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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Muiraquitã

Muiraquitã (do tupi mbïraki'tã, "nó das árvores", nó das madeiras", de muyrá ou mbyra, "árvore", "pau", "madeira" e quitã, "nó", "verruga", "objeto de forma arredondada"), para os índios brasileiros do Baixo Amazonas, é um artefato talhado em pedra (na maior parte das vezes feito a partir do jade, pela cor esverdeada) ou madeira, representando pessoas ou animais (uma rã, peixe, tartaruga, por exemplo), ao qual são atribuídas as qualidades sobrenaturais de amuleto, sendo presenteado aos visitantes. Também é conhecido pelos nomes de pedra-das-amazonas e pedra-verde.

O artefato possui formas variadas: cilíndricas, antropomórficas e zoomórficas, sendo os mais afamados os de cor verde (jade) e de forma batraquiana (sapo).




Mas o Muiraquitã também pode ser encontrado em cores de azeitona, leitosa ou escura, dependendo do material empregado em sua confecção, todos com atributos mágicos e terapêuticos, atraindo sorte a seus detentores e curando doenças pelo uso do talismã.

A fama e o exotismo do amuleto o tornaram cobiçados desde os primórdios da colonização da Amazônia, nos séculos XVII e XVIII, quando foram encontrados pela primeira vez nas proximidades dos rios Nhamundá e Tapajós.

Segundo lenda antigamente havia uma tribo de mulheres guerreiras, as Icamiabas, que não tinham marido é não deixavam ninguém se aproximar de sua taba. Manejavam o arco e a flecha com uma perícia extraordinária; parece que Iací, a Lua, as protegia.

Uma vez por ano recebiam em sua taba os guerreiros Guacaris, como se fossem seus maridos. Se nascesse uma criança masculina era entregue aos guerreiros para criá-los, se fosse uma menina, elas ficavam com ela.

Naquele dia especial, pouco antes da meia-noite, quando a lua estava quase a pino, dirigiam-se em procissão para o lago, levando nos ombros potes cheios de perfumes que derramavam na água para o banho purificador. À meia-noite mergulhavam no lago e traziam um barro verde, dando formas variadas: de sapo, peixe, tartaruga e outros animais. Mas é a forma de sapo a mais representada por ser a mais original.

Elas davam aos Guacaris, que traziam pendurados em seu pescoço, enfiados numa trança de cabelos das noivas, como um amuleto.

Até hoje acredita-se que o Muiraquitâ traz felicidades a quem o possui, sendo, portanto, considerado como um amuleto de Sorte.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

45 Lições que a Vida me Ensinou

Esse texto me foi gentilmente passado pela professora e grande amiga Elaine Brito e traz uma série de aforismos que eu li e meditei mais de uma vez cada um. Uma lista de ações simples que acredito podem fazer da nossa vida um pouco melhor se praticarmos pelo menos uma por dia.

Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.
"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi. Meu hodômetro passou dos 90 em agosto,  portanto  aqui vai a coluna mais uma vez":


1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir  roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Personalidade por Escrito

Por Edgar Murano
O estilo é uma maneira de se inscrever no mundo, mas também revela o que somos. (...) Um texto se personaliza na medida em que se foca no tema ou objeto em profundidade.

As conquistas de uma técnica pessoal requerem trabalho e insistente revisão, da mesma forma como a construção de uma personalidade exige autoconsciência constante e lapidação do estilo.

No entanto, uma linguagem própria pressupõe saber mover-se com liberdade entre as possibilidades oferecidas pela linguagem coletiva, herdada e usada por todos. Trata-se de uma habilidade que se adquire só com muita leitura e exercícios. Fornecer receitas, quando, a princípio, o que se almeja é a singularidade da expressão, seria artificializar a escrita.

Simular o estilo alheio pode ser um começo para a criação de seu próprio, professava o crítico e poeta Ezra Pound. A ideia de que a construção de uma personalidade escrita seja fruto da percepção de outros estilos também levanta a questão das afinidades estéticas, sobretudo o modo como quem escreve faz a ponte entre a sua subjetividade - o que ele gostaria de ser, os escritores que admira etc. — e a realidade exterior - o que ele é de fato, onde vive, limitações, entre outros fatores "incontornáveis".

