria do imperador Caro e ascender socialmente à classe dos novos-ricos. Depois da morte de Caro e de seu filho Numeriano, Diocleciano foi aclamado imperador pelo exército e governou entre 20 de novembro de 284 até 1º de maio de 305.

Durante a segunda metade do século III o Império Romano sofreu uma grave crise alimentada pelas guerras civis, as lutas pelo poder, a pressão dos bárbaros, a peste e uma profunda depressão econômica agravada pelos caprichos monetários dos cobiçosos imperadores. Em 301, para pôr um pouco de ordem naquela zona toda, Diocleciano decidiu promulgar o Edito de Preços Máximos para estabilizar a moeda e minimizar os efeitos da grave crise econômica. O cumprimento do edito era obrigatório em todo o Império e, ademais, fixar preços superiores era considerado um crime sentenciado com a morte. Na sequência mostramos alguns dos preços e salários, em denários, que foram estabelecidos naquela época:

Salários:
• Agricultor - 25 ao dia;
• Carpinteiro ou pedreiro – 50 ao dia;
•  Pintor – 75 ao dia;
•  Pintor (de quadros) – 150 ao dia;
•  Tecelão – 175 por manto;
•  Padeiro – 50 ao dia;
•  Construtor de barcos, fluviais e marítimos – 50 e 60 ao dia respectivamente;
•  Tropeiro – 25 ao dia;
•  Barbeiro/cabeleireiro – 2 por pessoa;
•  Limpador de fossas - 25 ao dia;
•  Escrevinhador (melhorar a escrita;escrever cartas) – 25 por cada 100 linhas.;
•  Escrevinhador (Petições ou documentos públicos) – 10 por cada 100 linhas;
•  Professor: de 50 por mês para ensinar crianças até 250 ao mês por cada aluno de Retórica/Filosofia;
•  Legionário médio – 15.400 ao ano não incluído o valor do trigo que recebiam;
•  Guarda Pretoriana – 19.000 ao ano incluído o trigo.

Preços:
•  Trigo, um módio (8,75 kg) – 100;
•  Cevada e centeio, um módio – 60;
•  Lentilha, um módio – 100;
•  Sal, um módio – 100;
•  Feijão, um módio – 100;
•  Arroz, um módio – 200;
•  Vinho fino, um sextário (1/2 litro) – 30;
•  Vinho vagabundo, um sextário – entre 8 e 16;
•  Cerveja gala, um sextário - 4;
•  Cerveja egípcia, um sextário – 2;
•  Mel, um sextário – 40;
•  Azeite de oliva, um sextário – 40;
•  Carne de porco ou de veado, uma libra (326 gramas) - 12;
•  Carne de boi, uma libra – 8;
•  Um frango – 60;
•  Um faisão – 250;
•  Peixe do mar, uma libra – entre 16 e 24;
•  Peixe de rio, uma libra – entre 8 e 12;
•  Pescado salgado, uma libra – 6;
•  Manteiga, uma libra – 16;

É meio difícil fazer uma comparação destes preços com os atuais, mas pode servir para que tenhamos uma ideia do que cada cidadão romano podia adquirir com seu salário e as diferenças entre as diferentes profissões.

Como curiosidade vale a pena saber que gratificação por uma vitória de um gladiador poderia equivaler ao salário anual de um professor e o auriga Cayo Apuleyo Diocles, o Shumacher da época, chegou a ganhar em toda sua carreira uns 35 milhões de sestércios (um denário = quatro sestércios) no século II.

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