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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"La Befana Vien di Notte con le Scarpe Tutte Rote"

Por FiChagas
Neste 6 de janeiro, comemora-se o Dia de Reis. De certa forma, devemos aos Três Reis Magos a tradição cristã de trocar presentes no Natal. Segundo à tradição, hoje é dia de desmontar toda a decoração natlaina, inclusive a árvore.

Em outros países, o dia de hoje carrega outras lendas. As crianças italianas, por exemplo, penduram suas meias e costumam deixar um copo de vinho e uma tangerina para a Befana, um personagem místico que, na noite de 5 e 6 de janeiro, montada em uma vassoura coloca doces nas meias das crianças que se comportaram bem e para quem aprontou ela deixa um carvão. Ela passa pelos telhados e entra nas chaminés para encher as meias penduradas pelas crianças, não sem antes comer a refeição gentilmente deixada e dar uma varrida na bagunça que fez. É dito que ela não gosta de ser vista e dá uma vassourada na cabeça daqueles que tentam encontrá-la (uma forma de manter as crianças na cama enquanto seus pais enchem as meias).

Alguém aí lembrou do Papai Noel?

Segundo uma história popular, os Reis magos dirigiam-se a Belém para levar os presentes à Jesus, mas não conseguiam encontrar o caminho. Na estrada encontram uma velhinha e pediram informações para ela. Mesmo sem saber, a velhinha - considerada e melhor dona de casa e anfitriã da regiã - ofereceu abrigo Agradecidos pela ajuda, os Reis convidaram a senhora para acompanhá-los, mas ela decidiu não ir por causa de seus afazeres. Arrependida, preparou um cesto de doces e foi procurar os Reis e o menino Jesus, mas não os encontrou. Na esperança de encontrar o pequeno Jesus, foi distribuindo doces em todas as casas onde encontrava uma criança. Desde então, gira o mundo dando presentes para as crianças.

Existe uma lenda cristã um pouco diferente. Befana seria uma mulher comum que teria enlouquecido ao perder sua amada criança. Ao saber do nascimento de Jesus, resolveu ir atrás dele achando que seria seu filho morto. Ela conseguiu encontrar Jesus e o presenteou. O piedoso menino se encantou pelos presentes, a curou de sua loucura e a nomeou mãe de todas as crianças na Itália.

Sua representação é fixa: uma senhora idosa usando saias escuras e largas, um avental com bolsos, um xale, um lenço ou um chapéu na cabeça, um par de chinelos usados, todos bem estampados. Sempre carrega um saco recheado de brinquedos, chocolates e outros doces, mas no fundo tem uma boa dose de cinzas e carvão.

A palavra "Befana" deriva do grego "epifania" que quer dizer aparições, manifestações. Em Roma, o ponto de encontro das crianças é a Piazza Navona, onde é possível comprar uma uma meia cheia de doces chamada befana. Estudiosos crêem que possa ser uma sincretização da deusa romana Strenea.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Oração Cherokee

Eu caminho para dentro e para fora de muitos mundos".
Em minha mente, há muitas moradas.
Cada uma destas, criamos nós mesmos:
A morada da raiva,
A morada do desespero,
A morada da auto-piedade,
A morada da indiferença,
A morada do negativo,
A morada do positivo,
A morada da esperança,
A morada da alegria,
A morada da paz, a morada do entusiasmo,
A morada da cooperação,
A morada da doação.
Cada uma dessas moradas visitamos todos os dias.
Podemos permanecer em cada uma delas o tempo que quisermos.
Podemos abandonar cada uma dessas moradas mentais no momento que desejarmos.
Nós criamos a casa, nós ficamos na casa, nós saímos da casa quando bem quisermos. Podemos criar novos aposentos, novas casas.
Quando entramos nestas moradas elas tornam-se nosso mundo até que a deixemos por outra.
Grande Espírito, ninguém pode determinar a morada que devo escolher entrar.
Ninguém tem o poder para isso, a não ser eu mesmo.
Permita-me que hoje eu escolha sabiamente.''