O crítico francês Roland Barthes, em O Grau Zero da Escritura, foi pioneiro na proposição de uma distinção entre três níveis de escrita: primeiro a literatura como evolução das formas, depois a língua como meio social garantido a todos e que evolui, e por fim o estilo, esse "quê" do autor enquanto singularidade biográfica ou destino de seu corpo, contra o qual não se pode lutar.

Com essa classificação, Barthes postula que só a "escritura" forneceria historicidade e liberdade suficientes para serem inseridas entre a determinação biográfica e as interações sociais da língua e da literatura. É no espaço exíguo entre a língua coletiva e o uso afetivo que se faz dela que o autor deve instalar-se, evitando a subjetividade caótica interior e as formas "engessadas" da linguagem prescrita pela coletividade.

Cada redator aprendiz pode detectar marcas específicas nos textos com que se depara, no dia a dia. Cada um será resultado do afeto, maior ou menor, investido nas palavras; a maneira mais eficaz como alguém se expressa.

Um texto com personalidade será, assim, aquele que pinça, dentro dos limites concretos que a mensagem lhe impõe, aquilo que soa melhor ao autor e vai sublinhar sua própria personalidade. Classificações, técnicas uniformizadoras e procedimentos de redação, apesar de didáticos, não dão conta da variedade de estilos. Estilos vale dizer, tão complexos quanto o próprio homem.

Os perfis de texto que mais afugentam o leitor segundo a estilística seriam:

O AFETADO
Quer passar a imagem de que está em sintonia com as ideias da moda, daí sobrecarregar o discurso com frases de efeito, mas que o conectem a uma certa identidade ou tendência. Assume o risco de tornar o texto difícil, com termos extravagantes, estrangeirismos cifrados, além de expressões vazias de sentido.

O ARROGANTE
É o texto de quem banca o sabe-tudo. Não importa a eficácia da mensagem, mas a construção de uma imagem de domínio do assunto, qualquer que seja ele. Daí textos ao mesmo tempo prolixos (a transpirar sapiência técnica) e simplificadores (por tratar o leitor como um ser inferior).

O BACHARELESCO
Estilo academicista, diz o simples de modo complicado. Confunde clareza com falta de precisão. Trata tudo com formalidade, mesmo o insignificante e o senso comum. Imagina um leitor informado, e por isso evita ser minucioso demais e adianta conclusões. Mas como o leitor nem sempre é outro acadêmico, deveria esclarecer cada ponto.

O CONFUSO
Texto truncado, sem encadeamento lógico de ideias, revela alguém a ignorar que o modo de apresentar os fatos já é, em si, um argumento. Repetições e raciocínios truncados ocorrem quando, por exemplo, uma observação particular é seguida por uma geral e depois dá lugar a outros aspectos particulares.

O PICARETA
Falso criativo, não entrega o que promete. Trabalha com valores consagrados, criando uma espécie de positivo absoluto, um texto "curinga" repleto de valores inquestionáveis que se adaptam a qualquer tipo de redação, ainda que não digam a que vieram. Sábio o bastante para dizer coisas que significam tudo e nada.

O SUBALTERNO
A linguagem aqui não é só burocrática como vaga, pois não assume compromissos nem responsabilidade, pois teme a hierarquia e as instâncias de poder superior. Evita correr riscos pelo leitor, por isso não o surpreende.

O TÍMIDO
Texto burocrático, cheio de clichês, que mostra falta de familiaridade com outras soluções de escrita: tende a moldar a mensagem a fórmulas conhecidas. O texto trai um redator hesitante, de raciocínio sequencial, pouco criativo, crítico consigo mesmo ao escrever, talvez por ter sido muito reprimido no processo escolar.

O VERBORRÁGICO
Com frases longas, empoladas e enfileiradas, acredita que do contrário seria tomado por simplório. A erudição forçada e a preocupação excessiva com a estruturação das frases traem a fragilidade de conteúdo. A linguagem se torna pouco clara, inclusive a um leitor técnico.

Retirado e adaptado de: Revista Língua Portuguesa, 57, julho de 2010.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Om Mani Padme Hum

Já vi muita gente comprar e usar um anel de prata aberto aonde vem gravado algumas letras em sânscrito. Esse:
Eu tenho um e sempre quando vejo na mão de alguém, não resisto e pergunto sobre o significado das palavras inscritas nele para ver se o portador sabe o que carrega no dedo.

