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domingo, 10 de abril de 2022

Folhas do Jardim de Morya

 El Morya é um personagem misterioso que muitos escritores e adeptos de movimentos esotéricos consideram um mestre de sabedoria ou mahatma. Também é considerado o Chohan ou Líder do Primeiro Raio (O Raio Azul) e um membro da Grande Fraternidade Branca. Sua figura foi primeiro divulgada ao mundo através dos escritos de Helena Blavatsky, de quem ela se dizia discípula. Apesar de haver grande literatura sobre ele, sua existência ainda não foi comprovada. (Fonte: Wikipédia)


Livro 1 - 172 –

O CHAMADO

Há um significado profundo em todas as coisas.

Em sua missão, veja que nem os cuidados da casa, nem os desejos, o mantenham fora do caminho para nós (os Mestres Ascensos).

Eles vão dar desculpas a você; dizer que a pobreza e as crianças os impedem de seguir o caminho.

Mas as crianças são as flores da terra e a pobreza é o dom da purificação.

Eles vão dizer para você: "É fácil servir a Deus quando você é rico."

Mas você, também, conheceu a necessidade.

Eles vão dizer para você: "Você tem sorte de ter amigos e colaboradores".

Mas você também viveu entre os corações de pedra.

Inútil é o líder que não é sábio na batalha.

Dirigindo os seus passos em direção às alturas, eu estou armando vocês para as lutas da vida. Eu estou dando a vocês um ensinamento para o amanhã, preparando-os para uma nova vida.

Evitem os mortos em espírito – novos ajudantes chegam em número crescente.

Não um milagre, mas uma lâmina temperada é a tua vida. No caminho para o Templo vocês tem que agüentar muita poeira e sujeira pelo caminho.

Mesmo para um mendigo, é grande a alegria com a chegada do Sol.

Eu estou com vocês.

El Morya Khan.

 

Retirado de: http://arcanodezenove.blogspot.com/2011/02/as-folhas-do-jardim-de-el-morya_12.html

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O Mais Difícil

Por Hilário Silva

Diante das águas calmas, Jesus refletia.

Afastara-se da multidão, momentos antes. Ouvira remoques e sarcasmos. Vira chagas e aflições.

O Mestre pensava...

Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu aproximaram-se. Não era aquele um momento raro? E ensaiaram perguntas.

– Senhor – disse João –, qual é o mais importante aviso da Lei na vida dos homens?

E o Mestre passou a responder:

– Amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

– E qual a virtude mais preciosa? – indagou Tadeu.

– A humildade.

– Qual o talento mais nobre, Senhor? – falou Tiago.

– O trabalho.

– E a norma de triunfo mais elevada? – indagou Bartolomeu.

– A persistência no bem.

– Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever? – aventurou Tadeu novamente.

– Amar a todos, a todos servindo sem distinção.

– Oh! Isso é quase impossível – gemeu o aprendiz.

– A maldade é atributo de todos – clamou Tiago –; faço o bem quanto posso, mas apenas recolho simples espinhos de ingratidão.

– Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda parte – acentuou outro discípulo.

E as mágoas desfilaram diante do Mestre silencioso.

João, contudo, voltou a interrogá-lo:

– Senhor, que é mais difícil? Qual a aquisição mais difícil?

Jesus sorriu e declarou:

– A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar... A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência.

 

(Do cap. 10 da primeira parte do livro A Vida Escreve, de Hilário Silva, obra psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.)

 

Retirado de: http://www.oconsolador.com.br/ano6/279/correiomediunico.html 

quinta-feira, 5 de março de 2020

15 lições de Santo Agostinho


Principal filósofo do período da filosofia conhecido como Patrística, Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um filósofo da idade média cujo trabalho ajudou a fundar as bases da filosofia adotada pela Igreja Católica, bem como levantar questões que influenciaram a toda a história posterior da filosofia.

Até Agostinho os filósofos cristãos defendiam que o fundamento e a essência da vida deveriam ser a fé, particularmente, a fé cristã. A partir da fé os homens tomariam decisões importantes em suas vidas e realizariam os julgamentos morais, para a razão era legada a atuação na vida cotidiana, em decisões menores e rotineiras. Agostinho, por outro lado, conhecedor da filosofia por traz de diversas religiões e muito bem versado em filosofia geral, buscava na razão a justificativa para a fé.

Entre os muitos tópicos nos quais trabalhou, explorou a questão da liberdade humana, na forma do livre arbítrio, defendendo que a Graça Divina seria o elemento garantidor da liberdade. Formulou ainda a doutrina do pecado original e a teoria da guerra justa.

Segundo Agostinho, os cristãos deveriam ser filosoficamente e pessoalmente pacifistas. Isto significa dizer que os cristãos deveriam defender a paz, optando por ela por princípio, sempre que possível, mas permite que, quando não for possível estabelecer a paz, faça-se a guerra. Entendeu que uma postura pacifica perante um mal que apenas poderia ser parado pela violência é um pecado, uma vez que permite a perpetuação deste mal.

Agostinho deixou um legado gigantesco, com importantes frases que, independentemente da sua religião, te farão refletir sobre o modo como você encara a vida.

Selecionamos algumas mensagens de Santo Agostinho que são verdadeiros ensinamentos, seja você cristão ou pagão.

Qual o limite do amor?

“A medida do amor é amar sem medida” – Santo Agostinho

O amor é uma daquelas coisas que não conhece o excesso. Quando o sentimento é verdadeiro e sadio, não existem motivos para medi-lo ou limitá-lo. Ame sem limites!

Não faça por fazer…

“Não basta fazer as coisas boas, é preciso fazê-las bem.” – Santo Agostinho

Para que algo dê certo – seja uma tarefa, plano ou objetivo – precisamos de determinação e comprometimento com aquilo que desejamos cumprir. A vontade é importante, mas não vale de nada sem o esforço, o empenho e o compromisso.

Por isso, coloque o seu coração em tudo o que for fazer. Não se contente em finalizar metas, mas em aprender durante o percurso e dar o melhor de si em cada novo desafio!

