Seguidores

Mostrando postagens com marcador Budismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Budismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de dezembro de 2019

Ser Feliz igual ao Buda


Por Igor Teo
Eu acho o budismo particularmente interessante por ser uma filosofia-religião que, desde o princípio, se dedicou a pensar sobre o problema da felicidade. Afinal, todos nós queremos ser felizes. O que é necessário para alcançá-la?

Antes de ser o Buda, Sidarta Gautama cresceu num palácio. Ele experimentou todo tipo de privilégios que um homem rico e bem-afortunado de sua época poderia obter. Já quando adulto, decidiu abandonar sua vida de luxo e viajar pelo mundo. Fora das muralhas de onde cresceu, encontrou a dor, a velhice e a morte.

Sidarta descobriu que, por conta disto, as pessoas estavam em constante sofrimento no mundo. E ele queria fazer algo para ajudá-las. Portanto, decidiu que iria estudar a felicidade, e quando a compreendesse, poderia finalmente curar o sofrimento do mundo.

Se um acadêmico de nosso tempo desejasse estudar a felicidade, provavelmente realizaria um estudo estatístico através de um questionário, ou talvez tentaria medir as reações fisiológicas de suas cobaias diante de diversos estímulos.

Nada disso existia na época de Buda. O método que ele desenvolveu era muito mais simples. Sidarta apenas começou a meditar. A escutar a si mesmo.

Ele prestava atenção a sua mente, a seus pensamentos, e até mesmo a sua respiração. Foi assim que ele começou a entender como seu organismo reagia às diferentes coisas que lhe aconteciam.

Sidarta descobriu deste modo que estamos muito enganados sobre como podemos encontrar a felicidade. Primeiro, porque pensamos que a felicidade é algo a “encontrar”, como se fosse algo a ganhar depois de ter um amor, uma casa nova, um trabalho ou uma realização.

É verdade que essas coisas podem nos trazer alegrias, mas o prazer delas não é permanente. E isto não era o suficiente para o jovem Sidarta. Como poderíamos nos contentar com a felicidade de uma conquista se, no dia seguinte a ela, nos acostumamos ao ocorrido e voltamos a nos sentir da mesma maneira que antes? Como nos contentar com algo se isso não pode ser absoluto?

Pois nada é permanente. Nem o mais rico palácio, nem o corpo mais belo. Muito menos a sensação de felicidade ao possuir estas coisas. Um dia tudo acaba ou se transforma, de modo que a alegria que você tem agora pode se tornar tristeza no momento seguinte.

É verdade que prazeres externos — como riqueza, beleza e honra — são ilusórios. Mas Sidarta foi mais além que todos os pensadores de sua época ao dizer que o modo como nos sentimos também é uma ilusão. Durante um dia mesmo experenciamos uma variedade de emoções. Nenhuma delas é permanente. Por que confiar então na sua felicidade?

Queremos a felicidade porque ela nos faz sentir bem, diferente da tristeza, da raiva ou do medo. Se algo nos deixa felizes, queremos manter esta sensação prazerosa. Como um beijo, um abraço ou a sensação de ganhar uma partida de futebol.

Deste modo, o ser humano sempre controlou o ambiente para atender aos seus desejos. Para que as coisas lhe fizessem bem, e não mal. Criou a fogueira para enfrentar o frio. Mais recentemente, criou o ar condicionado para enfrentar o calor.

Fazemos o que está ao nosso alcance para evitar o sofrimento. Porém, Sidarta percebeu que o ser humano frequentemente se excede nessa busca. Queremos controlar até o mesmo o incontrolável.
Neste momento surge o sofrimento. Quando fazemos de tudo para evitar a dor, a morte e a velhice, e mesmo assim estas coisas ainda acontecem. Paradoxalmente, sofremos justamente quando mais tentamos não sofrer.

Sidarta entendeu que estamos sempre buscando algo. Ele mesmo também estava buscando a felicidade. E viu que isto não estava lhe levando a lugar nenhum. Foi quando finalmente resolveu desistir da busca. Assim se tornou o Buda.

Vivemos uma espiral infinita de necessidades. Sentimos fome, sono, tesão, curiosidade, e por aí vai... Cada uma destas necessidades nos traz um desconforto que queremos solucionar. O nome do que acontece depois que solucionamos um desconforto, um sofrimento, é prazer.

Estamos sempre buscando o prazer. Queremos coisas que saciem nossa fome, que curem nosso cansaço, que satisfaçam o nosso tesão, que alimentem a nossa curiosidade. E por isto mesmo nunca podemos ser felizes. Porque sempre estamos em busca de algo mais, nunca contentes com aquilo que já temos.

Buda entendeu que precisava erradicar o problema pela raiz. Se ele interrompesse o ciclo infinito de necessidades, poderia se sentir mais satisfeito com as coisas que já tinha, por mais parciais, imperfeitas e transitórias que elas fossem. Ele começaria a amar o mundo mesmo com toda dor, velhice e morte.

Dito de outro modo: é claro que um carro novo pode ser muito mais bonito que o seu atual. Mas um carro velho funcionando já pode lhe ajudar a resolver os seus problemas. Será que você realmente precisa de algo mais?

A resposta mais humana a esta pergunta é sim. Nossa sociedade está orientada ao “progresso” constante e infinito. Sentimos que precisamos fazer as coisas de um modo mais rápido, potente e produtivo. Sempre falta algo que podia ser melhor. Precisamos sempre de algo mais.

Porém, o preço de estar sempre querendo mais é viver também sempre descontente. Ao compreender isto, Buda ensinou que se dermos menos atenção a essas variadas necessidades daquilo que pode nos faltar, perceberemos que já temos muitas coisas para sermos felizes agora.

Eu sei que parece muito estranho pensar que a solução para a infelicidade seja simplesmente “não querer mais o que falta e ser feliz assim”. Temos um corpo, um organismo que precisa se manter vivo. Sempre vamos precisar de algo: de comida, de proteção, de amor!

No entanto, essas coisas podem ser mais fáceis e simples do que pensamos. A insaciabilidade do nosso desejo nos faz querer sempre mais, como se tudo aquilo que temos nunca fosse o suficiente. É por isto que o ensinamento budista é tão importante: precisamos deixar de querer mais para perceber que já temos o suficiente.

Quando colocamos isso em prática, percebemos que a natureza ao nosso redor é bela e merece ser apreciada com atenção. Que nossos amigos são os companheiros que realmente precisamos. Que nossa comida é saborosa para o nosso paladar. Todos os dias podemos experimentar momentos de satisfação e gratidão, que normalmente desprezamos por estarmos sempre buscando por mais.

Numa postura de maior aceitação, Buda entendeu que podia curar o sofrimento das pessoas fazendo com que elas esperassem menos pelas coisas que não podiam obter, e aceitassem com apreço aquilo que já possuíam em suas vidas. Qualquer um poderia se tornar feliz seguindo os seus passos.



domingo, 13 de janeiro de 2019

O Teste dos Feijões


Diz a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia.
Para sanar as dúvidas sobre qual seria o escolhido, o mestre lançou um desafio, colocando a sabedoria deles à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão, que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos.
As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se do vencedor e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
– Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei!
Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Os problemas são inevitáveis, mas a intensidade e a duração do sofrimento é você quem determina.
(Autor desconhecido)




domingo, 2 de dezembro de 2018

Evoluir Dói!


Por Fernanda Figueiredo
"Trago verdades: evoluir dói!
Não pense que após o 'clik' do despertar você começará a ouvir vozes de anjos, passarinhos voarão a sua volta, você ganhará na mega sena... Não!
Você vai perder amigos, pois vai perceber que eles não estão na mesma 'vibe' que você, e a distância se tornará inevitável...
Vai ver que prefere estar sozinho ao se cercar de pessoas que não agregam em nada!
Ao começar a tomar consciência de sua vida, de seus atos, do momento presente, você vai perceber o quão humano e falho você é!
E ao investigar o seu íntimo, vai ver que sente inveja de coisas que não imaginava, que tem pensamentos negativos, que sente ciúmes, mas reprime tudo isso e tenta jogar para debaixo do tapete...
É nessa hora que você começa a curar as suas sombras!
Identificando-as!
É o processo mais doloroso, e o motivo pelo qual reencarnamos nessa dimensão, neste planeta!
É normal sentir-se triste, deprimido, sozinho...
Geralmente, buscamos livros / vídeos/ informações para poder superar essa fase e nos fortalecermos...
E então você começa a ser atraído para atividades e lugares que jamais teria imaginado ir...
E conhecer pessoas que jamais tinha se identificado antes...
E isso tudo te faz verdadeiramente FELIZ!
Você percebe que começou a se encaixar...
E todos os dias tenta ser uma pessoa melhor, tanto para você quanto para os outros!
E o Universo responde às suas atitudes, e você começa a viver a vida que sempre sonhou...
Então uma hora você para de pedir, e só agradece, por tudo!
E finalmente transcende."

sábado, 24 de novembro de 2018

O Caminho da Solidão de Myiamoto Musashi


“O Caminho da Solidão” ou “O Caminho a ser Seguido Sozinho”) foi um livro escrito por Miyamoto Musashi uma semana antes de morrer em 1645. 
É um trabalho curto, consistindo de vinte e um preceitos; os preceitos 4 e 20 são omitidos na primeira versão. 
Foi composto quando Musashi entregou suas posses em preparação para a morte, e foi dedicado ao seu discípulo favorito, Terao Magonojo (a quem o Go rin no sho [O Livro dos Cinco Anéis] também fora dedicado). 
Expressa um estilo de vida honesto e ascético.

1 Aceite tudo como é.
2 Não procure o prazer físico para seu próprio partido.
3 Em nenhuma circunstância, dependa de um sentimento parcial.
4 Considere a si mesmo com leveza; considere o mundo com profundidade.
5 Durante a sua vida, evita o desejo, até o próprio desejo de nada desejar.
6 Não lamente o que fez.
7 Não possua inveja.
8 Não se deixe entristecer por uma separação.
9 Ressentimento e reclamação são inadequadas tanto para si como para os outros.
10 Não deixe se guiar pelos sentimentos de luxuria ou amor.
11 Em todas as coisas, não tenha preferencias.
12 Seja indiferente ao local onde reside.
13 Não persiga o gosto da boa comida.
14 Não carregue bens que já não necessita.
15 Não aja de acordo com as crenças habituais.
16 Não colecione ou pratique com armas para além do necessário.
17 Não tenha receio da morte.
18 Não tenha a intenção de possuir objetos ou um feudo na velhice.
19 Respeite deuses e Buda sem contar com o seu auxilio.
20 Ainda que abandone sua vida, preserve a sua honra.
21 Nunca se afaste do Caminho.


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Pudim de Leite e Arroz Como Um Ato de Compaixão: Aforismos Budistas


Entre o sexto e o quarto século AC, um homem chamado Sidarta Gautama começou a virar a cabeça da população no leste da Índia, com sua profunda sabedoria espiritual. 

Ele recebeu o nome de “Buda”, que significa literalmente “o iluminado”, e até os dias de hoje, nos chegam muitos insights de seus ensinamentos.

Curiosamente, Buda nunca escreveu qualquer um dos seus ensinamentos citados a baixo. Semelhante a Jesus e Sócrates, o seu método de ensino era verbal e comunicativo. 

As tradições orais mantiveram a sabedoria de Buda viva até 400 anos após sua morte, quando então a primeira transcrição de seus ensinamentos surgiu.

Seu despertar ocorreu quando percebeu que não precisamos passar fome e sacrificar nosso corpo, como era comumente praticado na Índia na época para aumentar a clareza e sabedoria espiritual. 

Quando uma jovem ofereceu-lhe um pudim de leite e arroz como um ato de compaixão, ele percebeu que haviam mais lições No Caminho do que ele vinha ensinando.

1) "Apresse-se para fazer o bem. Se você for vagaroso, a mente, deliciando-se com a travessura, pegará você."

2) “O Caminho Não Está No Céu. O Caminho Está No Coração “.

3) “Um Jarro Enche Gota A Gota.”

4) “Todo Ser Humano É O Autor Da Sua Própria Saúde Ou Da Doença.”

5) “Para Compreender Tudo É Preciso Perdoar Tudo”

6) “Melhor Do Que Mil Palavras Ocas, É Uma Palavra Que Traga A Paz.”

7) “Quaisquer Palavras Que Pronunciamos, Devem Ser Escolhidas Com Cuidado Porque As Pessoas Ouvem E São Influenciadas Por Elas, Para O Bem Ou Para O Mal.”

8) “Ninguém Nos Salva A Não Ser Nós Mesmos. Ninguém Pode E Ninguém Consegue. Nós Mesmos Devemos Percorrer O Caminho. “

9) “E No Momento De Uma Polêmica Em Que Sentimos Raiva, Já Deixamos De Lutar Pela Verdade E Começamos A Brigar Com Nós Mesmos.”

10) “No Céu, Não Há Distinção Entre Oriente E Ocidente; As Pessoas Criam Distinções Dentro De Suas Próprias Mentes E Depois Acreditam Nelas Como Verdade “.

11) “Aqueles Que Estão Livres De Pensamentos Rancorosos Certamente Encontram A Paz.”

12) “O Ódio Não Cessa Pelo Ódio Em Nenhum Momento. O Ódio Cessa Com O Amor. Esta É Uma Lei Inalterável. “

13) “Tem Que Haver O Mal Para Que Então O Bem Possa Provar Sua Pureza Acima Dele.”

14) “É Fácil Ver Os Defeitos Dos Outros, Mas É Difícil Ver Nossas Própria Falhas. Aquele Que Mostra Os Defeitos Dos Outros É Como Alguém Que Joga Palha Ao Vento, Mas Encobre As Próprias Falhas Como Um Jogador Astuto Quando Esconde Seus Dados “.

15) “Eu Nunca Vejo O Que Tem Sido Feito; Eu Só Vejo O Que Resta A Ser Feito “.

16) “A Mente É Tudo. O Que Você Pensa, Você Se Torna. “

17) “Assim Como Tesouros São Descobertos A Partir Da Terra, A Virtude Aparece Nas Boas Ações, E A Sabedoria Aparece A Partir De Uma Mente Pura E Pacífica. Para Caminhar Com Segurança Através Do Labirinto Da Vida Humana, É Preciso A Luz Da Sabedoria E A Orientação Da Virtude.“

18) “Somos Moldados Por Nossos Pensamentos; Nós Nos Tornamos Aquilo Que Pensamos. Quando A Mente É Pura, A Alegria Segue Como Uma Sombra Que Nunca Vai Embora. “

19) “Trabalhe Por Sua Própria Salvação. Não Dependa De Outros. “

20) “Vamos Nos Levantar E Ser Gratos, Porque Se Nós Não Aprendemos Muito Hoje, Pelo Menos Aprendemos Um Pouco, E Se Nós Não Aprendemos Um Pouco, Pelo Menos Não Ficamos Doentes, E Se Ficamos Doentes, Pelo Menos Nós Não Morremos; Assim, Vamos Todos Ser Gratos. “

21) “Não Se Pode Percorrer O Caminho Até Que Você Se Torne O Próprio Caminho”

22) “Você Não Vai Ser Punido Por Sua Raiva, Você Será Punido Pela Sua Raiva.”

23) “Conquistar A Si Mesmo É Uma Tarefa Maior Do Que Conquistar Outros”

24) “Três Coisas Não Podem Ser Escondidas Por Muito Tempo: O Sol, A Lua, E A Verdade.”

25) “Tenha Compaixão Por Todos Os Seres, Ricos E Pobres; Cada Um Tem O Seu Sofrimento. Alguns Sofrem Demais, Outros Muito Pouco. “

Fonte: Steven Bancarz Spirit Science


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Frases Budistas


O budismo é uma das religiões mais antigas ainda praticadas no mundo e uma das que tem mais seguidores, cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo.
Enquanto alguns preferem se referir ao budismo mais como uma filosofia de vida do que uma religião.
De uma forma ou de outra, o que tem permitido esta filosofia/religião sobreviver ao longo do tempo e continuar ganhando popularidade são suas mensagens simples e cheias de sabedoria.
Essas mensagens podem realmente melhorar nossas vidas diárias, abrindo um canal de lucidez em nossa percepção da realidade última.
Na verdade, não é necessário abraçar o budismo para colher os benefícios que ele pode nos oferecer.
Basta manter uma mente aberta e o coração disposto.

1. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.
Nós tendemos a pensar que reagimos aos eventos que trazem consigo a semente de tristeza ou da alegria, mas, na verdade, reagimos ao que os fatos significam para nós.
Nós só podemos sofrer por aquilo que damos importância.
Portanto, para evitar sofrimento desnecessário, por vezes, apenas um passo atrás, desanexar emocionalmente e ver as coisas de outra perspectiva.
É difícil, mas com a prática você aprende. Na verdade, uma outra frase budista nos mostra o caminho:

“tudo o que somos é o resultado do que pensamos; é fundada em nossos pensamentos e é feito de nossos pensamentos.

2. Alegrai-vos porque em toda parte é aqui e tudo é agora.
Muitas vezes perdemos a vida enquanto estamos amarrados ao passado ou preocupados com o futuro.
No entanto, o budismo nos ensina que temos apenas o aqui e agora.
Portanto, devemos aprender a estar totalmente presentes, para desfrutar de cada momento como se fosse o primeiro e o último.
Não mergulhar no passado ou sonhar com o futuro, se concentrar no momento presente, porque é onde você vai encontrar as chaves para a felicidade.

3. Tenha cuidado com o exterior, bem como seu interior, porque tudo é um.
Somos uma unidade física e espiritual, mas muitas vezes nos esquecemos.
Às vezes nos preocupamos muito sobre como cuidar do corpo e esquecemos a alma, enquanto em outras vezes nos preocupamos muito com  nosso equilíbrio psicológico e negligenciamos aspectos importantes, tais como dieta e exercícios.
No entanto, para encontrar um estado de bem-estar verdadeiro é imperativo que a mente, corpo e espírito estejam equilibrados.

4. Melhor usar pantufas do que tentar colocar  tapete no mundo.
Às vezes, ou porque superestimamos nossas forças ou porque não estamos cientes da magnitude da situação, estabelecemos metas que vão além de nossas capacidades.
Em seguida, geramos um estresse desnecessário.
No entanto, para encontrar a paz interior, é importante estar ciente de nossas forças e nossa dose de recursos, e qualquer caminho tem que começar de nós mesmos, antes de mudarmos o que não gostamos no mundo, mudemos o que não gostamos em nós mesmos.

5. Não ferir os outros com o que causa dor a si mesmo.
Esta é uma das máximas do budismo que, se aplicada ao pé da letra, poderíamos praticamente eliminar todas as leis e preceitos morais do mundo.
No entanto, esta frase budista vai além do clássico “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem para você“, pois envolve, acima de tudo, uma profunda compreensão de nós mesmos e, uma grande empatia para outros.

6. Não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa menos.
Apesar de não estarmos conscientes disso, o nosso desejo de mais, seja no material ou emocional, é a principal fonte de nossas preocupações e desapontamentos.
Quando aprendemos a viver com pouco e aceitando tudo que a vida nos oferece no momento, podemos alcançar uma vida mais equilibrada e reduzir a tensão e stress.
Entender que já temos todo necessário para atingir a paz interna e felicidade é um ensinamento que traz tranquilidade na caminhada e evita a ansiedade e desgaste incessante de sempre achar que a felicidade está logo ali na frente, mas nunca aqui.

7. Para entender tudo, é preciso esquecer tudo.
Quando somos crianças, estamos abertos à aprendizagem, não temos idéias preconcebidas.
No entanto, à medida que crescemos nossa mente está cheia de condicionamentos sociais que nos diz como as coisas devem ser, como devemos nos comportar e até mesmo o que pensar.
Estamos tão imbuídos nesse contexto que não percebemos que nossa mente se tornou uma caixa muito estreita que nos aprisiona.
Afinal, se você quer mudar e ver as coisas de outra perspectiva, o primeiro passo é se separar das crenças e estereótipos que o mantém amarrado.
Neste sentido, uma outra frase budista nos ilumina:

“no céu, não há distinção entre o leste e o oeste, são as pessoas que criam essas distinções em sua mente e depois pensam que são verdadeiras“.

8. O ódio não diminui o ódio. O ódio diminui com o amor
Gerar violência e raiva produz ressentimento.
É algo que quase nunca aplicamos quando nos envolvemos em discussões nas quais somos guiados por nossas emoções mais negativas, respondemos às críticas com outro comentário e um ataque ainda mais forte.
No entanto, o ódio só gera ódio, a única maneira de contrariar o seu efeito é o de proporcionar amor, respondendo com emoções positivas.
Não se apaga fogo com mais fogo.

9. Dê, mesmo se você tiver muito pouco para dar
Esta é uma das mais antigas frases budistas, e algumas pesquisas na área da psicologia positiva mostraram que a gratidão e a entrega é um dos caminhos que conduzem à felicidade.
Não é sobre dar com intuito de receber algo, mas dar motivado pelo prazer que sente ao ajudar alguém.

10. Se você pode apreciar o milagre que mantém uma única flor, toda sua vida vai mudar.
Nesta frase budista o segredo da mudança está fechado: aprender a valorizar cada coisa e cada pessoa por aquilo que ele é: um milagre único e irrepetível.
Quando aprendemos a não criticar, mas aceitar e se maravilhar com as menores coisas que nos rodeiam, nossa vida vai mudar porque estamos deixando aberta a gratidão, a curiosidade e a alegria.
Pelo contrário, se pensarmos não há nada de especial sobre as pequenas coisas e estamos no topo do mundo, não apenas estamos fechando a beleza, mas também ao aprendizado e crescimento.
Se você não pode apreciar o milagre que envolve uma flor, é que você está morrendo por dentro.
O que resume bem esse ensinamento é um post que já fizemos aqui sobre a visão da abelha e da mosca.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Provérbios Chineses


De Rincón de la Psicología
A cultura oriental nos deixa com grandes pérolas de sabedoria que foram transmitidas de uma geração para outra, atingindo nossos dias. Muitos desses provérbios chineses podem se tornar autênticos mantras para os momentos mais difíceis ou nos iluminar quando temos que tomar uma decisão importante em nossa vida. Eles também podem ser um lembrete de que, de tempos em tempos, precisamos manter a calma e manter o equilíbrio mental .
Provérbios chineses para enfrentar a vida de uma forma mais equilibrada

1. Diferentes fechaduras devem ser abertas com chaves diferentes.
Não há soluções mágicas, o que funcionou em certas circunstâncias pode não funcionar em outras situações. A vida muda continuamente, então não faz sentido se apegar ao passado. Todo problema que enfrentamos é diferente, mesmo nós mesmos não somos a mesma pessoa, então devemos analisar todas as opções possíveis, com uma mente aberta, para encontrar a melhor solução.

2. Você não pode impedir que as aves da preocupação voem sobre sua cabeça, mas você pode impedi-las de construir um ninho.
A vida continuamente coloca novos desafios para nós. Mais cedo ou mais tarde, a adversidade vai bater à nossa porta. não podemos evitá-la, mas podemos decidir como reagir ao que acontece conosco. Podemos supor que os problemas são pedras na estrada e ficar presos nesse mal-estar e sofrimento ou, ao contrário, podemos assumi-los como desafios que nos ajudam a crescer.

3. O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos. O segundo melhor momento é agora.
Se queremos alcançar uma mudança ou empreender um novo projeto, o melhor momento é agora. Pensar que é tarde demais é uma desculpa para ficar na nossa zona de conforto. Este provérbio chinês nos lembra que só temos o presente, reclamando do que não fazíamos sentido. Em vez disso, devemos pensar sobre o que podemos fazer e começar a trabalhar.

6. Quem busca vingança deve cavar duas sepulturas.
A vingança é um daqueles sentimentos nutridos com a esperança de fazer com que a pessoa que nos magoa sofra, mas na realidade apenas nos prejudica. Alimentar vingança implica ser prisioneiro do passado, regozijar-se com o sofrimento, sem poder avançar porque somos recomendados pelo rancor.

7. Aquele que teme sofrer já sofre o temor.
Algumas coisas na vida são inevitáveis, mas se pensarmos muito sobre elas, estaremos antecipando-as, para experimentá-las em nossa mente, estaremos sofrendo de antemão. O medo de sofrer em si implica sofrimento, por isso é melhor aprender a fluir e não antecipar infortúnios, que muitas vezes nem chegam. Este provérbio chinês nos alerta que a preocupação é muitas vezes pior do que o próprio fato.

8. É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.
Às vezes, quando a adversidade bate à nossa porta, seu golpe é tão grande que nos confunde. As expectativas, a dor e a frustração podem ser tão grandes que nos bloqueiam e nos fazem ficar presos em uma espiral de queixas sem sentido. No entanto, chorar sobre o leite derramado é inútil, não só não resolve o problema, mas nos leva a um estado de espírito ainda mais negativo. Portanto, devemos nos certificar de que procuramos soluções, em vez de apenas reclamar de nossos braços cruzados por nossa má sorte ou pelos golpes do destino.

9. Quando o sábio aponta para a lua, o tolo vê apenas o dedo.
Este provérbio chinês refere-se à incapacidade de ver além dos pequenos detalhes e desenvolver uma visão global. Muitas vezes, seja devido à frustração, falta de perspectiva ou nossas crenças limitantes, paramos em detalhes sem importância e os transformamos em obstáculos. Quando nos apegamos a esses pequenos detalhes, estamos fechando o caminho, sem perceber que o mais importante é o objetivo final e que, para alcançá-lo, pode haver múltiplos caminhos.

10. Uma jornada de dez mil quilômetros começa com um único passo.
Um passo não vai te levar muito longe, mas pelo menos ele vai te tirar de onde você está. Toda aventura, não importa quão grande seja, sempre começa com o primeiro passo, que muitas vezes é o mais difícil, pois envolve tomar a decisão de sair da zona de conforto e ousar explorar territórios desconhecidos.

11. Cave o poço antes de estar com sede.
Não é necessário esperar a adversidade nos atingir para desenvolver a resiliência, podemos preparar nossa mochila de ferramentas psicológicas para a vida muito antes. Esse ditado chinês nos incentiva a sermos cautelosos e desenvolver uma atitude proativa, em vez de apenas reagir ao que acontece conosco. Se cavarmos o poço antes de termos sede, poderemos planejar melhor todo o processo, se o fizermos por causa de uma necessidade, as chances de cometermos erros ou mesmo de não conseguirmos terminar a escavação aumentará.

12. A água faz o barco flutuar, mas também pode afundá-lo.
Esse provérbio chinês nos lembra a filosofia do yin e do yang: tudo contém o “negativo” e o “positivo”, e em muitos casos tudo depende de como o encaramos. Nada é intrinsecamente ruim ou bom, depende de como o usamos e do significado que confiamos a ele.

13. As grandes almas têm vontades, as fracas apenas desejam.
Muitas pessoas passam boa parte de suas vidas ansiando por algo, nunca decidindo alcançá-lo. Em muitos casos, a diferença entre aqueles que realizam seus sonhos e aqueles que anseiam por eles consiste precisamente na força de vontade e na decisão de ir em busca desse desejo. Todo desejo permanece no sono se não se traduz em objetivos e etapas concretas.

14. Aquele que desalojou a montanha é porque ele começou removendo as pequenas pedras.
O esforço constante tem seus frutos, embora demorem a chegar. Muitas vezes nos concentramos apenas nas grandes tarefas, sem perceber que por trás das metas mais ambiciosas há muito trabalho duro e sistemático. Estar ciente de que pouco a pouco você pode ir longe nos encorajará ao longo do caminho e nos permitirá alcançar grandes objetivos na vida.

15. Das nuvens mais escuras cai a água mais limpa.
Até os momentos mais sombrios encerram uma oportunidade. Quando estamos passando por um mau momento e desconforto, isso nos impede de apreciar a parte positiva, precisamos parar na estrada e pensar sobre este provérbio chinês. Às vezes tudo muda quando mudamos de perspectiva, e a adversidade pode se tornar uma excelente oportunidade para crescer, mudar de rumo e ousar fazer coisas que, em outras circunstâncias, nem teríamos considerado.



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

29 Lições da Filosofia Zen


A filosofia zen teve origem no começo do século I d.C., quando, por meio do budismo, o pensamento chinês entrou em contato com os princípios básicos do hinduísmo. Só isso já criou um momento-chave em nossas vidas.

Tal filosofia foi acolhida no Japão por volta do ano 1200 e cultivada sob o nome de “Zen”. Desde então, se espalhou pelo mundo e chegou ao Ocidente com muita força.

Sua integração a nossa cultura chegou através das mãos de grandes artistas como Madonna e também atletas como Tiger Woods. Em suas vidas, aproveitam os benefícios dessa filosofia na hora de se guiar no dia a dia.

A filosofia zen também influencia personagens do mundo financeiro, como é o caso do presidente da Ford, William Ford, e de William George, conhecido por empregar e compartilhar o “mantra da rentabilidade”.

“Quando algo vem de dentro, quando é uma parte de você, não há opção a não ser viver e expressá-lo.” -Kamal Ravikant-

Essa filosofia não se concentra na busca pelo sentido da vida, mas se baseia na prática. Ou seja, ajuda na hora de superar barreiras e dificuldades pessoais. A filosofia zen pretende ensinar a lição de que devemos nos concentrar no “aqui e agora”.

Lições da filosofia zen

Hoje vou compartilhar com você 29 frases da filosofia zen para viver de maneira diferente. A compreensão delas vai permitir que você leve a vida de uma maneira distinta e mais positiva, encontrando respostas a muitas das perguntas que possa estar se fazendo.

1 - A vontade de se render será muito mais forte logo antes da vitória.
2 - O segredo da vida é morrer jovem, mas o mais tarde possível.
3 - Não fale, a menos que possa melhorar o silêncio.
4 - Toda viagem de mil quilômetros começa com o primeiro passo.
5 - O forte supera um obstáculo; o sábio, o caminho todo.
6 - Não tenha medo de demorar; tenha medo de parar.
7 - A felicidade de um idiota também é idiota.
8 - Tropeçar e cair não significa estar no caminho errado.
9 - O casebre onde se ri é muito mais importante que a mansão onde se fica entediado.
10 - Sempre veja as coisas pelo lado positivo; se ele não existir, esfregue os lados obscuros até que brilhem.
11 - O que acontece, acontece no tempo certo.
12 - Aquele que aponta seus defeitos nem sempre é seu inimigo; aquele que fala sobre suas virtudes nem sempre é seu amigo.
13 - Não se preocupe se não souber algo, preocupe-se se não quiser aprender.
14 - Os mestres somente lhe abrem as portas, o resto do caminho será por sua conta.
15 - Por mais que o vento sopre, a montanha jamais se curva diante dele.
16 - Viva com paz na alma. O tempo virá e as flores vão florescer sozinhas.
17 - Não há amigos sem defeitos; se os procurar, ficará sem amigos.
18 - A desgraça entra pela porta que você abre para ela.
19 - Ninguém volta de uma viagem sendo o mesmo que era antes.
20 - Aqueles que são capazes de corar não podem ter um coração sombrio.
21 - É melhor ser uma pessoa por um dia, do que uma sombra por mil.
22 - Sua casa é onde estão seus pensamentos.
23 - A pessoa que pode mover a montanha começou movendo as pequenas pedras.
24 - Se cometer um erro, é melhor rir imediatamente.
25 - O melhor tempo para semear uma árvore foi há 20 anos. O segundo melhor tempo é hoje.
26 - O que determina o estado de felicidade ou infelicidade de cada pessoa não é o evento em si, mas o que o evento significa para essa pessoa.
27 - Assim como os pais cuidam de seus filhos, você deveria levar em conta todo o universo.
28 - O copo não está nem meio cheio nem meio vazio. Ele é simplesmente um copo e seu conteúdo está eternamente mudando de acordo com sua percepção.
29 - Uma coisa: você deve andar e criar o caminho andando; não encontrará um caminho já feito. Não é barato alcançar a maior realização da verdade. Terá que criar o caminho andando sozinho; o caminho não está feito e esperando por você. É exatamente como o céu: os pássaros voam, mas não deixam rastros. Não há como segui-los; não há pegadas para trás.
1    
Espero que essas frases permitam que você dê respostas a muitas de suas dúvidas e abra a sua mente, que sempre nos permite os passos necessários para seguir em frente de forma saudável e, sobretudo, cheios da melhor essência da vida: nós mesmos.

“O que podemos mudar são nossas percepções, as quais têm o efeito de mudar tudo.”  -Donna Quesada.-



quarta-feira, 16 de maio de 2018

A Flecha Envenenada: Um Parábola Budista


Buda, na busca pela iluminação, também tentou descobrir como nos libertar da ignorância e do sofrimento. Como outros grandes sábios do passado, ele propôs uma filosofia prática que nos encoraja a focar nas coisas mais simples como uma maneira de alcançar objetivos maiores. O taoismo resumiu perfeitamente em uma frase: uma estrada de mil quilômetros começa com um único passo. No entanto, na vida cotidiana, é difícil aplicar esses ensinamentos.

A parábola da flecha envenenada
No Majjhima Nikaya, uma coleção de textos atribuídos ao Buda que fazem parte do Cânone Pali, podemos encontrar a “parábola da flecha envenenada”. Gautama Buda contou esta história a um discípulo que estava impaciente por ouvir do mestre as respostas às “14 perguntas não respondidas” relacionadas a questões metafísicas como a vida após a morte.

“Houve uma vez um homem que foi ferido por uma flecha envenenada.

Sua família e amigos queriam lhe dar um médico, mas o paciente recusou, dizendo que antes ele queria saber o nome do homem que o feriu, a casta a qual ele pertencia e seu lugar de origem.

Eu também queria saber se aquele homem era alto, forte, tinha uma pele clara ou escura e também queria saber que tipo de arco ele havia atirado, e se o arco era feito de bambu, cânhamo ou seda.

Ele disse que queria saber se a pluma da flecha veio de um falcão, um abutre ou um pavão…

E imaginando se o arco que havia sido usado para atirar nele era um arco comum, um arco curvo ou um oleandro e todo tipo de informação semelhante, o homem morreu sem saber as respostas.

Ao ler a parábola, a primeira ideia que vem à mente é que a atitude do homem ferido é absurda e tola. No entanto, o Buda está nos dizendo que todos nós nos comportamos da mesma maneira sem perceber.

De certa forma, estamos todos feridos com aquela flecha envenenada porque, mais cedo ou mais tarde, vamos morrer. No entanto, vivemos sem estar plenamente conscientes da nossa mortalidade, por isso muitas vezes atribuímos excessiva importância a coisas inconsequentes que nos impedem de aproveitar o presente, mergulhando-nos num estado de preocupação desnecessária.

Grandes ensinamentos para a vida
– Concentre-se no que realmente acontece com você

Em muitas ocasiões, para resolver um problema, é importante não se perder nas divagações, precisamos agir. A coisa mais comum é que por trás dessas cavidades estão escondidos o medo e a incerteza. Quando nos deparamos com um problema e vamos pelo caminho, embora saibamos qual é a solução definitiva, é porque tememos algo. No entanto, ele acredita que, no longo prazo, soluções afobadas só servem para gerar mais problemas, além de criar um estado de insatisfação interna.

Em outros casos, ativamos mecanismos de defesa, como projeção ou deslocamento, através dos quais removemos o problema de nós mesmos, ou tentamos escondê-lo. Geralmente, isso acontece porque não queremos aceitar que somos parte do problema, portanto, para resolvê-lo, precisamos primeiro trabalhar em nós mesmos. Em qualquer caso, a estratégia é nunca olhar para o outro lado, é importante entender o que realmente nos acontece e aprender a priorizar aqui e agora.

– Dê um passo de cada vez

A mente pode se tornar nossa melhor aliada ou nossa pior inimiga. Podemos usá-la em positivo para resolver problemas ou podemos usá-la em negativo encontrando um problema para cada solução. Para viver com menos estresse, a chave é ir passo a passo. Isso não significa que não podemos antecipar os problemas, mas devemos nos certificar de que não estamos alimentando um pensamento catastrófico.

Concentre-se no presente, avalie cuidadosamente a situação em que está e dê um passo de cada vez, esse passo não o levará diretamente ao seu destino, mas pelo menos ele o tirará de onde você está. Viva dia a dia, como se cada dia fosse o primeiro e o último da sua vida.

– Deixe tudo fluir e não deixe nada influenciar

Às vezes, ficamos cativos dos problemas, embora estes já tenham sido resolvidos ou façam parte do passado, pois continuam a assombrar nossa mente, causando angústia, raiva, frustração e ressentimento. Quando nos apegamos ao que aconteceu, quando não deixamos de lado essas emoções e sentimentos, nos tornamos escravos deles.

Nesse sentido, um estudo realizado na Universidade de Harvard revelou que gastamos 47% das horas que ficamos acordados pensando sobre o que nos aconteceu ou o que poderia acontecer conosco. Essa “mente errática” é a razão pela qual nos preocupamos excessivamente e com nossa infelicidade. O melhor antídoto é focar no presente e sentir gratidão pelo que temos e pelo que somos. Desta forma, seremos capazes de reduzir o impacto de experiências negativas e alcançar o equilíbrio.

– Elimine tudo desnecessário

Leonardo da Vinci disse que “a simplicidade é a máxima sofisticação”, e não estava errado. Ao longo de nossas vidas, carregamos muitas coisas, que servem apenas para gerar o caos e nos sobrecarregar. Quando você percebe que pode viver sem eles e ser ainda mais feliz, consegue valorizar mais o que tem e se livrar de um grande peso.

Eliminar tudo o que é desnecessário também se refere a sentimentos, crenças, estereótipos ou sonhos que não pertencem a você e que são apenas um obstáculo. Quando você olhar para dentro de si mesmo, ficará surpreso ao descobrir que muitas das frases em seu diálogo interior não são realmente suas, mas foram inculcadas. Faça uma limpeza mental e livre-se das emoções que o ferem, como o ressentimento de um evento antigo, a angústia por algo que provavelmente nunca acontecerá e o medo de perder o que você tem. Se formos mais leves do que a bagagem, não só poderemos ir mais longe, como também aproveitaremos mais a viagem.

Traduzido de Rincon de la Psicología



sábado, 28 de abril de 2018

As Quatro Nobres Verdades do Budismo


Assim foi dito por Budha o iluminado.
Por não compreender e não realizar quatro coisas, que eu, da mesma forma que vocês, tivemos que vagar tão longamente através desta roda dos renascimentos.
E quais são essas quatro coisas?

1- A nobre verdade do sofrimento.
2- A nobre verdade da causa do sofrimento.
3- A nobre verdade da extinção da causa do sofrimento.
4- A nobre verdade da senda que leva à extinção do sofrimento.

Enquanto o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades não estavam perfeitamente claros em mim, eu não estava certo que tinha atingido a suprema iluminação que é insuperável em todo o mundo.


Mas tão logo o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades se tornaram perfeitamente claros em mim, surgiu a certeza que tinha atingido esta suprema iluminação insuperável.

Então descobri essa profunda verdade, tão difícil de perceber, difícil de compreender, tranqüilizante e sublime à qual não é para ser ganho por mero intelecto e é visível apenas ao sábio.

1ª – A Nobre Verdade do Sofrimento
Nascimento é sofrimento, doença é sofrimento, morte é sofrimento, tristeza, lamentação, dor, pesar e desespero são sofrimento. Não ter o que se deseja é sofrimento, separação do que se deseja é sofrimento, união com o que não se deseja é sofrimento. Saudade é sofrimento, ser escravo de um passado já morto e um futuro inexistente é sofrimento. Ser presa fácil de estímulos exteriores de toda ordem é sofrimento. Quando sopram os ventos da sensibilidade nós vamos cegamente a sensualidade, quando sopram os ventos da raiva nós vamos cegamente a violência, quando sopram os ventos da agitação e preocupação nós vamos cegamente em direção a ansiedade e angústia, quando sopram os ventos da dúvida nós vamos cegamente ao ceticismo.

Todo sofrimento, assim como toda a nossa felicidade está na própria mente, pois nenhum inimigo nos poderá fazer tão infelizes quanto nossa mente mal dirigida. Também nenhum parente, seja pai, mãe ou irmão nos tornará tão felizes quanto nossa própria mente bem dirigida.

Em resumo, os cinco agregados da existência quando objetos de apego, isto é, quando tomados como “eu” e “meu” são sofrimento.

Os cinco agregados da existência são: corpo, sensações, percepções, consciência e formações mentais.

2ª – A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento
Qual é a causa do sofrimento? é a ignorância, o desejo, o apego, a cobiça, o ódio, e a ilusão. Mas aonde o desejo e a ignorância surgem? aonde estão suas raízes? Aonde houver coisas deliciosas e agradáveis lá o desejo e ignorância surgem, lá eles têm as suas raízes.

Visão, audição, olfato, paladar, tato e a mente são deliciosos e agradáveis lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles fincam raízes. Quando percebemos um objeto pela visão, se o objeto é agradável a pessoa é atraída e se é desagradável a pessoa o repele.

Então, seja qual for a sensação que experimente, se a pessoa o aprova e acha agradável então a sensação condiciona o desejo, e desejando a pessoa se apega ao objeto desejado. Então o desejo condiciona o apego. Quando a pessoa se apega ela irá agir pela palavra ou pelo o corpo para possuir o objeto desejado.

Deste modo, então o apego condiciona a ação (Karma) ou processo de vir a ser. O processo de vir a ser (ou existência) condiciona o nascimento.

Dependendo do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e lamentação dor e pesar, ressentimento e desespero.
Assim surge essa imensa massa de sofrimento.

3ª – A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento
O que é a extinção do sofrimento? É a completa erradicação e desaparecimento da ignorância, desejo, apego, cobiça, ódio e ilusão e em conseqüência o abandono e libertação da ilusão do EU e do MEU.
Com a extinção da ignorância o desejo é extinguido.
Pela cessação do desejo cessa-se o apego.
Pela cessação do apego o processo de vir a ser ou as ações (Karma) é extinguido.
Pela cessação de vir a ser ou existência, o nascimento é extinguido.
Pela cessação do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e a lamentação, dor pesar, ressentimento e desespero serão extinguidos.
Assim se dá a extinção de toda esta massa se sofrimento.

Nirvana
Isso verdadeiramente é a paz, isto é, o mais elevado a saber o fim de todas as formações Kármicas, o abandono de todo substrato de ressarcimento, o fim da ignorância, do desejo, e apego, da cobiça, ódio e ilusão.
Encantado pelo desejo, irado pela cobiça, vendado pela ilusão, derrotado com a mente enganada, o homem, pela ignorância provoca a sua própria ruína, a ruína de outros e a ruína de ambos, e ele experimentará sofrimento mental e pesar. Mas se a ignorância e desejo e apego, cobiça, ódio, e ilusão forem abandonados, o homem não mais provocará a sua própria ruína, a ruína de outros, nem a ruína de ambos, não mais experimentando sofrimento mental e pesar.
Assim é o Nirvana, imediato, visível nesta vida, convidado, atrativo e compreensível apenas pelo sábio.
A extinção completa, total e global, sem deixar qualquer vestígio da ignorância, desejo e apego, cobiça, ódio e ilusão, isto verdadeiramente é chamado de NIBBANA.

O Arahat (Monge) – O Santo Sábio e Iluminado
E para o discípulo assim livre, em cujo coração reina a paz não há nada mais a ser acrescentado àquilo que ele já faz, nem nada mais resta para ele a fazer. Como uma sólida massa de rocha. Formas visuais ou sons, odores ou gostos, contatos de qualquer natureza, o desejável ou o indesejável, nada poderá fazê-lo entrar em vibração, inabalável está a sua mente. Foi ganha a libertação.
E ele que já atingiu o supremo equilíbrio e equanimidade à todas as coisas deste mundo, não é mais perturbado por nada, seja o que for. Ele está livre da raiva, da tristeza e da saudade, ele passou além do nascimento, decadência e morte.

