Seguidores

domingo, 22 de abril de 2012

Em Que Lista Você Está?

Por Fenix Faustine
Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas,
segurando uma nota de R$ 100,00.
Ele perguntou:
"Quem de vocês quer esta nota de R$100,00?".
Todos ergueram a mão...
Então ele disse:
"Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro deixem-me fazer isto..."
Aí, ele amassou totalmente a nota.
E perguntou outra vez:
"Quem ainda quer esta nota?"
As mãos continuavam erguidas...
E continuou:
"E se eu fizer isto... Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la, esfregá-la.
Depois, pegou a nota, agora já imunda e
amassada e perguntou:
E agora?
Quem ainda quer esta nota de R$100,00??
Todas as mãos voltaram a se erguer.
O palestrante voltou-se para a platéia e disse que tinha ensinado uma lição.
Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuam a querer esta nota porque ela não perde o valor.
Essa situação também acontece com a gente...
Muitas vezes em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância.
Mas, não importa... jamais perderemos nosso valor.
Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa!
Nada disso altera a importância que temos!
O preço de nossas vidas, não é pelo o que aparentemos ser, mas pelo que fizemos e sabemos!!!
Agora reflita bem e procure responder a estas perguntas:

1-Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.

2-Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso Miss Universo.

3-Nomeie 10 vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.

Como vai? Mal né? Difícil de lembrar???
Não se preocupe.
Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem.
Os aplausos vão-se embora!
Os troféus ficam cheios de pó!
Os vencedores são esquecidos!
Agora responda a estas perguntas:

1-Nomeie 3 professores que lhe ajudaram na sua verdadeira formação.

2-Nomeie 3 amigos que já lhe ajudaram nos momentos difíceis.

3-Pense em algumas pessoas que lhe fizeram sentir-se alguém especial.

4-Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o seu tempo.

Como vai? Melhor não é verdade?
As pessoas que marcam a nossa vida não são as que tem as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios...
São aquelas que se preocupam com você, que cuidam de você, aquelas que de algum modo estão com você.
Reflita um momento.
A vida é muito curta!
Você em que lista está?

sábado, 21 de abril de 2012

A Utopia Sufoca a Educação de Qualidade


Por Gustavo Ioschpe
"A missão da boa escola é ensinar as disciplinas fundamentais aos alunos, e não tentar corrigir as desigualdades do Brasil" (Jonne Roriz/AE)

Um dos males que assolam nossa educação é a esperança vã de pensadores e legisladores de que uma escola que mal consegue ensinar o básico resolva todos os problemas sociais e éticos do país. Eles criaram um sistema com um currículo imenso, sistemas de livros didáticos em que o objetivo até das disciplinas científicas é formar um cidadão consciente e tolerante. Responsabilizaram a escola pela formação de condutas que vão desde a preservação do meio ambiente até os cuidados com a saúde; instituíram cotas raciais e forçaram as escolas a receber alunos com necessidades especiais. A agenda maximalista seria uma maneira de sanar desigualdades e corrigir injustiças. O Brasil deveria questionar essa agenda.

Primeira pergunta: nossas escolas conseguem dar conta desse recado? A resposta é, definitivamente, não. Estão aí todas as avaliações nacionais e internacionais mostrando que a única igualdade que nosso sistema educacional conseguiu atingir é ser igualmente péssimo. Copiamos o ponto final de programas adotados nos países europeus sem termos passado pelo desenvolvimento histórico que lhes dá sustentação.