(Joy Harjo - Cherokee)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sobre a Encruzilhada


Por Marcelo Deldebbio
Trecho extraído do livro: “A Magia das Oferendas na Umbanda” – autoria: Pai Juruá

Oferenda: Objeto ou coisa qualquer que se oferece: presente; dádiva – Diz-se na Umbanda, que oferenda é um presente para captar apenas vibrações, ou melhor, para harmonizar vibrações.

Despacho: Ato ou efeito de despachar (dispensar os serviços de; mandar embora; despedir).

Muitos acreditam ser a encruzilhada de Guardiões estas de rua ou de cemitério. Mas a verdadeira “Encruza” está no campo astral e não no campo físico (pedimos aos leitores estudarem o assunto: Linhas de Ley; aí, encontrarão muitas respostas para a questão “encruzilhada”).

@MDD – Meditem sobre o fato de praticamente todos os Templos Antigos estarem localizados sobre os cruzamentos das Linhas de Ley, e sobre a posição do Guardião Energético do Templo, que dá a permissão para se iniciar os trabalhos (na Maçonaria: Primeiro Vigilante, por exemplo).

Os Guardiões somente realizam “despachos” em encruzilhadas de rua e de cemitério, desde que sejam para fins específicos, quando à necessidade de manipular energias humanas que se entrecruzam. Fora disso, as encruzilhadas de rua e de cemitério não são os pontos de força dos Guardiões.

Aquilo que rege o Macrocosmo também rege o Microcosmo, pois existe apenas uma Lei que comanda os mundos, adaptada conforme a forma de vida que esteja debaixo de sua ação e reação. As leis que ordenam e coordenam os astros, a natureza e os elementos são as mesmas leis que coordenam a biologia e a física do ser humano, exatamente por ser este influenciado pelo meio e pelas regras matemáticas dos astros e das potestades.

E a Lei que dá formação e ajuste à matéria e que faculta, inclusive, o próprio modo de ser da movimentação Cármica, a Lei Mater aplicada a movimentação dos elementos, é sintetizada na Encruzilhada dos Guardiões, ou na Roda Cabalística da Encruzilhada.

Sabemos que muitos irmãos realizam seus trabalhos ritualísticos nas chamadas encruzilhadas de rua ou cemitério. Achamos por bem alertar que encruzilhadas de rua e de cemitério são locais onde existem determinadas portas dimensionais que se ligam diretamente às covas mais profundas do Baixo Astral. São as chamadas “Portas Cruzadas” e os trabalhos feitos nestes locais, tem aceite somente por entidades que nada tem a ver com os verdadeiros Guardiões, ou são efetuados por ordens dos Guardiões de Lei, quando da manipulação energética necessária.

Nas encruzilhadas de rua e de cemitério habitam os seres mais estranhos e terríveis, verdadeiros monstros, que alteraram a forma de seu corpo astral (Zoantropia), devido a sua própria conduta mental e emocional. Adulteraram completamente seus sentidos e seus objetivos na caminhada evolutiva, sendo seres viciados, dementados e na sua maioria perversos, coléricos e vingativos. Estes são os famigerados quiumbas, seres que habitam a contraparte astral de locais como prostíbulos, matadouros, casas de jogos, cemitérios, bares e mesmo churrascarias, pois são loucos por sangue, morte, bebida e vícios, os mais variados.

E são eles que recebem nas encruzilhadas de rua e de cemitério as oferendas feitas com sangue, animais mortos, ossos e todos os tipos de materiais de baixa vibratória.

Estes seres se agregam na aura dos infelizes que realizam tais práticas, como se realmente os vampirizassem, fomentando-os a realizarem sempre tais oferendas sangrentas no intuito de alimentá-los vibratoriamente. Muitos destes são acompanhados por outros seres que são chamados de “larvas astrais”. Estas são formas pensamentos viciadas, que possuem a forma de baratas ou de algo semelhante a lagostas, polvos, lombrigas, etc. Tais coisas se agregam à vítima e funcionam como um sensor que a liga ao quiumba, mesmo à distância.