4ª – Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento
Os dois extremos e a Senda do meio. Os prazeres sensuais, o comum, o vulgar, o mundano, sem qualquer sentido para o progresso na Senda espiritual. Ou:
A mortificação do corpo que é dolorosa e também sem vantagem qualquer para a vida santa.
Ambos estes extremos, o iluminado evitou e descobriu a Senda Média, a qual propícia qualquer um ver e a compreender, leva à paz, ao discernimento, a iluminação e ao NIBBANA.
E qual é a Senda do Meio? É a nobre Senda Óctupla:

1) Palavra Correta
2) Ação Correta
3) Meio de Vida Correto (Moralidade)
4) Esforço Correto
5) Plena Atenção Correta
6) Concentração Correta (Concentração)
7) Correta Compreensão
8) Correto Pensamento (Sabedoria)

Livre da dor e tortura é esta Senda, livre de lamentos e sofrimento uma Senda perfeita. Verdadeiramente, como esta Senda não existe outra para a purificação dos seres. Se você seguir está Senda porá fim ao sofrimento. Mas cada um tem que lutar por si próprio, o iluminado apenas aponta o caminho.

1) Palavra Correta
a) Abster-se de mentir e de Caluniar.
b) Abster-se de levar e de trazer conversas que causem desarmonia e discórdia.
c) Abster-se de palavras pesadas, duras e ofensivas.
d) Abster-se de tagarelice e de conversas frívolas.

2) Ação correta
a) Abster-se de destruir os seres vivo, isto é, não matar.
b) Abster-se de pegar para nós aquilo que não nos pertence, isto é, não roubar.
c) Abster-se de errôneo comportamento sexual ( infidelidade, adultério etc.)
d) Abster-se de tóxicos e de bebidas alcoólicas que entorpeçam a mente.

3) Meio de vida correto
Abster-se de profissões como:
a) caçador, pescador, abatedor;
b) comércio de armas e drogas, bebidas, cigarros etc.
O meio de vida deve ser honesto, para o bem comum e nunca prejudicando e explorando nosso semelhante.

4) Esforço Correto
a) O Esforço de evitar o mal.
b) O Esforço de superar o mal.
c) O Esforço de fazer surgir o bem.
d) O Esforço de manter e de desenvolver o bem.

5) Plena Atenção Correta
a) Atenção sobre o corpo
b) Atenção sobre as sensações .
c) Atenção sobre os estados de consciência.
d) Atenção sobre os objetos da mente.

6) Concentração Correta
A concentração é a mente unipolarizada, isto é: mente voltada para um único ponto.
Existem cinco obstáculos para o desenvolvimento da concentração:
l – Sensualidade (luxúria)
II – Raiva, ira, ódio.
III – Sonolência, preguiça e torpor.
IV – Agitação e preocupação.
V – Dúvida

7) Correta Compreensão
a) Compreender as quatros nobres verdades.
b) Compreender as três características da existência.
c) Compreender as ações meritórias e a raiz dessas ações.
d) Compreender as ações demeritórias e a raiz dessas ações.

a) As Quatros Nobres Verdades
O homem comum, desprovido de correta compreensão, é ignorante dos ensinamentos dos homens Santos e não é treinado na nobre doutrina. Seu coração é possuído e dominado pela:

1) Ilusão da existência de um eu;
2) Pela dúvida;
3) Pelo apego e meras regras e rituais;
4) Pelo desejo sensual;
5) Pela raiva.

E como livrar-se destas coisas ele não sabe! Não sabendo o que é digno de considerações e o que é indigno (para libertar-se desses cinco grilhões) ele acaba considerando justamente o que é indigno e não o que é digno.

E pela ignorância ele se preocupa e reflete dessa maneira:
O mundo é eterno ou temporal? Finito ou infinito? O princípio vital é idêntico ao corpo ou alguma coisa diferente? O Buda continuará depois a morte ou não? Eu existi no passado ou não existi numa vida passada? O que eu fui na vida passada? Quem eu fui na vida passada? Eu existirei numa vida futura ou eu não existirei numa vida futura? Eu sou ou eu não sou? O que sou eu? Como sou eu? Este ser, de onde ele veio, para onde vai? “Sábias” Considerações!

O instruído e nobre discípulo entretanto, que sabe os ensinamentos dos homens Santos e é bem treinado na nobre doutrina; compreende o que é digno de consideração e o que é indigno. E assim sabendo, ele considera o digno e não o indigno.

O que é sofrimento, ele sabiamente considera.
O que é a origem do sofrimento, ele sabiamente considera.
O que é a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.
Qual é a Senda que leva a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.

b) As três características da existência são:

1) Impermanência
2) Insatisfatoriedade
3) Impessoalidade

O corpo é impermanente, as sensações, são impermanentes, as percepções são impermanentes, as formas mentais são impermanentes, e as consciências são impermanentes. E tudo o que é impermanente é sujeito ao sofrimento e mudança, não se pode corretamente dizer:

isto pertence a mim,
isto sou eu,
isto é o meu ego.

Assim como a bolha d’água é oca, vazia e insubstanciável, da mesma forma todos os fenômenos psíco-físicos são também ocos, vazios e sem um ego.

c) As ações Meritórias são de três tipos:
1) Pelo corpo, o mesmo que ação correta.
2) Pelo o verbo, o mesmo que Palavra Correta.
3) Pela mente, o mesmo que Pensamento Correto.

Quais são as raízes das Ações Meritórias:
1) Renúncia
2) Desapego
3) Boa vontade
4) Benevolência
5) Generosidade
6) Moralidade
7) Meditação
8) Reverência, gratidão e respeito
9) Serviço inegoísta ao próximo
10) Transferência de mérito
11) Alegrar-se com o sucesso e o mérito de outros.
12) Ouvir o Dhamma (Doutrina)
13) Expor o Dhamma
14) Ter corretos pontos de vista e correta compreensão
15) Gratidão
16) Respeito.

As Ações Demeritórias são também de três tipos:
1) Pelo corpo: destruir seres vivos roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas.
2) Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas.
3) Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista

As raízes das Ações Demeritórias são:
Cobiça, ódio, ilusão ou ignorância, egoísmo. .

8) Pensamento Correto

São todos os pensamentos baseados na renúncia e desapego, tais como:
Boa vontade, benevolência e amor.
Bondade e camaradagem.
Correta compreensão e corretos pontos de vista.

Todo pensamento que for motivado pela Cobiça, Ódio, ilusão e ignorância, egoísmo, vaidade, inveja etc. Serão necessariamente pensamentos incorretos.

Que todos os seres que estejam em sofrimento, possam se libertar do seu sofrimento.
Que todos os seres que estejam inseguros e com medo, possam se libertar de sua insegurança e do seu temor.
Que todos os seres que estejam tristes e em lamento, passam se libertar de sua tristeza e da sua lamentação.

Pela realização dessas afirmações que todos os seres, sem nenhuma exceção, possam se sentir verdadeiramente muito bem e muito felizes.

Por Gassho