Segunda pergunta: esse desejo expansionista faz bem ou mal ao nosso sistema educacional? Será um caso em que mirar no inatingível ajuda a ampliar o alcançável ou, pelo contrário, a sobrecarga faz com que a carroça se mova ainda mais devagar? Acredito que seja o último. Por várias razões. A primeira é simplesmente que essas demandas todas tornam impossível que o sistema tenha um foco. Perseguir todas as ideias que aparecem -- mesmo que sejam todas nobres e excelentes -- é um erro. Infelizmente, a maioria dos nossos intelectuais e legisladores não tem experiência administrativa, e acredita ser possível resolver qualquer problema criando uma lei. No confronto entre intenções e realidade, a última sempre vence. A segunda razão para preocupação é que, com uma agenda tão extensa e bicéfala -- formar o cidadão virtuoso e o aluno de raciocínio afiado e com conhecimentos sólidos --, sempre é possível dizer que uma parte não está sendo cumprida porque a prioridade é a outra: o aluno é analfabeto, mas solidário, entende? (Com a vantagem de que não há nenhum índice para medir solidariedade.) E, finalmente, porque quando as intenções ultrapassam a capacidade de execução do sistema o que ocorre é que o agente -- cada professor ou diretor -- vira um legislador, cabendo a ele o papel de decidir quais partes das inatingíveis demandas vai cumprir. Uma medida que deveria estimular a cidadania tem o efeito oposto: incentiva o desrespeito à lei, que é a base fundamental da vida em sociedade.

As aulas de ciências e as de português e matemática são as que vão fazer diferença positiva na vida dos jovens quando eles chegarem ao mercado


Terceira pergunta: mesmo que todas essas nobres intenções fossem exequíveis, sua execução cumpriria as aspirações de seus mentores, construindo um país menos desigual? Eu diria que não apenas não cumpriria esses objetivos como iria na direção oposta. Deixe-me dar um exemplo com essas novas matérias inseridas no currículo do ensino médio -- música, sociologia e filosofia. A lógica que norteou a decisão é que não seria justo que os alunos pobres fossem privados dos privilégios intelec-tuais de seus colegas ricos. O que não é justo, a meu ver, é que a adição dessas disciplinas torna ainda mais difícil para os pobres se equiparar aos alunos mais ricos nas matérias que realmente vão ser decisivas em sua vida. A desigualdade entre os dois grupos tende a aumentar. A triste realidade é que, por viverem em ambientes mais letrados e com pais mais instruídos, alunos de famílias ricas precisam de menos horas de instrução para se alfabetizar. É pouco provável que um aluno rico saia da 1ª série sem estar alfabetizado, enquanto é muito provável que o aluno pobre chegue ao 3º ano nessa condição. O aluno rico pode, portanto, se dar ao luxo de ter aula de música. Para nivelar o jogo, o aluno pobre deveria estar usando essas horas para se recuperar do atraso, especialmente nas habilidades basilares: português, matemática e ciências. É o domínio dessas habilidades que lhe será cobrado quando ingressar na vida profissional. Se esses pensadores querem a escola como niveladora de diferenças, se a diferença que mais impacta a qualidade de vida das pessoas é a de renda, e se a fonte principal de renda é o trabalho, então precisamos de um sistema educacional que coloque ricos e pobres em igualdade de condições para concorrer no mercado de trabalho. O que, por sua vez, presume uma educação desigual entre pobres e ricos, fazendo com que a escola dê aos primeiros as competências intelectuais que os últimos já trazem de casa. Estou argumentando baseado em uma lógica supostamente de esquerda (digo supostamente porque, nesse caso, é transparente que as boas intenções dos revolucionários de poltrona só aprofundam as desigualdades que eles pretendem diminuir).

O mercado de trabalho valoriza mais as habilidades cognitivas e emocionais não porque os nossos empregadores sejam mesquinhos, mas porque, em um mercado competitivo, precisam remunerar seus trabalhadores de acordo com sua produtividade. Essa é a lógica inquebrantável do sistema de livre-iniciativa. Não adianta pedir ao gerente de recursos humanos que seja “solidário” na hora da contratação e leve em conta que os candidatos à vaga vêm de origens sociais diferentes, porque, se o recrutador selecionar o funcionário menos competente, o mais certo é que em breve ambos estejam solidariamente no olho da rua. Não conheço nenhum estudo que demonstre o impacto de uma educação filosoficamente inclusiva sobre o bem-estar das pessoas. Mas há vários estudos empíricos sobre a desigualdade no Brasil. O que eles informam é assustador: o fator número 1 na explicação das desigualdades de renda é, de longe, a desigualdade educacional (disponíveis em twitter.com/gioschpe). Ao criarmos uma escola sobrecarregada com a missão de não apenas formar o brasileiro do futuro mas corrigir as desigualdades de 500 anos de história, nós nos asseguramos de que ela se tornará um fracasso. A escola não pode fracassar, pois é a alavanca de salvação do Brasil.