Estas larvas trazem realmente muitas doenças, tanto mentais como físicas fazendo com que a vítima se sinta, na maior parte das vezes desanimada e sem força de vontade, só se recuperando quando estão em qualquer prática viciosa.

Esses quiumbas são combatidos pelos Guardiões de Lei da Umbanda, que exercem verdadeiro policiamento nas zonas onde existem o tóxico, o álcool, a prostituição e coisas piores. Os Guardiões os policiam para não utilizarem a contraparte etérica de elementos como o sangue, ossos, etc., por exemplo, para fins de contundência.

Na verdade, estes quiumbas são igualmente nossos irmãos, estando apenas caídos na rota evolutiva, desviados que foram por outros seres sumamente poderosos, embora intencionalmente voltados para o mal; os magos negros.

Quando os Guardiões aprisionam estes quiumbas, os levam a determinados postos corretivos no astral, onde ficarão recebendo um tratamento que lhes facultará a retomada de sua linha evolutiva afim e o possível reencarne. Dissemos possível pelo fato de muitos deles não terem condições vibratórias de reencarnarem, pois que seus corpos astrais se encontram em terrível desajuste e mesmo suas mentes estão em tal estado de revolta e ódio que seria prejudicial a si e as outras pessoas o passe reencarnatório.

Mas perguntará o leitor: já não encarnam tantos assassinos, facínoras e corruptos? Como estes conseguem o tal passe? E responderemos que estes se encontram nesta condição por já estarem extremamente melhorados e que as coisas no submundo astral são bem piores.

Determinados assassinos que reencarnam (ou mais exatamente são como que “jogados” na roda da encarnação para reajustar-se com seus afins. Só o mal corrige o mal) já foram e vieram muitas e muitas vezes, sendo que o seu livre arbítrio se torna cada vez menor enquanto não corrigirem as suas ações.

Para muitos o passe da reencarnação é vedado e são estes – os mais perigosos – aprisionados em sua consciência como se fossem certas formas ovóides, em estágio estacionário. Mas este é um aspecto dos mais terríveis e perturbadores e que deixaremos de citá-lo de forma mais aprofundada para não causar traumas ao inconsciente de muitos…

É bom frisarmos que a Umbanda não doutrina o maniqueísmo, ou a dicotomia BEM/MAL como se Deus fosse um déspota que se deleitasse em ver seus filhos sofrendo num inferno eterno. A única coisa eterna é o bem, o Amor Cósmico; sendo o mal uma distorção destas realidades e um artifício utilizado pelo Criador, a fim de sabermos diferenciar o bem do mal. O inferno está na consciência de cada um, sendo esta direcionada e escalonada de acordo com as atitudes que se realizem durante as encarnações. Pois a verdade é uma só: podemos enganar aos outros, mas jamais enganaremos a nós mesmos, que somos testemunhas de nossos próprios atos, ninguém escapa do passado e os erros são contados e pesados não somente pelos Tribunais Cármicos, mas muito principalmente pela nossa própria consciência, pois quem já sentiu dentro de si uma fagulha que seja da Verdade e do Amor das Almas, sabe o quanto pesa as atitudes passadas e os atos infelizes realizados contra a natureza e os semelhantes.

E o que acontece com aqueles que não se questionam sobre seus atos?

Estes, quando seu Karma se torna impraticável, repleto de ações negativas são direcionados a seus afins, para determinados planetas menos evoluídos ou mais primitivos que o nosso. Como? Se em nosso mundo que é uma casa abençoada necessitamos ainda pagarmos para nos alimentar, (o que já é resultado de excessivas ganâncias do passado…) embora não paguemos pela luz, ou pelo ar, existem mundos onde estas coisas são pagas, pois que estes seres formaram tal condição negativa sobre si que seus próprios atos os forçaram a construir uma sociedade afim a suas experiências passadas.