Aprenda a esperar para aprender

“Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência” – Santo Agostinho

Ter paciência é uma das lições que mais custa aprender para a maioria das pessoas. Vivemos numa geração acostumada com o imediatismo das coisas. Mas, nem tudo na vida acontece no momento que você quer… Devemos aprender a esperar. Este é um dos passos mais importantes rumo à sabedoria.

Avance para as próximas páginas!

“O mundo é um livro e quem fica sentado em casa lê somente uma página.” – Santo Agostinho

O mundo é muito mais do que os seus olhos podem ver! Permita-se explorar e conhecer sentimentos, lugares e costumes que estão fora da sua “zona de conforto”.
Não viva preso no seu “cubo de vidro”, onde tudo é familiar e fácil. Vá, saia, experimente, caia e levante-se algumas vezes! Somente assim conseguirá conhecer o mundo e saber como é realmente viver nele…

A verdade (quase sempre) dói

“As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta.” – Santo Agostinho

A verdade nem sempre será aquilo que desejamos ouvir. Precisamos estar conscientes de que não somos perfeitos… Todos erram, mas é na tentativa de melhorar e mudar que crescemos e nos fortalecemos.

Em constante renovação

“Nada estará perdido enquanto estivermos em busca.” – Santo Agostinho

“Mesmo que já tenha feito uma longa caminhada, sempre haverá mais um caminho a percorrer.” – Santo Agostinho

Não dê nada como garantido. Por mais longa que tenha sido a busca ou a caminhada, nunca desista de continuar seguindo. Sempre há algo de novo espreitando nas esquinas da vida. Fique atento!

O que deve ser realmente importante para você

“Não andes averiguando quanto tens, mas o que tu és.
A verdadeira felicidade não consiste em ter muito, mas em contentar-se com pouco.” – Santo Agostinho

“Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.” – Santo Agostinho

As coisas nem sempre podem sair como planejamos, mas quando são feitas com os “ingredientes” certos, pode ter a certeza que tudo valerá a pena.

Três regras básicas

“Conhece-te, aceita-te, supera-te.” – Santo Agostinho

São três etapas muito importantes que constantemente precisamos ultrapassar.

Ligações que são essenciais

“necessitamos um do outro para sermos nós mesmos.” – Santo Agostinho

Fortalecendo o que realmente vale a pena

“Preocupas-te se a árvore de tua vida tem galhos apodrecidos? Não percas tempo; cuida bem da raiz e não terás de andar pelos galhos.” – Santo Agostinho

Agostinho se refere à importância de priorizarmos e valorizarmos a nossa essência, o nosso núcleo, a nossa base. Se você tiver bons princípios, por mais que alguns ramos da sua vida se quebrem, você nunca definhará. O fator principal para a reconstrução está na sua essência!

Eliminando o mal pela fonte…

“O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios”. – Santo Agostinho

As filhas da Esperança

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.” – Santo Agostinho

Uma é espelho da outra

“Onde não há caridade não pode haver justiça.” – Santo Agostinho

Compartilhe com o mundo aquilo que você gostaria que fosse partilhado contigo. Por mais “feia” e “grosseira” que a humanidade possa parecer, às vezes, tudo o que precisamos para mudar as energias ao nosso redor é encher o mundo com o máximo de coisas boas.


domingo, 22 de dezembro de 2019

Ser Feliz igual ao Buda


Por Igor Teo
Eu acho o budismo particularmente interessante por ser uma filosofia-religião que, desde o princípio, se dedicou a pensar sobre o problema da felicidade. Afinal, todos nós queremos ser felizes. O que é necessário para alcançá-la?

Antes de ser o Buda, Sidarta Gautama cresceu num palácio. Ele experimentou todo tipo de privilégios que um homem rico e bem-afortunado de sua época poderia obter. Já quando adulto, decidiu abandonar sua vida de luxo e viajar pelo mundo. Fora das muralhas de onde cresceu, encontrou a dor, a velhice e a morte.

Sidarta descobriu que, por conta disto, as pessoas estavam em constante sofrimento no mundo. E ele queria fazer algo para ajudá-las. Portanto, decidiu que iria estudar a felicidade, e quando a compreendesse, poderia finalmente curar o sofrimento do mundo.

Se um acadêmico de nosso tempo desejasse estudar a felicidade, provavelmente realizaria um estudo estatístico através de um questionário, ou talvez tentaria medir as reações fisiológicas de suas cobaias diante de diversos estímulos.

Nada disso existia na época de Buda. O método que ele desenvolveu era muito mais simples. Sidarta apenas começou a meditar. A escutar a si mesmo.

Ele prestava atenção a sua mente, a seus pensamentos, e até mesmo a sua respiração. Foi assim que ele começou a entender como seu organismo reagia às diferentes coisas que lhe aconteciam.

Sidarta descobriu deste modo que estamos muito enganados sobre como podemos encontrar a felicidade. Primeiro, porque pensamos que a felicidade é algo a “encontrar”, como se fosse algo a ganhar depois de ter um amor, uma casa nova, um trabalho ou uma realização.

É verdade que essas coisas podem nos trazer alegrias, mas o prazer delas não é permanente. E isto não era o suficiente para o jovem Sidarta. Como poderíamos nos contentar com a felicidade de uma conquista se, no dia seguinte a ela, nos acostumamos ao ocorrido e voltamos a nos sentir da mesma maneira que antes? Como nos contentar com algo se isso não pode ser absoluto?

Pois nada é permanente. Nem o mais rico palácio, nem o corpo mais belo. Muito menos a sensação de felicidade ao possuir estas coisas. Um dia tudo acaba ou se transforma, de modo que a alegria que você tem agora pode se tornar tristeza no momento seguinte.

É verdade que prazeres externos — como riqueza, beleza e honra — são ilusórios. Mas Sidarta foi mais além que todos os pensadores de sua época ao dizer que o modo como nos sentimos também é uma ilusão. Durante um dia mesmo experenciamos uma variedade de emoções. Nenhuma delas é permanente. Por que confiar então na sua felicidade?