O tipo de escola pública que queremos é uma discussão em última instância política, e não técnica. É legítimo, embora estúpido, que a maioria dos brasileiros prefira uma educação que fracasse em ensinar a tabuada mas ensine bem a fazer um pagode. Acrescento apenas uma indispensável condição: que a população seja informada, de modo claro e honesto, sobre as consequências de suas escolhas. Quais as perdas e os ganhos de cada caminho. O que é, aí sim, antidemocrático e desonesto é criar a ilusão de que não precisamos fazer escolhas, de que podemos tudo e de que conseguiremos obter tudo ao mesmo tempo, agora. Infelizmente, é exatamente isso que vem sendo tentado. Nossas lideranças se valem do abissal desconhecimento da maioria da população sobre o que é uma educação de excelência para vender-lhe a possibilidade do paraíso terreno em que professores despreparados podem formar o novo homem e o profissional de sucesso. Essa utopia, como todas as outras, acaba em decepção e atraso. Essa pretensa revolução, como todas as outras, termina beneficiando apenas os burocratas que a implementam.

Retirado de:
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/a-utopia-sufoca-a-educacao-de-qualidade

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dicas para Detectar Mentiras

Na lida com relacionamentos para se defender é imprescindível ter algum conhecimento sobre como detectar mentiras, como perceber quando outra pessoa está tentando enganar você.

Estar preparado para ser enganado não quer dizer que você seja inseguro ou que você desconfie da pessoa, simplesmente demonstra que apesar de você depositar confiança nas pessoas você está PREPARADO para o pior, pois infelizmente nunca sabemos onde estamos pisando e é melhor perceber as coisas antes que sejam tardes demais.

Detectar mentiras é um assunto complexo e irá exigir uma série de posts, a principio irei descrever alguns mecanismos de como perceber quando alguém está mentindo ou omitindo algo de você.

Para este primeiro texto irei reunir cinco sinais de como identificar que alguém pode estar mentindo ou omitindo algo de ti.

Algumas dessas dicas podem ser tão sutis que você pode facilmente esquece-las a não ser que esteja prestando muita atenção, enquanto outras são bem óbvias. Em alguns casos você estará procurando por mentiras por omissões (aquilo que deveria estar lá, mas não está), e em outros casos mentiras por comissões (coisas que foram ditas que são inconsistentes com o resto da mensagem).

Algo a ser esclarecido antes de iniciar as dicas é: Assim que você perceber que alguém está mentindo pra ti, deves confrontar a mentira imediatamente? Normalmente NÃO. A melhor maneira de lidar com isso, é gravar o fato na sua cabeça e continuar com a conversa, a fim de extrair mais informações e ter mais terreno para encontrar mais inconsistências. Toda vez que você deixa o mentiroso perceber que você está desconfiando dele, normalmente ele vai ficar mais defensivo e tentar ser mais convincente, o que inevitavelmente vai dificultar sua extração de informações.
Abaixo seguem cinco dicas de como detectar uma mentira:

1- A linguagem dos olhos
Nenhum ou pouco contato visual direto é um clássico sinal da mentira. Uma pessoa que está mentindo normalmente faz de tudo para evitar contato visual. Inconscientemente ela sente que você pode ver “através” dele devido ao contato visual. E sentindo-se culpada ela não consegue encarar você.

Quando encarada visualmente ela olhará para baixo ou balançará os olhos.
Normalmente quando dizemos a verdade ou estamos ofendidos por uma falsa acusação nós tendemos a concentrar totalmente no que estamos falando e termos uma conversação fixa. Nós olhamos fixamente para a pessoa que nos está acusando de algo que não fizemos e fazemos de tudo para não desviar o assunto, já que ninguém gosta de ser acusado falsamente.

2- O corpo nunca mente (falta de gestos)
Quando alguém está mentindo ou guardando algo, ela tende a ser menos expressiva com suas mãos e braços. Se ela estiver sentada ela tende a ficar com a mão no colo, ou se ela estiver de pé pode botar a mão no bolso ou apoiar ela em algum lugar para limitar o movimento das mãos.
Quando os dedos estão fechados ou entrelaçados normalmente indicam que a pessoa está “fechada” ou “guardando algo” já que dedos totalmente abertos e movimentos leves da mão indicam abertura.