Achamos importante, para esclarecer os irmãos umbandistas, repetir que fazer entregas em encruzilhadas de rua ou de cemitério é atividade perigosíssima, principalmente quando estas entregas levam elementos animais ou mesmo materiais densamente negativos. Repetimos que a Umbanda não usa matar animais em hipótese alguma, seja para louvar Orixás ou para resolver qualquer desmando com o baixo astral. A Umbanda também não usa colocar sangue na cabeça de seus iniciados.

Acreditamos – pois temos certeza – de que o sangue atrai esta classe de espíritos do quais falamos. Os irmãos dos Cultos de Nação muitas vezes questionam a nós Umbandistas sobre o uso do sangue, alegando que este é Axé e que a sua utilização revitaliza todo o sistema magístico de um ritual; mas isto não faz parte da ritualística/doutrina da Umbanda Sagrada. Cada coisa no seu lugar, e cada liturgia na sua religião.

Nós também cremos que o sangue é Axé, mas este só realiza sua função de Princípio e Poder de Realização quando no animal vivo. Matar um animal ou vários e entregá-los no seio da Natureza é uma violação e uma afronta a esta mesma natureza, pois as vibrações expressas em oferendas deste tipo agridem aos espíritos elementares que atuam nas matas e nas cachoeiras, espíritos estes que estão aprendendo e se adaptando às realidades que os aguardam e são agredidos com estas vibrações negativas.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Brigitte Monfort: A Rainha dos Livros de Bolso


Sou um leitor compulsivo. Acho que já disse isso aqui nesse espaço algumas vezes. Entre as muitas coisas que li ao longo da vida não poderia deixar de estar os famosos Livros de Bolso (os de Faroeste também eram chamados de "Estefânia"). Entre esses estavam os livrinhos do Perry Rhodan (que não li muitos) e os da Séire ZZ7 de espionagem, um sucesso de vendas e clássico das bancas de jornais dos anos 70 onde havia a personagem que é homenageada no post abaixo. 

***


“Vinte e oito anos, cabelos negros, olhos azuis, pele dourada pelo sol dos cinco continentes e incompará­vel beleza, eis fisicamente a filha de "Giselle, a espiã nua que abalou Paris", conhecida no mundo da espionagem internacional,como a agente "Baby" da CIA.

Sua cultura se estende desde a história das civilizações antigas à mais moderna eletrônica. Seus conhecimentos lingüísticos asseguram-lhe o perfeito domínio de um punhado de idiomas. Nos múltiplos e intrincados assuntos em que intervém, está constantemente dando prova de uma inteligência excepcional.
Utiliza qualquer arma com perícia inexcedível, desde a pistolinha de coronha de madrepérola, presa à sua coxa esquerda por tiras de esparadrapo cor-de-rosa, até os mais complicados artefatos bélicos. É exímia em toda espécie de luta, do catch ao judô, do caratê à capoeira brasileira, pilota qualquer barco, avião ou helicóptero, é excelente mergulhadora e arrojada pára-quedista.
Em sua famosa maletinha vermelha adornada de flores azuis, inseparável companheira, leva uma parafernália eficacíssima: narcóticos, venenos, explosivos, lâminas, camufladas, fios de arame para estrangulamento, rádios de bolso, emissoras de ondas para localização de inimigos etc., tudo isto sob a inocente aparência de artigos de toilette.
Elegantíssima, gosta de exibir os últimos modelos parisienses, as peles caras de vison e chinchila. Sua bebida predileta é champanha "Perignon", safra de 1955, que aprecia bem gelado e com uma cereja no fundo da taça.”
(Brigitte Montfort pelas palavras de Lou Carrigan)