A resposta em 99% dos acasos é: “não sei, comprei por que era bonitinho”, ou “estava na moda” ou “ganhei de presente, meus amigos sabem que gosto de coisas orientais”.

Usar um símbolo ou uma inscrição, qualquer uma, em qualquer língua, sem saber direito o que está impresso é muito perigoso (por causa das energias/influências que atrai sem o conhecimento ou consentimento do usuário) e pode ser vexaminoso, se for como a menina numa universidade brasileira, que estava usando uma camiseta baby look com belas letras japonesas garrafais e foi interpelada por um colega de classe descendente de imigrantes japoneses, que sabia ler kanji, e lhe revelou o que significava os dizeres grafados sobre seu peito em dourado com paetês: “SIRVA-SE”.

No anel em questão há um mantra em sânscrito:

Cuja tradução seria: “Ó joia no coração do lótus” ou ainda “Recebemos a Joia da consciência no coração do Lótus”. (onde o lótus seria uma representação do sahasra chakra, o sétimo, chamado de " Lótus das mil pétalas"  situado no topo da cabeça).

Seu significado literal seria, “Recebemos a joia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa”. É uma metáfora da Iluminação divina a partir dos níveis inferiores onde estão os seres humanos. Aqui mesmo no blog eu já postei um texto de Ramakrishna onde ele fala sobre o lótus:

"O Lótus é uma flor que nasce no lodaçal do fundo dos lagos. Da mesma forma que o homem, ao crescer ele se dirige para a luz. Alguns florescem sem que consigam sair do lodo, outros a poucos centímetros da superfície da água, somente alguns florescem a plena luz do sol. Os homens, como os lótus, também estão em diferentes estágios de evolução. Tal como o lótus o homem não pode ver a luz enquanto não passar além da superfície da ilusão. Alguns homens conseguem superar suas condições de nascimento e florescer, seja no lodo da iniquidade, seja logo abaixo da superfície que antecede a realização de seus sonhos, seja diante da magnificência do universo."
(Ramakrisna)

Encontrei uma explicação sobre a origem e utilização do OM MANI PADME HUM:

“Os mantras são frequentemente, os nomes dos budas, bodhisattvas ou mestres e que os compuseram. Os mantras são investidos com um infalível poder de ação, de forma que a repetição do nome da deidade transmite as qualidades de sua mente.

O nome é idêntico a deidade ou essência da deidade que o compôs e com ele presenteia a humanidade dando a seus irmãos a essência de tudo aquilo que ele atingiu em muitas vidas de esforço e sagrado oficio. Dando o glorioso resultado de seu momentum de sabedoria.

Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do Chenrezig, o bodhisatva da compaixão, conhecido na tradição Mahayana como Avalokitesvara ou ainda como a forma feminina chinesa Kuan Yin.

Diz-se que o bodhisatva da compaixão alcançou tão elevado grau de espiritualidade, como se tivesse subido a mais alta montanha. Destas alturas, estava para partir à planos ainda mais elevados, e distantes da terra, quando ouviu um gemido que vinha do inconsciente coletivo da humanidade. Seu coração encheu-se de compaixão e ele prometeu ficar neste planeta trabalhando e servindo para evolução da humanidade. Este é o juramento bodhisatva.

O mantra OM MANI PADME HUM, chamado de “mani mantra”, pela tradição significa o nome Chenrezig. Contudo, Chenrezig não tem nome, mas ele é designado por alguns para ser melhor compreendido. Estes nomes são a taça para a compaixão, a benção e a força que ele derrama. Portanto o mantra seria apenas um dos nomes de Chenrezig, MANI PADME, colocado entre as duas silabas sagradas OM e HUM.

Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos. É chamado de o “mantra da compaixão”. Cada uma das sílabas seria responsável por purificar um aspecto negativo das emoções, em cada um de nós.

A intenção é a alcançar determinadas virtudes em função do mantra. Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do bodhisatva da compaixão.”


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Palavras de Sabedoria

“Diz uma lenda, que depois de haver criado a raça humana, os deuses propuseram uma ampla discussão para determinar ande esconderiam as respostas para as questões fundamentais da vida. O objetivo era motivar o homem a encontra-las. O primeiro Deus sugeriu:
- Podemos escondê-las no topo de uma montanha, os homens jamais pensarão em procura-las tão alto.
- Não disseram os outros - Eles logo as encontrarão.
- Podemos ocultá-las no centro da Terra - Propôs o segundo.
- Não. - Replicaram os outros - Eles logo as encontrarão.
- Então vamos jogá-las no fundo do mar, eles nunca irão até lá. - Afirmou o terceiro.
- Não. - Responderam todos - Eles logo as encontrarão.
Não havendo consenso, os deuses se calaram por um longo período. Finalmente o mais velho sugeriu:
- Devemos colocar as respostas para as questões da vida dentro dos homens.
E assim fizeram...”
(Anônimo)

***

"Pode-se escolher uma folha de arvore e dedicar a ela todo o amor. Mas, e o ramo que produziu a folha? e a haste que sustenta o ramo? E a casca que protege a haste? E as raízes que alimentam a casca, os ramos e as folhas? E o solo que envolve as raízes? E o sol, o ar e o mar que dão vida ao solo? O amor que corta uma fração do todo não e verdadeiramente amor."

"Jamais devem discutir ou argumentar sobre a Verdade Suprema, pois os argumentos nunca terão fim. Ao invés de se envolverem com palavras inúteis é muito mais sábio fazer silêncio. E completamente inútil discutir assuntos espirituais. Não se devem fazer ruidosas proclamações sobre a Verdade. E pela conduta que se pode dar maior testemunho."

"A humanidade deveria ser como uma árvore que cresce e floresce em compreençao e amor fraterno a medida que toma para si os Sagrados Ensinamentos, plantando no coração de cada homem e aplicando-os na vida de cada dia. Nessa imagem, cada homem seria como as folhas da grande arvore, e não existe na face da ferra folhas tão tolas a ponto de brigarem entre si."
(Sri Maha Krishna Swami)

Sri Maha Krishna Swami, nasceu na Índia em 1935, num meio-dia de maio e deixou o corpo físico no Brasil em 1991. Desde muito jovem se dedicou a espiritualidade. Foi levado até Sri Bhagavan Ramana Maharshi onde foi iniciado e ficou aos pés do Mestre por 5 anos. Foi Bhagavan Ramana que indicou a Sri Krishna o caminho do ocidente.

***

"O homem e como uma garrafa cheia de água, fortemente arrolhada, lançada no meio do oceano. Tem dentro de si a mesma substância de que é feito o oceano, mas sua mente (a rolha) o impede de tornar-se uno com essa imensidão."

"Ninguém permanece em jejum o dia inteiro; alguns conseguem a comida as nove da manha; outros ao meio-dia e ainda outros a tarde ou quando o sol se põe. Da mesma forma, tarde ou cedo, nesta mesma vida ou depois de muitas outras, todos devem ver e verão a Deus."

"Três almofadas; uma cheia de sal, outra de algodão e a terceira de pedra, foram lançadas a água. A primeira dissolveu-se inteiramente, a segunda encheu-se de água mas manteve a forma anterior e a terceira não se alterou; apenas, com o passar d do tempo, cobriu-se de lodo. Assim são os homens - aqueles que encontram Beus dentro de si mesmos dissolvem-se nele, outros percebem que Deus esta dentro deles mas recusam-se a mudar seus comportamentos e ainda outros não aceitam que Deus esteja dentro deles e com o tempo cobrem-se de lodo".

"O Lótus é uma flor, nasce no lodaçal do fundo dos lagos. Da mesma forma que o homem, ao crescer ele se dirige para a luz. Alguns florescem sem que consigam sair do lodo, outros a poucos centímetros da superfície da água, somente alguns florescem a plena luz do sol. Os homens, como os lótus, também estão em diferentes estágios de evolução. Tal como o lótus o homem não pode ver a luz enquanto não passar além da superfície da ilusão. Alguns homens conseguem superar suas condições de nascimento e florescer, seja no lodo da iniquidade, seja logo abaixo da superfície que antecede a realização de seus sonhos, seja diante da magnificência do universo."
(Ramakrisna)

Ramakrishna Paramahamsa, nascido Gadadhar Chattopadhyay (18 de Fevereiro, 1836 - 16 de Agosto, 1886), foi um dos mais importantes líderes religiosos Hindus da Índia, e foi profundamente reverenciado por milhões de Hindus e não-Hindus como um mensageiro de Deus. Ramakrishna foi uma figura influente na Renascença Bengali do século XIX.
(Dados biográficos retirados de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ramakrishna)