Você já notou que quando está empolgado falando algo, suas mãos e braços balançam bastante enfatizando seu ponto de vista e sendo CONGRUENTES com seu entusiasmo? E você também já notou que quando você está falando algo que você não acredita seu corpo ecoa suas emoções e se torna menos expressivo?

Outro sinal importante é que quando você pergunta algo pra ela, e ela responde virando as mãos para abaixo ou fechando elas indicam que ela pode estar escondendo algo, se ela estivesse verdadeiramente confusa ela viraria as mãos para cima como se estivesse dizendo “Eu não entendo o que você quer dizer, pergunte mais” ou “eu não tenho nada a esconder”.

3- A congruência da reação
O tempo das reações é algo que normalmente é difícil de fingir. Observe atentamente e provavelmente você não será enganado. Uma reação que não é verdadeira normalmente não é espontânea, e além disso existe um certo “atraso” no tempo de duração da reação falsa. Uma reação verdadeira normalmente começa de maneira espontânea e termina de maneira abrupta.

A surpresa é um bom exemplo disso. A surpresa vem e vai embora rapidamente, se então ela parece “prolongada” provavelmente é porque é falsa. Quando estamos fingindo estar surpresos, a maioria de nós mantém um tempo maior de cara de “surpreso” que parece até plastificado de tão forçado que fica.
Portanto é importante verificarmos a espontaneidade e o tempo das reações, reações falsas duram mais, começam atrasadas e parecem quase plásticas, pois a pessoa está tentando enfatizar algo que não foi natural. Podemos verificar isso facilmente em atores e políticos que tentam enfatizar reações de maneira que fica totalmente artificial.

4- Se ela está olhando em direção à porta.
Assim como nós saímos fora quando alguém nos ameaça fisicamente, a pessoa que sente uma desvantagem psicológica irá virar-se ou ir embora do seu acusador. Quando estamos confiantes de nossas ideias e argumentos nós tendemos a se mover para perto de quem falamos. O mentiroso é relutante em chegar perto ou encarar de frente quem o acusa. Ela vira a cabeça em direção à porta, ou vira o corpo, mas dificilmente encara de frente o acusador. Olho por olho normalmente é uma atitude de quem quer refutar uma acusação falsa e não de quem está mentindo.

Sempre procure por qualquer tipo de movimento em direção a saída. Se sentindo inconfortável ela pode virar seu corpo ou até se dirigir em direção a saída.

5- O dedo que nunca aponta.
Alguém que está mentindo ou escondendo algo raramente aponta seu dedo tanto pro ar quanto na cara da pessoa. Apontar o dedo indica convicção e autoridade. E também ênfase em um argumento. Alguém que está com medo de ser descoberto provavelmente não irá tomar esse tipo de atitude não verbal.

Esses são cinco maneiras de descobrir que existe alguma coisa faltando ou alguma enganação por parte da espertinha para quanto você. Existem diversas outras maneiras, e casos que essas técnicas não são aplicáveis (como no telefone por exemplo) e outras se aplicam melhor. Nos próximos textos irei descrever formas de arrancar uma mentira de alguém, através de sofisticados mecanismos psicológicos que irão acurralar o mentiroso.

É importante notar que mentir é uma atividade. Quanto mais uma pessoa mente e engana, melhor ela fica nisso. Mas assim como o mentiroso pode melhorar suas habilidades aqueles que querem se prevenir de mentirosos também podem, então se este é um assunto do seu interesse não deixe de pesquisar outras fontes a respeito do assunto, para que você nunca mais seja enganado novamente.

Via: Enigmatico e Realistico


Veja mais sobre o assunto aqui mesmo no blog:

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sir Arthur Conan Doyle e o Espiritismo

Algo pouco conhecido para a maioria dos leitores de Sherlock Holmes é que o autor da fantástica série foi um grande espírita e atuou bastante no início do movimento.