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Por José Antônio (Jam)
Hoje resolvi homenagear uma mulher que povoou os sonhos e desejos de muitos adolescentes dos anos 60 e 70; inclusive os meus. O que você faria se qualquer dia desses, num encontro casual, “topasse” com uma morena de olhos azuis, pele dourada, cabelos compridos, negros, corpo escultural e aparentando ter pouco mais de 27 anos? Já pensou? Pois é, eu cansei de me encontrar com essa beldade, quase todos os dias, nas páginas de um livro de bolso da coleção ZZ7, da Editora Monterrey. Estou me referindo a estonteante Brigitte Montford, codinome “Baby”, espiã da CIA e apesar da pouca idade, considerada a agente secreta mais perigosa do mundo. Ela é perita no manejo de vários tipos de armas, desde as mais simples, incluindo sua pequena pistola com cabo de madrepérola que traz amarrada na coxa com uma fita, até o mais bélico dos armamentos; fala fluentemente vários idiomas; é especialista no combate corpo a corpo dominando várias técnicas de luta, desde o karatê até a capoeira; além de pilotar qualquer tipo de aeronave.

A famosa personagem – carro chefe de vendas da Editora Monterrey – foi criada pelo escritor espanhol Antonio Vera Ramirez que optou por assinar as suas histórias com o pseudônimo de Lou Carrigan. Lembro-me que na minha adolescência, o meu irmão comprava uma batelada de livros de bolso da Monterrey (que estavam em moda naquela época), desde faroeste até espionagem. Mas o que mais me interessava era a criação de Lou Carrigan, ou seja, a sedutora Brigitte Montford.

Cara! Pode acreditar, eu era obrigado a ler alguns desses livros escondido ou então com a mão na frente da capa para que os meus pais não vissem. Naquela época comprar uma revista Playboy era uma “Missão Impossível”, por causa do preço e também pela dificuldade em encontrar o produto. Dessa maneira, nossos pais pensavam que estávamos “contrabandeando” uma versão genérica da Playboy por causa de algumas capas picantes onde “Baby” aparecia quase nua. Mas na realidade, não tinha nada a ver porque  não se tratavam de histórias pornográficas, mas sim da mais pura espionagem.
E já que toquei no assunto capa; ok, vou dar uma pincelada no tema. As capas das histórias de Brigitte Monfort eram produzidas por um dos maiores ilustradores brasileiros do século XX: José Luiz Benício.

Com certeza se não fossem os traços de Benício; o texto de Lou Carrigan não despertaria tanto interesse. As capas das edições eram mais viciantes do que Coca-Cola! A partir do momento que eu batia os olhos na figura  da espiã da CIA estampada na capa do livro de bolso, não tinha jeito! A cada página lida, imaginava aquele “ser estonteante” correndo, lutando, enfrentando perigos e... amando. Era engraçado porque tinha o hábito de ler três ou quatro páginas e depois dar uma olhadinha na capa, e assim ia repetindo esse ritual até o término da leitura. Por aí já dá para imaginar o poder que as ilustrações criadas por Benício tinha sobre nós, pequenos leitores daquela época.
A Editora Monterrey chegou a publicar 500 exemplares da série ZZ7 tendo à frente a espiã “Baby”. Os livros fizeram tanto sucesso nos anos 60 e 70 que tiveram uma reedição.

Uma pergunta comum feita pelos muitos fás de Brigitte Montfort é como nasceu a famosa espiã. Pois bem, a origem de “Baby” remonta o final dos anos 40, quando o jornalista e compositor brasileiro, David Nasser criou a personagem “Giselle – A Espiã Nua que Abalou Paris”. Nasser começou a escrever as histórias de Giselle para o jornal carioca Diário da Noite que vinha enfrentando uma séria crise financeira correndo o risco de encerrar as suas atividades. Giselle imediatamente caiu no gosto popular e devido ao sucesso de suas histórias, o Diário da Noite acabou afastando o fantasma do fechamento.