Queremos a felicidade porque ela nos faz sentir bem, diferente da tristeza, da raiva ou do medo. Se algo nos deixa felizes, queremos manter esta sensação prazerosa. Como um beijo, um abraço ou a sensação de ganhar uma partida de futebol.

Deste modo, o ser humano sempre controlou o ambiente para atender aos seus desejos. Para que as coisas lhe fizessem bem, e não mal. Criou a fogueira para enfrentar o frio. Mais recentemente, criou o ar condicionado para enfrentar o calor.

Fazemos o que está ao nosso alcance para evitar o sofrimento. Porém, Sidarta percebeu que o ser humano frequentemente se excede nessa busca. Queremos controlar até o mesmo o incontrolável.
Neste momento surge o sofrimento. Quando fazemos de tudo para evitar a dor, a morte e a velhice, e mesmo assim estas coisas ainda acontecem. Paradoxalmente, sofremos justamente quando mais tentamos não sofrer.

Sidarta entendeu que estamos sempre buscando algo. Ele mesmo também estava buscando a felicidade. E viu que isto não estava lhe levando a lugar nenhum. Foi quando finalmente resolveu desistir da busca. Assim se tornou o Buda.

Vivemos uma espiral infinita de necessidades. Sentimos fome, sono, tesão, curiosidade, e por aí vai... Cada uma destas necessidades nos traz um desconforto que queremos solucionar. O nome do que acontece depois que solucionamos um desconforto, um sofrimento, é prazer.

Estamos sempre buscando o prazer. Queremos coisas que saciem nossa fome, que curem nosso cansaço, que satisfaçam o nosso tesão, que alimentem a nossa curiosidade. E por isto mesmo nunca podemos ser felizes. Porque sempre estamos em busca de algo mais, nunca contentes com aquilo que já temos.

Buda entendeu que precisava erradicar o problema pela raiz. Se ele interrompesse o ciclo infinito de necessidades, poderia se sentir mais satisfeito com as coisas que já tinha, por mais parciais, imperfeitas e transitórias que elas fossem. Ele começaria a amar o mundo mesmo com toda dor, velhice e morte.

Dito de outro modo: é claro que um carro novo pode ser muito mais bonito que o seu atual. Mas um carro velho funcionando já pode lhe ajudar a resolver os seus problemas. Será que você realmente precisa de algo mais?

A resposta mais humana a esta pergunta é sim. Nossa sociedade está orientada ao “progresso” constante e infinito. Sentimos que precisamos fazer as coisas de um modo mais rápido, potente e produtivo. Sempre falta algo que podia ser melhor. Precisamos sempre de algo mais.

Porém, o preço de estar sempre querendo mais é viver também sempre descontente. Ao compreender isto, Buda ensinou que se dermos menos atenção a essas variadas necessidades daquilo que pode nos faltar, perceberemos que já temos muitas coisas para sermos felizes agora.

Eu sei que parece muito estranho pensar que a solução para a infelicidade seja simplesmente “não querer mais o que falta e ser feliz assim”. Temos um corpo, um organismo que precisa se manter vivo. Sempre vamos precisar de algo: de comida, de proteção, de amor!

No entanto, essas coisas podem ser mais fáceis e simples do que pensamos. A insaciabilidade do nosso desejo nos faz querer sempre mais, como se tudo aquilo que temos nunca fosse o suficiente. É por isto que o ensinamento budista é tão importante: precisamos deixar de querer mais para perceber que já temos o suficiente.

Quando colocamos isso em prática, percebemos que a natureza ao nosso redor é bela e merece ser apreciada com atenção. Que nossos amigos são os companheiros que realmente precisamos. Que nossa comida é saborosa para o nosso paladar. Todos os dias podemos experimentar momentos de satisfação e gratidão, que normalmente desprezamos por estarmos sempre buscando por mais.

Numa postura de maior aceitação, Buda entendeu que podia curar o sofrimento das pessoas fazendo com que elas esperassem menos pelas coisas que não podiam obter, e aceitassem com apreço aquilo que já possuíam em suas vidas. Qualquer um poderia se tornar feliz seguindo os seus passos.



domingo, 13 de janeiro de 2019

O Teste dos Feijões


Diz a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia.
Para sanar as dúvidas sobre qual seria o escolhido, o mestre lançou um desafio, colocando a sabedoria deles à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão, que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos.
As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se do vencedor e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
– Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei!
Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Os problemas são inevitáveis, mas a intensidade e a duração do sofrimento é você quem determina.
(Autor desconhecido)




domingo, 2 de dezembro de 2018

Evoluir Dói!


Por Fernanda Figueiredo
"Trago verdades: evoluir dói!
Não pense que após o 'clik' do despertar você começará a ouvir vozes de anjos, passarinhos voarão a sua volta, você ganhará na mega sena... Não!
Você vai perder amigos, pois vai perceber que eles não estão na mesma 'vibe' que você, e a distância se tornará inevitável...
Vai ver que prefere estar sozinho ao se cercar de pessoas que não agregam em nada!
Ao começar a tomar consciência de sua vida, de seus atos, do momento presente, você vai perceber o quão humano e falho você é!
E ao investigar o seu íntimo, vai ver que sente inveja de coisas que não imaginava, que tem pensamentos negativos, que sente ciúmes, mas reprime tudo isso e tenta jogar para debaixo do tapete...
É nessa hora que você começa a curar as suas sombras!
Identificando-as!
É o processo mais doloroso, e o motivo pelo qual reencarnamos nessa dimensão, neste planeta!
É normal sentir-se triste, deprimido, sozinho...
Geralmente, buscamos livros / vídeos/ informações para poder superar essa fase e nos fortalecermos...
E então você começa a ser atraído para atividades e lugares que jamais teria imaginado ir...
E conhecer pessoas que jamais tinha se identificado antes...
E isso tudo te faz verdadeiramente FELIZ!
Você percebe que começou a se encaixar...
E todos os dias tenta ser uma pessoa melhor, tanto para você quanto para os outros!
E o Universo responde às suas atitudes, e você começa a viver a vida que sempre sonhou...
Então uma hora você para de pedir, e só agradece, por tudo!
E finalmente transcende."

sábado, 24 de novembro de 2018

O Caminho da Solidão de Myiamoto Musashi


“O Caminho da Solidão” ou “O Caminho a ser Seguido Sozinho”) foi um livro escrito por Miyamoto Musashi uma semana antes de morrer em 1645. 
É um trabalho curto, consistindo de vinte e um preceitos; os preceitos 4 e 20 são omitidos na primeira versão. 
Foi composto quando Musashi entregou suas posses em preparação para a morte, e foi dedicado ao seu discípulo favorito, Terao Magonojo (a quem o Go rin no sho [O Livro dos Cinco Anéis] também fora dedicado). 
Expressa um estilo de vida honesto e ascético.

1 Aceite tudo como é.
2 Não procure o prazer físico para seu próprio partido.
3 Em nenhuma circunstância, dependa de um sentimento parcial.
4 Considere a si mesmo com leveza; considere o mundo com profundidade.
5 Durante a sua vida, evita o desejo, até o próprio desejo de nada desejar.
6 Não lamente o que fez.
7 Não possua inveja.
8 Não se deixe entristecer por uma separação.
9 Ressentimento e reclamação são inadequadas tanto para si como para os outros.
10 Não deixe se guiar pelos sentimentos de luxuria ou amor.
11 Em todas as coisas, não tenha preferencias.
12 Seja indiferente ao local onde reside.
13 Não persiga o gosto da boa comida.
14 Não carregue bens que já não necessita.
15 Não aja de acordo com as crenças habituais.
16 Não colecione ou pratique com armas para além do necessário.
17 Não tenha receio da morte.
18 Não tenha a intenção de possuir objetos ou um feudo na velhice.
19 Respeite deuses e Buda sem contar com o seu auxilio.
20 Ainda que abandone sua vida, preserve a sua honra.
21 Nunca se afaste do Caminho.


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Pudim de Leite e Arroz Como Um Ato de Compaixão: Aforismos Budistas


Entre o sexto e o quarto século AC, um homem chamado Sidarta Gautama começou a virar a cabeça da população no leste da Índia, com sua profunda sabedoria espiritual. 

Ele recebeu o nome de “Buda”, que significa literalmente “o iluminado”, e até os dias de hoje, nos chegam muitos insights de seus ensinamentos.

Curiosamente, Buda nunca escreveu qualquer um dos seus ensinamentos citados a baixo. Semelhante a Jesus e Sócrates, o seu método de ensino era verbal e comunicativo. 

As tradições orais mantiveram a sabedoria de Buda viva até 400 anos após sua morte, quando então a primeira transcrição de seus ensinamentos surgiu.

Seu despertar ocorreu quando percebeu que não precisamos passar fome e sacrificar nosso corpo, como era comumente praticado na Índia na época para aumentar a clareza e sabedoria espiritual. 

Quando uma jovem ofereceu-lhe um pudim de leite e arroz como um ato de compaixão, ele percebeu que haviam mais lições No Caminho do que ele vinha ensinando.

1) "Apresse-se para fazer o bem. Se você for vagaroso, a mente, deliciando-se com a travessura, pegará você."

2) “O Caminho Não Está No Céu. O Caminho Está No Coração “.

3) “Um Jarro Enche Gota A Gota.”

4) “Todo Ser Humano É O Autor Da Sua Própria Saúde Ou Da Doença.”

5) “Para Compreender Tudo É Preciso Perdoar Tudo”

6) “Melhor Do Que Mil Palavras Ocas, É Uma Palavra Que Traga A Paz.”

7) “Quaisquer Palavras Que Pronunciamos, Devem Ser Escolhidas Com Cuidado Porque As Pessoas Ouvem E São Influenciadas Por Elas, Para O Bem Ou Para O Mal.”

8) “Ninguém Nos Salva A Não Ser Nós Mesmos. Ninguém Pode E Ninguém Consegue. Nós Mesmos Devemos Percorrer O Caminho. “

9) “E No Momento De Uma Polêmica Em Que Sentimos Raiva, Já Deixamos De Lutar Pela Verdade E Começamos A Brigar Com Nós Mesmos.”

10) “No Céu, Não Há Distinção Entre Oriente E Ocidente; As Pessoas Criam Distinções Dentro De Suas Próprias Mentes E Depois Acreditam Nelas Como Verdade “.

11) “Aqueles Que Estão Livres De Pensamentos Rancorosos Certamente Encontram A Paz.”

12) “O Ódio Não Cessa Pelo Ódio Em Nenhum Momento. O Ódio Cessa Com O Amor. Esta É Uma Lei Inalterável. “

13) “Tem Que Haver O Mal Para Que Então O Bem Possa Provar Sua Pureza Acima Dele.”

14) “É Fácil Ver Os Defeitos Dos Outros, Mas É Difícil Ver Nossas Própria Falhas. Aquele Que Mostra Os Defeitos Dos Outros É Como Alguém Que Joga Palha Ao Vento, Mas Encobre As Próprias Falhas Como Um Jogador Astuto Quando Esconde Seus Dados “.

15) “Eu Nunca Vejo O Que Tem Sido Feito; Eu Só Vejo O Que Resta A Ser Feito “.

16) “A Mente É Tudo. O Que Você Pensa, Você Se Torna. “

17) “Assim Como Tesouros São Descobertos A Partir Da Terra, A Virtude Aparece Nas Boas Ações, E A Sabedoria Aparece A Partir De Uma Mente Pura E Pacífica. Para Caminhar Com Segurança Através Do Labirinto Da Vida Humana, É Preciso A Luz Da Sabedoria E A Orientação Da Virtude.“

18) “Somos Moldados Por Nossos Pensamentos; Nós Nos Tornamos Aquilo Que Pensamos. Quando A Mente É Pura, A Alegria Segue Como Uma Sombra Que Nunca Vai Embora. “

19) “Trabalhe Por Sua Própria Salvação. Não Dependa De Outros. “

20) “Vamos Nos Levantar E Ser Gratos, Porque Se Nós Não Aprendemos Muito Hoje, Pelo Menos Aprendemos Um Pouco, E Se Nós Não Aprendemos Um Pouco, Pelo Menos Não Ficamos Doentes, E Se Ficamos Doentes, Pelo Menos Nós Não Morremos; Assim, Vamos Todos Ser Gratos. “

21) “Não Se Pode Percorrer O Caminho Até Que Você Se Torne O Próprio Caminho”

22) “Você Não Vai Ser Punido Por Sua Raiva, Você Será Punido Pela Sua Raiva.”

23) “Conquistar A Si Mesmo É Uma Tarefa Maior Do Que Conquistar Outros”

24) “Três Coisas Não Podem Ser Escondidas Por Muito Tempo: O Sol, A Lua, E A Verdade.”

25) “Tenha Compaixão Por Todos Os Seres, Ricos E Pobres; Cada Um Tem O Seu Sofrimento. Alguns Sofrem Demais, Outros Muito Pouco. “

Fonte: Steven Bancarz Spirit Science


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Frases Budistas


O budismo é uma das religiões mais antigas ainda praticadas no mundo e uma das que tem mais seguidores, cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo.
Enquanto alguns preferem se referir ao budismo mais como uma filosofia de vida do que uma religião.
De uma forma ou de outra, o que tem permitido esta filosofia/religião sobreviver ao longo do tempo e continuar ganhando popularidade são suas mensagens simples e cheias de sabedoria.
Essas mensagens podem realmente melhorar nossas vidas diárias, abrindo um canal de lucidez em nossa percepção da realidade última.
Na verdade, não é necessário abraçar o budismo para colher os benefícios que ele pode nos oferecer.
Basta manter uma mente aberta e o coração disposto.

1. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.
Nós tendemos a pensar que reagimos aos eventos que trazem consigo a semente de tristeza ou da alegria, mas, na verdade, reagimos ao que os fatos significam para nós.
Nós só podemos sofrer por aquilo que damos importância.
Portanto, para evitar sofrimento desnecessário, por vezes, apenas um passo atrás, desanexar emocionalmente e ver as coisas de outra perspectiva.
É difícil, mas com a prática você aprende. Na verdade, uma outra frase budista nos mostra o caminho:

“tudo o que somos é o resultado do que pensamos; é fundada em nossos pensamentos e é feito de nossos pensamentos.

2. Alegrai-vos porque em toda parte é aqui e tudo é agora.
Muitas vezes perdemos a vida enquanto estamos amarrados ao passado ou preocupados com o futuro.
No entanto, o budismo nos ensina que temos apenas o aqui e agora.
Portanto, devemos aprender a estar totalmente presentes, para desfrutar de cada momento como se fosse o primeiro e o último.
Não mergulhar no passado ou sonhar com o futuro, se concentrar no momento presente, porque é onde você vai encontrar as chaves para a felicidade.

3. Tenha cuidado com o exterior, bem como seu interior, porque tudo é um.
Somos uma unidade física e espiritual, mas muitas vezes nos esquecemos.
Às vezes nos preocupamos muito sobre como cuidar do corpo e esquecemos a alma, enquanto em outras vezes nos preocupamos muito com  nosso equilíbrio psicológico e negligenciamos aspectos importantes, tais como dieta e exercícios.
No entanto, para encontrar um estado de bem-estar verdadeiro é imperativo que a mente, corpo e espírito estejam equilibrados.

4. Melhor usar pantufas do que tentar colocar  tapete no mundo.
Às vezes, ou porque superestimamos nossas forças ou porque não estamos cientes da magnitude da situação, estabelecemos metas que vão além de nossas capacidades.
Em seguida, geramos um estresse desnecessário.
No entanto, para encontrar a paz interior, é importante estar ciente de nossas forças e nossa dose de recursos, e qualquer caminho tem que começar de nós mesmos, antes de mudarmos o que não gostamos no mundo, mudemos o que não gostamos em nós mesmos.

5. Não ferir os outros com o que causa dor a si mesmo.
Esta é uma das máximas do budismo que, se aplicada ao pé da letra, poderíamos praticamente eliminar todas as leis e preceitos morais do mundo.
No entanto, esta frase budista vai além do clássico “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem para você“, pois envolve, acima de tudo, uma profunda compreensão de nós mesmos e, uma grande empatia para outros.

6. Não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa menos.
Apesar de não estarmos conscientes disso, o nosso desejo de mais, seja no material ou emocional, é a principal fonte de nossas preocupações e desapontamentos.
Quando aprendemos a viver com pouco e aceitando tudo que a vida nos oferece no momento, podemos alcançar uma vida mais equilibrada e reduzir a tensão e stress.
Entender que já temos todo necessário para atingir a paz interna e felicidade é um ensinamento que traz tranquilidade na caminhada e evita a ansiedade e desgaste incessante de sempre achar que a felicidade está logo ali na frente, mas nunca aqui.

7. Para entender tudo, é preciso esquecer tudo.
Quando somos crianças, estamos abertos à aprendizagem, não temos idéias preconcebidas.
No entanto, à medida que crescemos nossa mente está cheia de condicionamentos sociais que nos diz como as coisas devem ser, como devemos nos comportar e até mesmo o que pensar.
Estamos tão imbuídos nesse contexto que não percebemos que nossa mente se tornou uma caixa muito estreita que nos aprisiona.
Afinal, se você quer mudar e ver as coisas de outra perspectiva, o primeiro passo é se separar das crenças e estereótipos que o mantém amarrado.
Neste sentido, uma outra frase budista nos ilumina:

“no céu, não há distinção entre o leste e o oeste, são as pessoas que criam essas distinções em sua mente e depois pensam que são verdadeiras“.

8. O ódio não diminui o ódio. O ódio diminui com o amor
Gerar violência e raiva produz ressentimento.
É algo que quase nunca aplicamos quando nos envolvemos em discussões nas quais somos guiados por nossas emoções mais negativas, respondemos às críticas com outro comentário e um ataque ainda mais forte.
No entanto, o ódio só gera ódio, a única maneira de contrariar o seu efeito é o de proporcionar amor, respondendo com emoções positivas.
Não se apaga fogo com mais fogo.

9. Dê, mesmo se você tiver muito pouco para dar
Esta é uma das mais antigas frases budistas, e algumas pesquisas na área da psicologia positiva mostraram que a gratidão e a entrega é um dos caminhos que conduzem à felicidade.
Não é sobre dar com intuito de receber algo, mas dar motivado pelo prazer que sente ao ajudar alguém.

10. Se você pode apreciar o milagre que mantém uma única flor, toda sua vida vai mudar.
Nesta frase budista o segredo da mudança está fechado: aprender a valorizar cada coisa e cada pessoa por aquilo que ele é: um milagre único e irrepetível.
Quando aprendemos a não criticar, mas aceitar e se maravilhar com as menores coisas que nos rodeiam, nossa vida vai mudar porque estamos deixando aberta a gratidão, a curiosidade e a alegria.
Pelo contrário, se pensarmos não há nada de especial sobre as pequenas coisas e estamos no topo do mundo, não apenas estamos fechando a beleza, mas também ao aprendizado e crescimento.
Se você não pode apreciar o milagre que envolve uma flor, é que você está morrendo por dentro.
O que resume bem esse ensinamento é um post que já fizemos aqui sobre a visão da abelha e da mosca.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Provérbios Chineses


De Rincón de la Psicología
A cultura oriental nos deixa com grandes pérolas de sabedoria que foram transmitidas de uma geração para outra, atingindo nossos dias. Muitos desses provérbios chineses podem se tornar autênticos mantras para os momentos mais difíceis ou nos iluminar quando temos que tomar uma decisão importante em nossa vida. Eles também podem ser um lembrete de que, de tempos em tempos, precisamos manter a calma e manter o equilíbrio mental .
Provérbios chineses para enfrentar a vida de uma forma mais equilibrada

1. Diferentes fechaduras devem ser abertas com chaves diferentes.
Não há soluções mágicas, o que funcionou em certas circunstâncias pode não funcionar em outras situações. A vida muda continuamente, então não faz sentido se apegar ao passado. Todo problema que enfrentamos é diferente, mesmo nós mesmos não somos a mesma pessoa, então devemos analisar todas as opções possíveis, com uma mente aberta, para encontrar a melhor solução.

2. Você não pode impedir que as aves da preocupação voem sobre sua cabeça, mas você pode impedi-las de construir um ninho.
A vida continuamente coloca novos desafios para nós. Mais cedo ou mais tarde, a adversidade vai bater à nossa porta. não podemos evitá-la, mas podemos decidir como reagir ao que acontece conosco. Podemos supor que os problemas são pedras na estrada e ficar presos nesse mal-estar e sofrimento ou, ao contrário, podemos assumi-los como desafios que nos ajudam a crescer.

3. O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos. O segundo melhor momento é agora.
Se queremos alcançar uma mudança ou empreender um novo projeto, o melhor momento é agora. Pensar que é tarde demais é uma desculpa para ficar na nossa zona de conforto. Este provérbio chinês nos lembra que só temos o presente, reclamando do que não fazíamos sentido. Em vez disso, devemos pensar sobre o que podemos fazer e começar a trabalhar.

6. Quem busca vingança deve cavar duas sepulturas.
A vingança é um daqueles sentimentos nutridos com a esperança de fazer com que a pessoa que nos magoa sofra, mas na realidade apenas nos prejudica. Alimentar vingança implica ser prisioneiro do passado, regozijar-se com o sofrimento, sem poder avançar porque somos recomendados pelo rancor.

7. Aquele que teme sofrer já sofre o temor.
Algumas coisas na vida são inevitáveis, mas se pensarmos muito sobre elas, estaremos antecipando-as, para experimentá-las em nossa mente, estaremos sofrendo de antemão. O medo de sofrer em si implica sofrimento, por isso é melhor aprender a fluir e não antecipar infortúnios, que muitas vezes nem chegam. Este provérbio chinês nos alerta que a preocupação é muitas vezes pior do que o próprio fato.

8. É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.
Às vezes, quando a adversidade bate à nossa porta, seu golpe é tão grande que nos confunde. As expectativas, a dor e a frustração podem ser tão grandes que nos bloqueiam e nos fazem ficar presos em uma espiral de queixas sem sentido. No entanto, chorar sobre o leite derramado é inútil, não só não resolve o problema, mas nos leva a um estado de espírito ainda mais negativo. Portanto, devemos nos certificar de que procuramos soluções, em vez de apenas reclamar de nossos braços cruzados por nossa má sorte ou pelos golpes do destino.

9. Quando o sábio aponta para a lua, o tolo vê apenas o dedo.
Este provérbio chinês refere-se à incapacidade de ver além dos pequenos detalhes e desenvolver uma visão global. Muitas vezes, seja devido à frustração, falta de perspectiva ou nossas crenças limitantes, paramos em detalhes sem importância e os transformamos em obstáculos. Quando nos apegamos a esses pequenos detalhes, estamos fechando o caminho, sem perceber que o mais importante é o objetivo final e que, para alcançá-lo, pode haver múltiplos caminhos.

10. Uma jornada de dez mil quilômetros começa com um único passo.
Um passo não vai te levar muito longe, mas pelo menos ele vai te tirar de onde você está. Toda aventura, não importa quão grande seja, sempre começa com o primeiro passo, que muitas vezes é o mais difícil, pois envolve tomar a decisão de sair da zona de conforto e ousar explorar territórios desconhecidos.

11. Cave o poço antes de estar com sede.
Não é necessário esperar a adversidade nos atingir para desenvolver a resiliência, podemos preparar nossa mochila de ferramentas psicológicas para a vida muito antes. Esse ditado chinês nos incentiva a sermos cautelosos e desenvolver uma atitude proativa, em vez de apenas reagir ao que acontece conosco. Se cavarmos o poço antes de termos sede, poderemos planejar melhor todo o processo, se o fizermos por causa de uma necessidade, as chances de cometermos erros ou mesmo de não conseguirmos terminar a escavação aumentará.

12. A água faz o barco flutuar, mas também pode afundá-lo.
Esse provérbio chinês nos lembra a filosofia do yin e do yang: tudo contém o “negativo” e o “positivo”, e em muitos casos tudo depende de como o encaramos. Nada é intrinsecamente ruim ou bom, depende de como o usamos e do significado que confiamos a ele.

13. As grandes almas têm vontades, as fracas apenas desejam.
Muitas pessoas passam boa parte de suas vidas ansiando por algo, nunca decidindo alcançá-lo. Em muitos casos, a diferença entre aqueles que realizam seus sonhos e aqueles que anseiam por eles consiste precisamente na força de vontade e na decisão de ir em busca desse desejo. Todo desejo permanece no sono se não se traduz em objetivos e etapas concretas.

14. Aquele que desalojou a montanha é porque ele começou removendo as pequenas pedras.
O esforço constante tem seus frutos, embora demorem a chegar. Muitas vezes nos concentramos apenas nas grandes tarefas, sem perceber que por trás das metas mais ambiciosas há muito trabalho duro e sistemático. Estar ciente de que pouco a pouco você pode ir longe nos encorajará ao longo do caminho e nos permitirá alcançar grandes objetivos na vida.

15. Das nuvens mais escuras cai a água mais limpa.
Até os momentos mais sombrios encerram uma oportunidade. Quando estamos passando por um mau momento e desconforto, isso nos impede de apreciar a parte positiva, precisamos parar na estrada e pensar sobre este provérbio chinês. Às vezes tudo muda quando mudamos de perspectiva, e a adversidade pode se tornar uma excelente oportunidade para crescer, mudar de rumo e ousar fazer coisas que, em outras circunstâncias, nem teríamos considerado.



domingo, 4 de novembro de 2018

Tudo É Amor


Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.
Vida – é o Amor existencial.
Razão – é o Amor que pondera.
Estudo – é o Amor que analisa.
Ciência – é o Amor que investiga.
Filosofia – é o Amor que pensa.
Religião – é o Amor que busca Deus.
Verdade – é o Amor que se eterniza.
Ideal – é o Amor que se eleva.
Fé – é o Amor que se transcende.
Esperança – é o Amor que sonha.
Caridade – é o Amor que auxilia.
Fraternidade – é o Amor que se expande.
Sacrifício – é o Amor que se esforça.
Renúncia – é o Amor que se depura.
Simpatia – é o Amor que sorri.
Altruísmo – é o Amor que se engrandece.
Trabalho – é o Amor que constrói.
Indiferença – é o Amor que se esconde.
Desespero – é o Amor que se desgoverna.
Paixão – é o Amor que se desequilibra.
Ciúme – é o Amor que se desvaira.
Egoísmo – é o Amor que se animaliza.
Orgulho – é o Amor que se enlouquece.
Sensualismo – é o Amor que se envenena.
Vaidade – é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
Tudo é Amor.
Não deixes de amar nobremente.
Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “COMO?”.
(André Luiz)

Retirado de: https://p4zeequilibrio.tumblr.com/post/162861849084/observa-amigo-em-como-do-amor-tudo-prov%C3%A9m-e-no


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Uma Parábola Taoísta


Por Alan Briskin

Durante um período de grande seca, um mestre taoísta foi questionado por membros de uma aldeia se ele poderia ajudar a trazer chuva para os seus campos secos. Eles confessaram que já haviam tentando muitas outras abordagens antes de chegar até ele, mas sem sucesso.

O mestre concordou em vir e pediu uma pequena cabana com um jardim que ele pudesse cuidar. Durante três dias, ele cuidou do jardim, não fazendo rituais especiais ou pedindo mais alguma coisa aos aldeões. No quarto dia, a chuva começou a cair na terra árida. Quando perguntado como ele tinha alcançado tal milagre, o mestre respondeu que ele não era responsável pela chuva. No entanto, ele explicou, quando ele veio para a aldeia, ele sentiu a desarmonia dentro de si mesmo. Todos os dias, enquanto cuidava do jardim, ele voltava um pouco mais para si. Quando ele voltou a se equilibrar, a chuva veio naturalmente.

Ouvi dizer que essa era uma das histórias favoritas do psicólogo Carl Jung, contada por Richard Wilhelm, tradutor do texto de adivinhação chinês, I Ching: Book of Changes. Jung acreditava que as crenças taoistas espelhavam sua própria compreensão de que o que chamamos de consciência pessoal é apenas uma percepção parcial de um todo maior. Há maneiras de abrir a mente, conectando-nos com um inconsciente coletivo, permitindo-nos acesso a ritmos universais mais amplos. E a partir desse emaranhado frutífero, podem surgir eventos paralelos, como o que aconteceu entre o mestre taoista e a chuva caindo.

Mais tarde, Jung chamaria essas aparentes coincidências de sincronicidade, um princípio psicológico que trata a atitude interior da pessoa como inseparável dos eventos que ocorrem no mundo. Jung, no entanto, não estava sugerindo ou igualando a sincronicidade com a causalidade. O mestre taoísta não fez a chuva cair. Em vez disso, Jung acreditava que havia processos paralelos nos quais os eventos externos espelhavam a atividade psíquica. Ele ficou impressionado com a visão de Wilhelm de que tao, normalmente traduzido como meio ou atalho, poderia ser melhor entendido como significado. A sincronicidade poderia ser entendida como coincidências encadeadas por significado, uma maneira de saber que era potencialmente tão impactante quanto os conceitos ocidentais de causalidade.

Todos nós temos alguma intuição de um fino véu que nos separa de uma consciência universal mais ampla. Jung não estava sozinho em acreditar que esse véu poderia ser levantado. O filósofo e romancista Colin Wilson escreveu sobre uma “mente subconsciente” que entorpece, “como um braço sobre o qual eu tenho sido deitado em seu sono, e tornou-se completamente morto e insensível.” A tarefa é restaurar a circulação entre a mente subconsciente e o fluxo da vida. Ao fazer isso, despertamos um sentimento de conexão com o medo e o mistério. E ao despertar para essa possibilidade, ocorre uma transformação fundamental. Eles não são mais sujeitos passivos à mercê dos eventos, mas nos tornamos participantes ativos que traduzem significado para a vida.

A parábola do mestre taoista representa um símbolo da mente desperta, uma pessoa que restaurou a circulação entre ele e o Universo? E se este é o caso, então devemos novamente considerar a atitude sincrônica em relação à vida. Quando restauramos o equilíbrio e o significado em nós mesmos, semeamos o mundo ao nosso redor com esperança e propósito.

Fonte: Daily Good


A Flecha Envenenada: Um Parábola Budista


Buda, na busca pela iluminação, também tentou descobrir como nos libertar da ignorância e do sofrimento. Como outros grandes sábios do passado, ele propôs uma filosofia prática que nos encoraja a focar nas coisas mais simples como uma maneira de alcançar objetivos maiores. O taoismo resumiu perfeitamente em uma frase: uma estrada de mil quilômetros começa com um único passo. No entanto, na vida cotidiana, é difícil aplicar esses ensinamentos.

A parábola da flecha envenenada
No Majjhima Nikaya, uma coleção de textos atribuídos ao Buda que fazem parte do Cânone Pali, podemos encontrar a “parábola da flecha envenenada”. Gautama Buda contou esta história a um discípulo que estava impaciente por ouvir do mestre as respostas às “14 perguntas não respondidas” relacionadas a questões metafísicas como a vida após a morte.

“Houve uma vez um homem que foi ferido por uma flecha envenenada.

Sua família e amigos queriam lhe dar um médico, mas o paciente recusou, dizendo que antes ele queria saber o nome do homem que o feriu, a casta a qual ele pertencia e seu lugar de origem.

Eu também queria saber se aquele homem era alto, forte, tinha uma pele clara ou escura e também queria saber que tipo de arco ele havia atirado, e se o arco era feito de bambu, cânhamo ou seda.

Ele disse que queria saber se a pluma da flecha veio de um falcão, um abutre ou um pavão…

E imaginando se o arco que havia sido usado para atirar nele era um arco comum, um arco curvo ou um oleandro e todo tipo de informação semelhante, o homem morreu sem saber as respostas.

Ao ler a parábola, a primeira ideia que vem à mente é que a atitude do homem ferido é absurda e tola. No entanto, o Buda está nos dizendo que todos nós nos comportamos da mesma maneira sem perceber.

De certa forma, estamos todos feridos com aquela flecha envenenada porque, mais cedo ou mais tarde, vamos morrer. No entanto, vivemos sem estar plenamente conscientes da nossa mortalidade, por isso muitas vezes atribuímos excessiva importância a coisas inconsequentes que nos impedem de aproveitar o presente, mergulhando-nos num estado de preocupação desnecessária.

Grandes ensinamentos para a vida
– Concentre-se no que realmente acontece com você

Em muitas ocasiões, para resolver um problema, é importante não se perder nas divagações, precisamos agir. A coisa mais comum é que por trás dessas cavidades estão escondidos o medo e a incerteza. Quando nos deparamos com um problema e vamos pelo caminho, embora saibamos qual é a solução definitiva, é porque tememos algo. No entanto, ele acredita que, no longo prazo, soluções afobadas só servem para gerar mais problemas, além de criar um estado de insatisfação interna.

Em outros casos, ativamos mecanismos de defesa, como projeção ou deslocamento, através dos quais removemos o problema de nós mesmos, ou tentamos escondê-lo. Geralmente, isso acontece porque não queremos aceitar que somos parte do problema, portanto, para resolvê-lo, precisamos primeiro trabalhar em nós mesmos. Em qualquer caso, a estratégia é nunca olhar para o outro lado, é importante entender o que realmente nos acontece e aprender a priorizar aqui e agora.

– Dê um passo de cada vez

A mente pode se tornar nossa melhor aliada ou nossa pior inimiga. Podemos usá-la em positivo para resolver problemas ou podemos usá-la em negativo encontrando um problema para cada solução. Para viver com menos estresse, a chave é ir passo a passo. Isso não significa que não podemos antecipar os problemas, mas devemos nos certificar de que não estamos alimentando um pensamento catastrófico.

Concentre-se no presente, avalie cuidadosamente a situação em que está e dê um passo de cada vez, esse passo não o levará diretamente ao seu destino, mas pelo menos ele o tirará de onde você está. Viva dia a dia, como se cada dia fosse o primeiro e o último da sua vida.

– Deixe tudo fluir e não deixe nada influenciar

Às vezes, ficamos cativos dos problemas, embora estes já tenham sido resolvidos ou façam parte do passado, pois continuam a assombrar nossa mente, causando angústia, raiva, frustração e ressentimento. Quando nos apegamos ao que aconteceu, quando não deixamos de lado essas emoções e sentimentos, nos tornamos escravos deles.

Nesse sentido, um estudo realizado na Universidade de Harvard revelou que gastamos 47% das horas que ficamos acordados pensando sobre o que nos aconteceu ou o que poderia acontecer conosco. Essa “mente errática” é a razão pela qual nos preocupamos excessivamente e com nossa infelicidade. O melhor antídoto é focar no presente e sentir gratidão pelo que temos e pelo que somos. Desta forma, seremos capazes de reduzir o impacto de experiências negativas e alcançar o equilíbrio.

– Elimine tudo desnecessário

Leonardo da Vinci disse que “a simplicidade é a máxima sofisticação”, e não estava errado. Ao longo de nossas vidas, carregamos muitas coisas, que servem apenas para gerar o caos e nos sobrecarregar. Quando você percebe que pode viver sem eles e ser ainda mais feliz, consegue valorizar mais o que tem e se livrar de um grande peso.

Eliminar tudo o que é desnecessário também se refere a sentimentos, crenças, estereótipos ou sonhos que não pertencem a você e que são apenas um obstáculo. Quando você olhar para dentro de si mesmo, ficará surpreso ao descobrir que muitas das frases em seu diálogo interior não são realmente suas, mas foram inculcadas. Faça uma limpeza mental e livre-se das emoções que o ferem, como o ressentimento de um evento antigo, a angústia por algo que provavelmente nunca acontecerá e o medo de perder o que você tem. Se formos mais leves do que a bagagem, não só poderemos ir mais longe, como também aproveitaremos mais a viagem.

Traduzido de Rincon de la Psicología