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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

“Educação para a Vida Deveria Incluir Aulas de Solidão”

Por Graça Taguti
Quem nunca sentiu em plena luz do dia o mundo cinzento e circunspecto à sua volta, levante a mão. As palavras saindo da boca sem ordem e sem juízo. O discurso atrapalhado, estendendo os braços por detrás de sentenças inteiras sobrepostas umas sobre as demais.

Brincadeira ainda verde de cabra-cega, esgueirando os restos de infância através de um corpo decididamente maduro. Quem nunca ansiou compor de quietude seus gestos e de apaziguamento sua mente? Confesse enquanto há tempo.

Afinal, qual a diferença entre solidão e o se sentir solitário?

Solidão é algo imenso, calmo, às vezes até grandioso. Uma nobreza ímpar — tingida, com frequência, de um lilás bem clarinho.  Uma cor que se mantém delicada e transparente mesmo em dias de vento forte. Em um de seus líricos desabafos, Machado de Assis sentenciou: “Desesperado, cuidei que o ar e a solidão me aplacassem o ânimo”.

Os dicionários comentam da qualidade feminina e substantiva da solidão. Entretanto, há controvérsias que se agitam nas definições. Alguns arriscam entendê-la como um “estado de quem está totalmente só; imerso em Isolamento moral e interiorização espiritual”. Outros atribuem modalidades ásperas, ariscas, queixumes de abandono a esta palavra, que se preenche inteira de suas singulares percepções.

Estados particulares de experimentar momentos quase orientais de aprofundamento e introspecção.  Um mergulho calmo e visceral, recheado de possibilidades de se constatar como alguém único.

Faremos agora um passeio pelo cotidiano. Pela existência opaca de muitos de nós, enfiados frequentemente em relacionamentos sem eco e sem ruídos. A não ser diante das sublevações caseiras, em cujo contexto antecipam-se fagulhas de raiva acumulada, impropérios contra a falta de dinheiro, negado pelo marido para as multicompras sonhadas naquele shopping sofisticado e  inaugurado recentemente.

“Eu quero, eu preciso daquele vestido!” a mulher se exaspera, ameaça iniciar um escândalo a varejo, dentro do quarto e sala sem varanda, e nem vaga de garagem. Um antigo ditado sentencia: “antes só do que mal acompanhado”. Mas quem aguenta a própria e mirrada companhia, confundida com uma legião de avatares dispersos nas comunidades de infinitas redes sociais.

Admita: você nunca se multiplicou em tantos personagens, nos dias atuais e nem se sentiu tão sozinho. São as frágeis promessas da vida virtual que o cercam, enroscadas em carências de todos os tamanhos e procedências.

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Não é vergonha, porém, flagrar-se habitando um imóvel vazio, tedioso e mofado que é o seu próprio corpo. Mais que depressa, entretanto, em regime de semi-histeria, e diante de desalentadora situação, a ordem é cobrir-se  de tatuagens estranhas, algumas agressivas, bizarras,  iconoclásticas.  Outras simbolizando seres míticos, tracejados por dragões, serpentes e guerreiros medievais.
Conferir um upgrade na potência de existir, afinal, faz bem à vaidade, e também, a um difuso sentimento de insegurança. Introduzir piercings e próteses debaixo da pele, adereços de contornos surreais, traduz-se em gesto solidário para combater a própria solidão.

Imiscuir-se no álcool e em outras deleitáveis drogas traz um conforto sem precedentes a tantas criaturas toscas que vagueiam pelas noites à espreita de minguados e provisórios contatos físicos. Porque convenhamos, agora você tira sarro é do seu smartphone, dos tablets e gadgets afins ávidos de sua plena atenção.

O casal almoçando aos sábados sempre no mesmo restaurante — há alguns anos ungido pelo sagrado exercício do matrimônio, mas sem emitir qualquer som, durante o pretenso momento de lazer, é digno de registro. As conversas, convém elucidar, foram esquecidas no sótão da casa onde moram, junto a utensílios em desuso.

Separação? Nem pensar. Imagine o que os casais amigos, as famílias em comum comentarão do fracasso conjugal? Sorrir é preciso, a qualquer preço — ainda que o esgar desarticulado no rosto sem esperanças resulte de antidepressivos. Transmitir alegria a dois — mais um dentre os indiscutíveis deveres sociais.

“Antes mal acompanhado do que só” —  é a máxima vigente nos mínimos intercâmbios cotidianos. Decidir pela separação assemelha-se para muitos a um ato deplorável. Nada mais lamentável e desolador, resolver quebrar as algemas daquela funesta união.

Poucos são os que fruem de uma solidão próspera, rica de pormenores tão íntimos quanto os discretos recantos da alma. Solidão grávida de inventividade, carisma, originalidade e prazer, por que não?

A solidão fecunda, enraizada nos jardins das legítimas escolhas pessoais gera milagres, encantos, deliciosas  singelezas. Talvez quase ninguém se dê conta disso, nesta “Era do Vazio”, título, aliás, de uma obra do  pesquisador Gilles Lipovetsky,  centrada no  hipernarcisismo e individualismo contemporâneos.

Sentir-se solitário, entretanto, faz-se acompanhar de muletas de toda espécie. Drogas, sexo indistinto e em profusão, gula gigantesca, fala interminável, saídas compulsivas para programas em todos os lugares, apenas com o intuito de se livrar da própria tenebrosa e asfixiante companhia.

Os eremitas, anacoretas, monges silentes deslizando por mosteiros enormes soam incompreensíveis às regras de bem-viver coletivo, delineadas pelas instituições, família, escola, igreja, antes mesmo de nascermos.

A solidão para muitos significa exílio e prisão. Sem entender que estes  raros e consentidos encontros devem ser  brindados especialmente  Com um champanhe dos deuses, sorvido prazerosamente em taças do mais puro cristal francês.

Título tomado de empréstimo de Mauro Santayama. Ilustração: Mary Jane Ansell.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Perfeição Não Existe!

Por Allan Watts
"(...) Para o Taoísmo, tudo o que está absolutamente tranquilo ou absolutamente perfeito está completamente morto, pois o que não tem mais a possibilidade de crescimento e de mudança não pode ser o Tao.
Na realidade, nada há no universo que seja inteiramente perfeito ou completamente tranquilo; só na mente dos homens é que esses conceitos nasceram, e são exatamente esses conceitos que, de acordo com o taoísmo, constituem a raiz da miséria humana.
Pois o homem se apega às coisas na vã esperança de que elas possam permanecer imóveis e perfeitas; ele não se reconcilia com o fato da mudança; ele não deixa o Tao seguir o seu curso.
Assim, Lao Tzu e seu grande expoente Chuang Tzu ensinaram que a mais elevada forma do homem é a do que se adapta e mantém o passo com o movimento do Tao.
Somente esse homem poderá achar a paz, pois o fato de o homem notar e lamentar a mudança mostra que ele próprio não está se movendo com o ritmo da vida.
O movimento só é notado em relação a algo que esteja relativamente tranquilo, mas essa é uma falsa tranquilidade, pois cria atrito com o que está em movimento.
Se o homem acertar o passo com o Tao, encontrará a verdadeira tranquilidade, pois então estará se movendo com a vida e não haverá o atrito.
Essa doutrina pode degenerar facilmente num mero laissez-faire, e, assim, o taoísmo eventualmente se tornará um simples fatalismo, ao passo que o ensinamento original está muito longe disso. Pois, conjugado com a doutrina do Tao, está o ensinamento do wu-wei, o segredo de dominar as circunstâncias sem nos envolvermos com elas.
Wu-wei tem sido traduzido por muitos eruditos ocidentais como não-ação e num adulterado taoísmo recebeu o mesmo significado. Atualmente, é o princípio subjacente do jiu-jitsu – uma forma muito bem-sucedida para dominar o oponente numa luta -, o princípio de lidar com uma força que se opõe a nós de tal maneira que ela seja incapaz de nos fazer mal, e, ao mesmo tempo, mudando a sua direção, empurrando-a por trás em vez de tentar resistir a ela frontalmente.
Assim, um mestre perito da vida nunca se opõe às coisas; nunca tenta mudar as coisas tentando se afirmar contra elas; ele cede à sua plena força, ou a impele ligeiramente para fora da sua linha direta, ou então move-a na direção oposta sem nunca opor-se diretamente a ela. Isso quer dizer que ele trata as coisas de forma positiva; provoca-lhes a mudança ao aceitá-las, ele as aceita confiantemente, nunca com uma negativa brusca.
Talvez wu-wei possa ser mais bem compreendido pelo seu contraste com o seu oposto, yu-wei. O caráter para yu compõe-se de dois símbolos - mão e lua -, significando, assim, a ideia de capturar a lua como se ela pudesse ser capturada. Mas a lua impede qualquer tentativa de submissão e nunca fica parada no céu; além do mais, nenhuma circunstância pode impedir suas mudanças, apesar de tentarmos segurá-la conscientemente.
Portanto, enquanto yu significa tentar captar o que é ilusório (e a vida como o Tao são essencialmente ilusórios), wu não é somente "não segurar", mas também É aceitação positiva da ilusão e da mudança.
Assim, a mais elevada forma do homem transforma-se num vácuo, de forma que todas as coisas são atraídas por ele; ele aceita tudo, até que, ao incluir todas as coisas, torna-se o seu mestre. Trata-se, portanto, do princípio de controlar as coisas entrando em harmonia com elas, do lomínio através da adaptação."

(Allan Watts – O Espírito do Zen - Coleção L&PM Pocket, 2008)

domingo, 5 de janeiro de 2014

Conselhos Realmente Úteis que Ninguém Dá

Que o mundo não é colorido, acho que você sabe. Mas que as pessoas gostam de enfeitar, ahhh.. isso gostam, poucas as pessoas que sabem como dizer as verdades quando realmente precisamos ouvi-las.

#1
Pessoas que ferram qualquer um, vão mais que provavelmente pisar na sua cabeça pra ferrar qualquer um. Afaste-as da sua vida.

#2
Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E as ignore.

#3
As coisas mais bonitas da vida são inúteis.

#4
Não force seus amigos para as suas coisas… Deixe que eles busquem e gostem se quiserem.

#5
Ninguém se importa com as duas semanas que você “viveu” na America/Europa/Asia… Pare de ficar se gabando.

#6
Filmes pornô e Disney, são responsáveis pelos seres humanos mais frustrados que conheço.

#7
Ser bem sucedido tem significado diferente para cada pessoa. Respeite isso.

#8
As vezes, foda-se (vai se foder) é a melhor resposta. Mas não sempre… infelizmente.

#9
Está tudo bem em relação a mudar sua opinião sobre pessoas ou coisas da sua vida… Apenas tente manter a coerência.

#10
Não espalhe sua raiva pela internet, é idiota e todos vão poder dizer que você faz isso porque tem um pinto pequeno.

#11
Sempre use uma peça íntima bacana, você nunca sabe quando pode tirar a sorte grande ou precisar de um médico.

#12
Não reclame da sua vida porque não tem um carro, ou a casa que gostaria… não ter sorte significa outra coisa.

#13
Fato: Grande empresas vão sugar seu sangue e alma… Tente evita-las.

#14
É bom ter grandes esperanças e expectativas, mas mantenha-as de forma lógica.

#15
Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.

#16
Você não pode se livrar dos seus medos… Mas pode aprender a viver com eles.

#17
Boa imaginação é sinal de inteligência.

#18
Não confie em pessoas que não confiam em ninguém.

#19
Culpa é um sentimento inútil.

#20
Você não precisa da permissão de ninguém para fazer o que acha que é o melhor para você.

#21
A realidade é superestimada.

#22
Algumas vezes, desistir é a decisão mais corajosa.

#23
Refletir demais pode te levar a conclusões equivocadas.

#24
Ninguém vai conceder seus desejos, o melhor é você mesmo fazer eles acontecerem.

#25
Sua pior suspeita está correta… Todo mundo menos você está transando agora.

#26
Pessoas que sempre falam a verdade, independente de quão dolorida for, são babacas. Fim da história.

#27
Ser Indiferente mas com educação, é sexy.

#28
Faça como se não houvesse chances de errar.

#29
Ingenuidade pode ser perigosa.

#30
Ninguém fica realmente mantendo o controle de quantas vezes você errou… então relaxa porra.

#31
Quando a maioria dos bares da cidade estão mais limpos que a sua casa, é hora de fazer uma limpeza… ou de ir para os bares.

#32
Sempre vai ter alguém mais bonito e feio que você. Aceite isso e viva…

#33
Pensar muito sobre um problema, não vai necessariamente torna-lo mais fácil de resolver.

#34
Aceite o fato que vai errar um pouco tentando fazer algo novo, então vai ser muito mais fácil.

#35
Sempre tem um modo melhor de expressar a sua opinião.

#36
Apressar-se nunca é uma boa ideia

#37
“Oi”é a palavra mais poderosa contra solidão

#38
Pessoas que tentam bravamente parecer duronas, muitas vezes são as que mais precisa de afeto.

#39
Cerque-se de coisas e pessoas que te inspiram.

#40
Coisas são somente coisas. Não se apegue a elas.

#41
Se você sempre tenta parecer inteligente, vai acabar parecendo estúpido.

#42
Encontre alguém que consiga rir com você sobre tudo e o resto vai ficar bem.

#43
Devagar é o novo rápido. E incrível também.

#44
Ser normal é provavelmente a coisas mais fraca que você pode tentar (ser).

#45
Coisas que são difíceis de falar, são normalmente as mais importantes.

#46
Se desafie um pouco todos os dias.

#47
Qualidade ganha da quantidade.

#48
Não é uma coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas.

#49
Moda e tendência são bobagens. Não deixe-as te enganar.

#50
Confie nos seus instintos.

#51
Não se leve tão a sério

#52
Nenhuma marca é sua amiga.

#53
Os problemas da sua família não são os seus.

#54
Esteja aberto a coisas novas.

#55
Não esconda nada e então não terá nada a esconder.