Reza a lenda que apesar da popularidade de “Giselle – A Espiã Nua que Abalou Paris”, Nasser ainda não tinha recebido nenhum dinheiro pela sua criação, estando com o seu salário atrasado há muito tempo. Foi então que ele teve uma idéia original para receber o lhe era de direito: assassinar a sua personagem, encerrando assim a história. Nasser teria feito essa ameaça ao dono do jornal, dizendo que se não recebesse, os nazistas iriam matar Giselle fuzilada. A ameaça surtiu o efeito esperado e o escritor recebeu na hora os seus vencimentos em atraso, mas com uma condição: a de que ele não ceifasse a vida da heroína. Depois do sucesso no jornal, as histórias da “Espiã Nua que Abalou Paris” passaram a ser publicadas em livros de bolso, no começo dos anos 50, repetindo o sucesso do jornal Diário da Noite.

Ao contrário de Brigitte Montfort, Giselle não empunhava armas para conseguir o seu intento. Ela usava o seu belo corpo para roubar informações dos alemães que poderiam ser muito importantes para o chamado bloco da Resistência. Giselle ia para a cama com os mais perigosos líderes nazistas e, muitas vezes, tinha de suportar taras e perversões horríveis, colocando a sua vida em risco a cada capítulo, tudo com o objetivo de conseguir preciosas informações. Por várias vezes, ela esteve perto de ser descoberta e fuzilada, mas sempre acabava sendo salva, de última hora, por algum oficial da Gestapo que tinha sucumbido, no passado, aos seus dotes físicos.

A criação de David Nasser fez tanto sucesso que a Editora Monterrey acabou comprando os direitos da personagem e relançando os seus livros em 1964. E novamente, Giselle estouraria em vendagens, enchendo os cofres da Monterrey. Nesta época, o gênio brasileiro das ilustrações, José Luiz Benício, já emprestava o seu talento para as capas da “Espiã Nua que Abalou Paris”.

Percebendo o sucesso de vendas da espiã que tinha como “carma” ir para a cama com os nazistas e sofrer em suas mãos, os editores da Monterrey decidiram lançar uma nova série tendo como personagem principal nada mais nada menos do que a filha de Giselle. Para escrever o enredo das tramas foi convidado o desconhecido escritor espanhol, Antônio Vera Ramirez, que por sua vez, adotou o pseudônimo de Lou Carrigan. Nascia assim, Brigitte Montfort, a espiã que se tornaria um verdadeiro ícone da cultura pop dos anos 70. A “veia” central do enredo era bem simples: ao descobrir que a mãe era uma espiã à serviço do mundo livre, “Baby” passaria também a seguir o seu exemplo, ingressando na CIA e se tornando a sua agente mais famosa e letal.

Pelo o que eu pesquisei na net, a Editora Monterrey chegou a publicar cerca de 500 livros da série ZZ7 tendo Brigitte Montford como protagonista. E tudo indica que novamente encheu os bolsos com a grana oriunda das vendagens. Mas acredito que os homens da Monterrey não foram tão bons administradores, pois a editora simplesmente desapareceu do mapa.

Pêra aí pessoal! Calma! Não precisam ficar nervosos porque mesmo com a editora fora do mapa, vocês poderão encontrar os livros Pockets de “Baby” e também de sua mãe Giselle em vários sebos e por preços módicos.

Para encerrar esse post eu só queria entender algo. Como uma série de livros que tinham uma tiragem fenomenal e uma personagem que se tornou, na época, um ícone da nossa cultura pop, caiu quase que no esquecimento total? Fato mais estranho ainda diz respeito a grande massa de leitores de Brigitte Montfort que optaram por ficar na clandestinidade.

Ah! Em tempo! Só a título de registro, quero lembrar que a imagem da personagem Brigitte Montfort que ilustrou as capas de seus livros foi inspirada em uma modelo brasileira chamada Maria de Fátima Lins.



Imagens e textos retirados de:

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Por que os Dias da Semana tem "Feira" no Nome


O "Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso". O termo teria começado a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga.

Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar.

No início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses.

Outra curiosidade é que desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias.

A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias. As informações são da Revista Mundo Estranho.

Retirado de: