Seguidores

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Onde está Kibentrup? (Parte 04 de 05)

O saguão do hotel já estava confuso, fica mais com o passar das horas. Pessoas acumulam-se tentando sair com rapidez. As aclamações chovem sobre o recepcionista e ele tenta resolver os casos, nem sempre conseguindo.
Lá em cima a busca prosseguia:
- Telefone para o gerente. – Fala o hóspede do 705 estendendo o telefone para Martinez.
- Obrigado.
Conversa alguns minutos e desliga.
- O que era? – Pergunta Gonçalo.
- Preciso descer.
- Porque?
- Acabaram de me informar que Silvino Alvarenga está lá embaixo, pronto para deixar o hotel e se queremos localizar o Barão, não devemos deixar que ele saia.
- Era o Álvaro?
- Não.
- Reconheceu a voz?
- Não. Mas sei do que o Silvino Alvarenga é capaz e vou descer para contornar o problema. O caso do Barão fica para depois. Vocês vem comigo?
- Que remédio? – Diz Gonçalo – Sem você não podemos procurar pelo barão mesmo...
- Então vamos!
- Álvaro se espanta com a chegada do gerente e dos seguranças.
- Como ficou sabendo do que estava acontecendo?
- Um passarinho me contou.
- Silvino Alvarenga encerrou sua conta e quer deixar o hotel.
- Eu já sei. Onde ele está?
- No saguão, com aquelas tralhas todas.
- Vamos até lá! – Diz o gerente para Gonçalo e Fred.
O homenzinho estava irado, mais vermelho e descontrolado do que nunca. Com o mesmo terno surrado, mais com sapatos novos e brilhantes. Esbravejava contra os homens de Gonçalo, contra os funcionários do hotel e contra quem passasse em seu caminho, atraindo todos para ver o seu escândalo. Dos Boys à Maria, a camareira.
- O que está acontecendo aqui? – Pergunta o gerente aproximando-se.
- Isso é um disparate! – Berra Silvino – Uma discriminação e uma indecência!
- O que é tudo isso? – Pergunta Martinez.
- Não me deixam ir embora daqui!
- Já encerramos sua conta. Não queremos clientes insatisfeito.
- Diga isso para esses gorilas!
- Sabe alguma coisa disso, Gonçalo? – Pergunta o gerente.
Antes que o Chefe da Segurança responda, o responsável pela revista se adianta.
- Nós apenas pedimos que ele abrisse o baú e...
- Não abri e não abro! é direito meu!
- Calma, senhor Alvarenga! – Pede Martinez.
- Essa vai ser a única maneira do senhor sair daqui, -- Diz Gonçalo – Infelizmente.
- Ou então, chamando a policia. –Diz Fred.
O homem tem um sobressalto e mesmo protestando, permite que vejam o conteúdo do baú.
Diante de todos, surge no interior da enorme mala, o que Silvino Alvarenga escondia:
Os quadros que comercializava.
- Tanta frescura por causa de uns quadros velhos.
- Manere o linguajar, Fred! -Repreende Gonçalo.
- Pode fechar a mala e ir embora se quiser, senhor Silvino, -- Diz o gerente.
-Bem. Vamos voltar a nossa busca? – Pergunta Gonçalo.
- Acho que sim, -- Diz Martinez – Resolvido esse problema resta agora descobrimos onde está o barão.

Onde está Kibentrup? (Parte 03 de 05)

Após deixar as instruções com Álvaro, a dupla de seguranças inicia com Martinez a visita aos apartamentos andar por andar.
O tempo vai passando e a confusão vai aumentando. Os clientes querem deixar o hotel, mas são barrados pelos homens de Gonçalo. Formam-se filas na entrada principal e na garagem, onde os carros são revistados antes de sair.
Enquanto isso o trio vai fazendo uma busca rápida e sem problemas, chegando ao quarto 509.
Martinez, bate na porta.
- Quem é?
- Argemiro Martinez. Gerente do hotel.
Um homem entre abre a porta. É magro e um pouco calvo, tem cabelos pretos e um fino bigode. Usa um terno preto e sapatos surrados e tem estatura abaixo da média.
- O que deseja de mim?
- Desejamos dar uma olhada em seu quarto. – Diz Gonçalo.
- Como assim, “olhar o meu quarto” ?
- Aconteceu um pequeno problema com um hóspede nosso e precisamos da cooperação de todos. – Fala o gerente.
- E o que eu tenho a ver com isso?
- Como foi dito: - Repete o gerente com paciência- Queremos olhar apenas olhar seu o quarto.
- E quem são esses homens?
- Perguntas! Perguntas! Vamos ficar nisto o dia todo?
- Tenha calma, Fred! - Diz Gonçalo - Pode nos deixar entrar?
- Pois fiquem sabendo que não tem esse direito! Sou um cidadão honesto e cumpridor das leis e não sou obrigado a deixar qualquer um vasculhar minha vida assim impunemente!
- Não é nada, disso meu senhor! – Tenta contemporizar Gonçalo.
- Olha, eu sinto muito tudo isso, mas...
- Eu também sinto – Diz Fred interrompendo o gerente – Mais não dá para ficar aqui papeando o dia todo!
Com um safanão, ele empurra a porta e entra no aposento.
- Você não pode fazer isso! Eu sou um cliente! É um desrespeito! Berra o homem visivelmente descontrolado.
Dentro do quarto não encontram nada de mais. Parece-se com todos os demais onde estiveram, a única diferença é um grande baú no centro da sala, além de uma maleta aberta contendo lupas e outros apetrechos óticos com algumas roupas dobradas sobre a cama. A única coisa pela qual o homenzinho poderia ser repreendido seria algumas toalhas e um uniforme do hotel entre as suas roupas. Mais isso passa despercebido pelo trio.
- O que é que tem ai dentro? – Pergunta Gonçalo apontando o baú.
- Quadros. – Fala o homem aborrecido – E antes que pergunte: tenho a nota fiscal de todos eles.
- Qual a sua profissão?
Sou Marchand. Escuta aqui. Vocês vieram ver o quarto ou me interrogar? Porque se for isso, vou chamar o meu advogado.
- Não é nada disso...  –  Diz Martinez.
- Sabe de uma coisa? – Resolve irritado -- Caiam fora daqui! – Grita -  Primeiro foi aquela faxineira que queria limpar não sei o quê aqui! Agora essa afronta a minha pessoa!
- Desculpe a camareira, Sr. Alvarenga, ele é nova no hotel.
- Não desculpo nada! Eu vou é embora desse pardieiro.
- Mas, senhor...
- Nem mais, nem meio mas! Silvino Alvarenga não ficará mais um minuto neste hotel! E tenho o dito!
- O trio sai quase enxotado pelo Marchand, que fecha a porta com um estrondo.
- Espero que o sumiço do Barão não me cause mais problema assim. Porque senão, quem vai ser mandado embora sou eu. – Diz o gerente apoiando-se numa das paredes do corredor e passando a outra na testa alta.
- Não se desespere, Martinez, nós vamos encontrá-lo. É só questão de tempo.
- Deus o ouça, Gonçalo!
- Vamos continuar a procurar. Ficar parado aqui não vai resolver nada. – Diz Fred. 

Onde está Kibentrup? (Parte 02 de 05)

- Não é possível, Gonçalo! Não saímos da porta um instante e ninguém passou por nós.
- É, mais não tem ninguém aqui.
- O que vamos fazer?
- Precisamos ter calma. - Chama a camareira que parecia distraída olhando para o chão – Ei você!
- Meu nome é Maria.
- Tá certo, Maria, Vá lá em baixo e chama o gerente.
A mulher sai e Gonçalo fala pelo rádio walkie talkie:
- Posto um, aqui é Cão de Guarda. Câmbio!
- Câmbio, Cão de Guarda!
- Alerta, posto um, nosso homem parece ter evaporado no ar.
- isso é inaceitável, Gonçalo! Dobre a atenção e execute a “Malha Fina” para encontrar o cliente. Nós NUNCA perdemos um cliente, entendeu?
- Ciente, Cão de Guarda! – Diz a voz no rádio encerrando a transmissão.
- Fred, quero vasculhe dada milímetro deste apartamento.
O agente obedece e afasta-se entrando no banheiro e deixando seu superior sozinho com seus pensamentos, logo interrompidos por um grito.
Gonçalo saca sua pistola do coldre sob a axila e prepara-se para entrar em ação.
- O que ouve, Fred, encontrou alguma coisa? Um cadáver?
- Não, chefe, essa porcaria de torneira estourou e me molhou todo. Me dá uma mão aqui!
Gonçalo guarda a arma com um meneio de cabeça e vai em auxílio do colega.
No saguão, Álvaro coloca as correspondências em dia por trás do balcão quando Maria chega:
- Onde está o senhor Martinez?
- O que houve Maria, algum problema?
- O senhor Gonçalo mandou chamá-lo ao 505.
- O quarto do Barão?
- Isso mesmo.
Álvaro pega o interfone, chama o superior, e minutos depois ele surge por uma porta lateral.
- O que está acontecendo?
- Problemas no quarto do Barão.
- Que tipo de problemas?
- O senhor Gonçalo disse que ele sumiu .--  Diz Maria.
- Sumiu?!
- Foi o que ele disse.
- Sabia que ainda ia ter problemas com aquele quarto. Quando as coisas começam a dar errado assim é mal sinal. Desse jeito nunca vamos ganhar mais uma estrela.
- Quer que eu faça alguma coisa?
- Pergunta o recepcionista.
- Por hora,  não, Fique de sobreaviso que vou subir com a Maria.
- Como quiser.
- Lembra-se do ano passado? – Pergunta o gerente – Quase na época do Barão chegar foi aquele vazamento do quarto preferido dele. Graças a Deus conseguimos concertar a tempo, agora isso...
- Sr. Martinez...?
- O que é Álvaro?
- É sobre o 606, tenho um cliente que precisa de um quarto, e como este está vazio...
- Está pago?
- Até o final do mês.
- Então não podemos fazer nada.
- Foi o que pensei. Mais como ele fez a reserva, ficou um dia e não voltou mais, seria lucro alugarmos para outro.
- Só que não podemos fazer isso enquanto não vencerem as diárias.
- Como quiser senhor.
- Muito bem. Agora vamos, Maria. Vamos ver o que aconteceu com o Barão Kibbentrup.
- Quando chegam ao quarto encontram os seguranças molhados.
- O que está havendo aqui?
- Foi a torneira do banheiro que estourou e o chefe me ajudou a diminuir o vazamento.
- Não foi isso que eu perguntei. O que aconteceu com o Barão?
- Sumiu! - Diz Gonçalo - Simplesmente sumiu!
- Isso não é possível!
- Pode procurar. – Diz ele abrindo os braços.
O gerente olha em volta resignado.
- Vamos chamar a polícia?
- Não, ao menos por enquanto. Ele estava sob nossa responsabilidade e é nosso dever encontra-lo.
- Na realidade chamar a polícia não traria uma boa propaganda para o hotel.
- Não se preocupe Sr. Martinez, tenho homens treinados por toda parte e não há como passar por eles sem que vejam.
- O que mais posso fazer? – Pergunta o gerente.
- Dar uma busca legal no hotel.
- Mais se ele não passou por vocês, e o hotel não tem escada de incêndio, como ele poderia ter saído? Esqueceram que estamos no quinto andar?
- Eu sei de tudo isso, mais precisamos nos certificar que o homem não está em nenhum quarto. – Diz Gonçalo.
- Compreendo, mas quero está presente para tranqüilizar os meus hóspedes.
- Sua presença será mais que bem vinda.
- E eu? O que eu faço? – Pergunta a camareira.
- Faça o seu serviço! Esse caso não lhe diz respeito!
- Posso começar por aqui?
- Nem pensar! – Fala Gonçalo – Esse quarto não pode ser mexido.
- Ouviu Maria?
- Sim, Senhor.
 Gonçalo, Fred e o gerente descem para o saguão, enquanto Maria continua seu serviço.

Onde está Kibentrup? (Parte 01 de 05)

Sou um entusiasta por Romance Policial. Já disse algumas vezes que o dia que enjoar de aparentar sanidade vou aposentar minha persona atual e assumir outra: vou virar Sherlock Holmes! Já fiz um trabalho acadêmico sobre o maior detetive-consultor de todos os tempos por ser fascinado pela forma como o mundo visto pelos olhos da criatura de Arthur Conan Doyle é completamente explicado e isento das idiosincrasias que o mundo real possui. A partir de hoje vou postar uma modesta tentativa de escrever uma história de detetives. Ela é curta e faz parte de um livro de contos que registrei à alguns anos.   

ONDE ESTÁ KIBBENTRUP?

Três carros param em frente a porta principal do hotel Embaixador no centro da cidade e homens de terno e óculos escuros saltam , olhando para os lados e checando a segurança do local. São 16:30h.
- Tudo limpo, chefe!
- O. K. – Diz o superior – Fiquem atentos.
Do veículo principal, desce um homem de cerca de quarenta anos, cabelos grisalhos e um pouco obeso, com o rosto vermelho e os olhos claros.
Com passos rápidos ele entra no hotel sempre seguido pelos seguranças. Passa pelo toldo na entrada e avança pelo tapete vermelho até o saguão, onde um homem bem vestido de cabelos pretos e óculos de aro de metal o aguardava.
- Pom dia, meu rapaz1 – Fala o recém-chegado com leve sotaque alemão.
- Bom dia. Barão Kibbentrup, seu quarto já está pronto. O de sempre, não?
- Isso mesmo beu rapaz, sape que non gosto de mutança de hábitos.
- Aqui está sua chave. -- Diz estendendo-lhe um chaveiro retirado de um quadro atrás de si.
O homem volta-se, sempre observado pelos seguranças e some no elevador. Dois homens sobem com ele e o restante espalha-se no saguão.
Assim que o barão desaparece, o gerente de trás do balcão chama o recepcionista:
- Álvaro! – Fala com um homem de terno marrom e cabelos castanhos e encaracolados - Venha até aqui!
- Sim, senhor!
- Já conseguiram preencher as vagas em aberto?
- Colocamos um anúncio no jornal.
- Ótimo, não quero que nada saia errado o Barão é um hóspede muito importante, e preciso do quadro de funcionários completo.
- Eu sei, senhor.
O gerente volta para sua sala, de onde apenas saíra para receber o cliente ilustre.
- É sempre assim? – Pergunta um dos boys do hotel, um jovem de cabelos vermelhos.
- Aqui está sua chave. – Diz sem responder ao rapaz e atendendo a um outro hóspede por trás do balcão estendendo-lhe um chaveiro retirado de um quadro atrás de si.
O cliente apanha a chave e se retira. O gerente emenda a resposta a pergunta do jovem recém contratado.
- Não, o movimento costuma ser calmo, mais todo ano nesta época, o barão hospeda-se aqui e então isso vira um Deus-nos-acuda: é corre pra lá, corre pra cá, só falta mesmo é limpar o chão onde ele pisa.
- De que país ele veio?
- Não sei ao certo, Creio que é de algum antigo principado germânico ou coisa assim.
- E sempre se hospeda aqui?
- Sempre, e sempre no mesmo quarto. Fica um dia ou dois e depois vai embora para só voltar no ano seguinte.
- Deve ser importante... Pela quantidade de seguranças...
- Isso não importa, e é melhor voltar para o seu serviço e deixar de conversa fiada que novos clientes estão chegando.
Lá em cima o barão já entra no quarto, deixando os dois seguranças de guarda na porta.
O tempo passa lentamente e os dois homens instalados em cadeiras de cada lado da porta cedidas pelo hotel. Já sentem o início daquela que será uma longa noite de vigília.
O tempo passa e a manhã os encontra na mesma posição.
- Gonçalo! Ei! Gonçalo!
- O que é Fred? Não tá vendo que eu estou aqui do teu lado?
- Pensei que estivesse dormindo.
- Mais respeito, Fred, eu nunca dormi em serviço, e além do mais sou seu superior nessa missão.
- O.K., chefe! Que horas são?
- São 7:30h da manhã, Fred, não tem relógio?
- O homem ai dentro não ia sair às sete horas?
Gonçalo fica de pé num salto
- Isso mesmo!
- Será que aconteceu alguma coisa? Ele nunca se atrasa um segundo.
- Não sei, Fred, mais por via das dúvidas vamos bater.
Batem repetidas vezes mais não obtém resposta.
- É acho que te algo de errado mesmo.
- Vamos arrombar?
- Acho que é melhor, Pode ser que o homem esteja passando mal.
Tomam distância juntos e preparam-se para arremeter contra a porta.
- No três, Gonçalo, É um... É dois...
- O que vocês estão fazendo? – Pergunta uma voz vinda do final do corredor.
A dupla relaxa e encara a camareira, uma mulher jovem, de cabelos pretos, olhos escuros, e estatura mediana.
- Queremos abrir a porta. Por acaso tem uma chave mestra?
- Tenho, mas não sei se posso abrir para vocês, sabe como é... tô começando nesse trabalho e não quero facilitar.
- Não há nada de mais em ajudar alguém. Pode ser que o homem esteja doente. Vamos, mulher, temos que fazer alguma coisa!
A camareira concorda e eles entram apressados.
- Sumiu! O homem sumiu!

sábado, 22 de maio de 2010

Fragmentos Filosóficos XI

Nossos sentidos nos ligam ao mundo
Mas podem ser distorcidos e embotados
A verdadeira percepção independe dos sentidos
Embora não pareça
Podemos perceber coisas que são meras hipóteses
Como padrões de realidades alternativas.
Vendo além da visão
Escutando além dos ouvidos
Sentindo, enfim, além dos sentidos
Sabendo sem saber.
Não é jogo de palavras
É a própria essência da Mente
São os olhos da Alma.

*          *          *

Uma vida sábia
Só possui os verdadeiros mistérios
Os construídos pelo homem não existem
É viver sem ter medo de você mesmo
É procurar acertar o máximo possível
Ser correto e fiel
Ao que deve ser feito
Ter consciência e bom senso.
Isso é uma Filosofia de Vida
Tirada dos caminhos e descaminhos
Do dia a dia.

*          *          *

Um calmo regato
Um fio d’água
A gorgorejar entre as pedras
Simplicidade
Felicidade em estar vivo
Tão pouco a explicar
Tanto a ver e sentir
Na Harmonia do Tao.

*          *          *



Triste por uma tristeza
Que não é minha
Talvez por não ter visto
Ainda que cego
Algumas verdades.

*          *          *

Os homens no poder
Devem por a mão na consciência
Não há rei para um povo morto
E não dura para sempre a inocência.

*          *          *

A chave de tudo
A explicação lógica
Além do Homem
Além de tudo
É aquilo que significa
Harmonia.

*          *          *

Nunca pule uma poça d’água
Sem saber se o solo é sólido do outro lado
Nunca faça nada por um lucro muito fácil
Pois geralmente é o prelúdio de uma cobrança.

*          *          *

Todos os problemas dos homens
Surgem do pré-suposto
De que cada um nasce com a verdade final
E as outras pessoas devem seguí-las.
É de se entender o motivo de tantos conflitos
Com tantas verdades juntas.

*          *          *

Sensibilidade é um dom
E usá-la Sabedoria
Em excesso fragiliza
Em falta endurece
Na medida certa
É uma lente para se captar o mundo.