#56
Pessoas que só te ligam quando precisam de alguma coisa, não são seus amigos.

#57
Dormir é a coisas mais saudável que se pode fazer sem fazer nada.

#58
Ninguém ouve os barulhentos.

#59
Sempre seja você mesmo, a não ser que seja um idiota arrogante.

#60
Diversão é um conceito relativo.

#61Seu salário não determina o quanto você é bom como pessoa.

#62
Você não precisa participar da sacanagem de ninguém.

#63
Algumas vezes ser preguiçoso é bom para você.

#64
Reclamar não resolve nada.

#65
Mulheres tem tanto tesão quanto os homens. Elas só escondem a paudurecência melhor.

#66
Você não é especialmente preguiçoso… é apenas um mamífero.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Bashô

"Bucchô, do mosteiro de Komponji, um monge de amplas leituras e profundas luzes, tornou-se o professor de Bashô.
Indo ao Templo de Chokeiji, em Fukagawa, perto de Edo, um dia, ele visitou o poeta, acompanhado por um homem chamado Rokusô Gohei.
Este, ao entrar no quintal da choça de Bashô, gritou:
— Como vai a Lei de Buda neste jardim quieto com suas árvores e ervas?
Bashô respondeu:
— Folhas grandes são grandes, folhas pequenas são folhas pequenas.
Bucchô, então, aparecendo, disse:
— De uns tempos pra cá, qual tem sido o seu empenho?
Bashô:
— A chuva em cima, a grama verde está fresca.
Então, Bucchô perguntou:
— O que é que era esta Lei de Buda, antes que a grama verde começasse a crescer?
Nesse momento, ouvindo o som de um sapo que pulava na água, Bashô exclamou:
— O som do sapo saltando na água.
Bucchô ficou cheio de admiração a esta resposta, considerando-a uma evidência do estado de iluminação atingido por Bashô."


Retirado de Matsuó Bashô - A Lágrima do Peixe" de Paulo Leminski, 104 páginas. Editora Brasiliense - Coleção Encanto Radical (vol.40) - Ano: 1983.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sobre a Beleza (O Profeta de Khalil Gibran)

E UM POETA lhe disse, “nos fale da Beleza”.
E ele respondeu:
“Onde deverão buscar a beleza, e como a poderão encontrar, a menos que ela mesma seja o seu caminho e o seu guia?
E como poderão falar acerca dela, a menos que ela mesma seja a tecelã de suas palavras?

Os feridos e os ofendidos dizem, “A beleza é amável e gentil.
Como uma jovem mãe, um tanto encabulada em sua própria glória, ela caminha entre nós”.
E os apaixonados dizem, “Não, a beleza é uma força terrível e poderosa.
Como uma tempestade, ela sacode a terra abaixo e os céus acima”.

Os cansados e os gastos dizem, “A beleza é um sussurro suave.
Ela nos fala em nosso próprio espírito.
Sua voz cede aos nossos silêncios como uma luz tênue que tremula por temor da sombra”.
Mas os desassossegados dizem, “Nós ouvimos os seus gritos ecoando pelas montanhas,
E com eles vinham o som dos cascos dos cavalos, o bater das asas das aves e o rugido dos leões”.

À noite, os guardas da cidade dizem, “A beleza surgirá do leste com a alvorada”.
E ao meio-dia, os trabalhadores e os caminhantes dizem, “Nós a temos visto se inclinando sobre a terra, das janelas do poente”.

No inverno, os que estão presos na neve dizem, “Ela chegará junto com a primavera, pulando sobre as colinas”.
E no calor do verão os que fazem a colheita dizem, “Nós a vimos dançar com as folhas do outono, e havia flocos de neve entre seus cabelos”.

Todas essas coisas vocês disseram da beleza.
Mas na realidade não falaram dela, e sim de seus desejos não satisfeitos.
E a beleza não é um desejo, mas um êxtase.
Não é uma boca sedenta ou uma mão vazia estendida,
Mas, antes, um coração inflamado e uma alma encantada.
Ela não é a imagem que gostariam de ver nem a canção que desejam ouvir,
Mas, antes, a imagem que contemplam com os olhos fechados e a canção que ouvem com os ouvidos tapados.
Não é a seiva por baixo da casca enrugada, nem uma asa atada a uma garra,
Mas, antes, um pomar sempre florescendo e uma revoada eterna de anjos.

Povo de Orphalese, a beleza é a Vida quando a Vida desvela sua face sagrada.
Mas vocês são a Vida, e também o seu véu.
A beleza é a eternidade olhando para si mesma num espelho.
Mas vocês são a eternidade, e também o espelho.”

Trecho selecionado de “O Profeta”, a obra prima de Gibran Khalil Gibran, traduzida do original em inglês por Rafael Arrais.