Conan Doyle, no ano de 1887, travou o seu primeiro contato com o Espiritismo, iniciando neste mesmo ano, junto ao seu amigo Ball, arquiteto de Portsmouth, sessões mediúnicas que o fizeram rever seus conceitos.

Após as mortes de sua esposa Louisa (1906), do seu filho Kingsley, do seu irmão Innes, de seus dois cunhados (um dos quais E. W. Hornung, criador do personagem literário Raffles), e de seus dois netos logo após a Primeira Guerra Mundial, Conan Doyle mergulhou em profundo estado de depressão. Kingsley Doyle faleceu a 28 de outubro de 1918 de uma pneumonia que contraiu durante a convalescença, após ter sido seriamente ferido durante a batalha do Somme em 1916. O General Brigadeiro Innes Doyle faleceu em fevereiro de 1919, também de pneumonia.

Encontrou consolação apoiando-se no espiritismo, e esse envolvimento levou-o a escrever sobre o assunto. No auge da fama, em 1918, enfrenta todos os céticos e publica "A Nova Revelação", obra em que manifesta a sua convicção na explicação espírita para as manifestações paranormais estudadas a esmo durante o século XIX, e inicia uma série de outras, em meio a palestras sobre o tema. Em "A Chegada das Fadas" (1921) reproduziu na obra teorias sobre a natureza e a existência de fadas e espíritos. Posteriormente, em "[[The History of Spiritualism" (1926) de natureza histórica, aborda a história dos movimentos espiritualista anglo-saxônico, francês, alemão e italiano, com destaque para os fenômenos físicos e as materializações espirituais produzidas por Eusápia Paladino e Mina "Margery" Crandon. O assunto foi retomado em "The Land of Mist" (1926), de natureza ficcional, com o personagem "Professor Challenger".

Os seus trabalhos sobre o tema foi um dos motivos pelos quais a sua compilação de pequenas histórias, As Aventuras de Sherlock Holmes, foi proibida na União Soviética em 1929 por suposto ocultismo. A proibição foi retirada mais tarde. O ator russo Vasily Livanov receberia uma Ordem do Império Britânico por sua interpretação de Sherlock Holmes.

Por algum tempo, Conan Doyle foi um amigo do mágico Harry Houdini, quem se tornaria um grande oponente do movimento espirita, ou espiritista, na década de 1920 após a morte de sua mãe. Embora Houdini insistisse que os médiuns espiritas faziam truques de ilusionismo (e tentava revelar as fraudes por trás desses truques), Conan Doyle já estava convencido de que o próprio Houdini possuía poderes sobrenaturais, um ponto de vista expresso em O Limite do Desconhecido. Aparentemente, Houdini não foi capaz de convencer Conan Doyle de que seus feitos eram simples ilusões, levando a uma amarga e pública quebra de relações entre os dois.

A sua convicção foi além: para receber o título de Par (Peer) do Reino Britânico, foi-lhe imposta a condição de renunciar às suas crenças. Confrontando a todos, e ao sectarismo vigente, permaneceu fiel à fé que abraçara, e que acompanhou até aos seus últimos dias. Foi Presidente Honorário da International Spiritualist Federation (1925-1930), Presidente da Aliança Espírita de Londres e Presidente do Colégio Britânico de Ciência Espírita.

Richard Milner, historiador americano de ciências, apresentou um caso no qual Conan Doyle pode ter sido o responsável pelo boato do homem de Piltdown de 1912, criando um fóssil hominídeo falso que enganou o mundo científico por mais de 40 anos. Milner disse que o motivo de Conan Doyle era de se vingar do estabelecimento científico por desbancar uma de suas físicas favoritas, dizendo ainda que O Mundo Perdido continha várias pistas criptografadas que se tratavam de seu envolvimento com o boato.
O livro de 1974 escrito por Samuel Rosenberg, Naked is the Best Disguise, se propõe a explicar como Conan Doyle deixou no meio de seus escritos pistas abertas que se relatam a aspectos ocultos de sua mentalidade.

Fonte: (http://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Conan_Doyle#Spiritualism)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Por Dr. Drauzio Varela
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Retirado de:  http://soufelizhoje.blogspot.com.br/2012/03/uma-relacao.html