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segunda-feira, 19 de março de 2012

A Trégua de Natal de 1914


Por Bruno Leuzinger
Finalmente parou de chover. A noite está clara, com céu limpo, estrelado, como os soldados não viam há muito tempo. Ao contrário da chuva, porém, o frio segue sem dar trégua. Normal nesta época do ano. O que não seria normal em outros anos é o fedor no ar. Cheiro de morte, que invade as narinas e mexe com a cabeça dos vivos – alemães e britânicos, inimigos separados por 80, 100 metros no máximo. Entre eles está a “terra de ninguém”, assim chamada porque não se sobreviveria ali muito tempo. Cadáveres de combatentes de ambos os lados compõem a paisagem com cercas de arame farpado, troncos de árvores calcinadas e crateras abertas pelas explosões de granadas. O barulho delas é ensurdecedor, mas no momento não se ouve nada. Nenhuma explosão, nenhum tiro. Nenhum recruta agonizante gritando por socorro ou chamando pela mãe. Nada.

E de repente o silêncio é quebrado. Das trincheiras alemãs, ouve-se alguém cantando. Os companheiros fazem coro e logo há dezenas, talvez centenas de vozes no escuro. Cantam “Stille Nacht, Heilige Nacht”. Atônitos, os britânicos escutam a melodia sem compreender o que diz a letra. Mas nem precisam: mesmo quem jamais a tivesse escutado descobriria que a música fala de paz. Em inglês, ela é conhecida como “Silent Night”; em português, foi batizada de “Noite Feliz”. Quando a música acaba, o silêncio retorna. Por pouco tempo.

“Good, old Fritz!”, gritam os britânicos. Os “Fritz” respondem com “Merry Christmas, Englishmen!”, seguido de palavras num inglês arrastado: “We not shoot, you not shoot!”(“Nós não atiramos, vocês também não”).

Estamos em algum lugar de Flandres, na Bélgica, em 24 de dezembro de 1914. E esta história faz parte de um dos mais surpreendentes e esquecidos capítulos da Primeira Guerra Mundial: as confraternizações entre soldados inimigos no Natal daquele ano. Ao longo de toda a frente ocidental – que se estendia do mar do Norte aos Alpes suíços, cruzando a França –, soldados cessaram fogo e deixaram por alguns dias as diferenças para trás. A paz não havia sido acertada nos gabinetes dos generais; ela surgiu ali mesmo nas trincheiras, de forma espontânea. Jamais acontecera algo igual antes. É o que diz o jornalista alemão Michael Jürgs em seu livro Der Kleine Frieden im Grossen Krieg – Westfront 1914: Als Deutsche, Franzosen und Briten Gemeinsam Weihnachten Feierten (“A Pequena Paz na Grande Guerra – Frente Ocidental 1914: Quando Alemães, Franceses e Britânicos Celebraram Juntos o Natal”, inédito no Brasil).

Conhecido então como Grande Guerra (pouca gente imaginava que uma segunda como aquela seria possível), o conflito estourou após a morte do arquiduque Francisco Ferdinando. Herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, ele e sua esposa Sofia foram assassinados em Sarajevo, na Sérvia, no dia 28 de junho. O atentado, cometido por um estudante, fora tramado por um membro do governo sérvio. Um mês mais tarde, em 28 de julho, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia. As nações européias se dividiram. Grã-Bretanha, França e Rússia se aliaram aos sérvios; a Alemanha, aos austro-húngaros. Nas semanas seguintes, os alemães invadiram a Bélgica, que até então se mantivera neutra, e, ainda em agosto, atravessaram a fronteira com a França. Chegaram perto de tomar Paris, mas os franceses os detiveram, em setembro.

Nos primeiros meses, a propaganda militar conseguiu inflar o orgulho dos soldados – de lado a lado. O fervor patriótico crescia paralelamente ao ódio pelos inimigos. Entretanto, em dezembro o moral das tropas já despencara. A guerra se arrastava havia quase um semestre. Os britânicos haviam perdido 160 mil homens até então; Alemanha e França, 300 mil cada. Para piorar, as condições nas trincheiras eram péssimas. O odor beirava o insuportável, devido às latrinas descobertas e aos corpos em decomposição. Estirados pela terra de ninguém, cadáveres atraíam ratazanas aos milhares. Era um verdadeiro banquete. Com tanta carne, elas engordavam tanto que algumas eram confundidas com gatos. Pior que as ratazanas, só os piolhos. Milhões deles, nos cabelos, barbas, uniformes. Em toda parte.

Quando chovia forte, a água batia na altura dos joelhos. Dormia-se em buracos escavados na parede e era comum acordar assustado no meio da noite, por causa das explosões ou de uma ratazana mordiscando seu rosto. Durante o dia, quem levantasse a cabeça sobre o parapeito era um homem morto. Os franco-atiradores estavam sempre à espreita (no final da tarde, praticavam tiro ao alvo no inimigo e, quando acertavam, diziam que era um “beijo de boa-noite”). O soldado entrincheirado passava longos períodos sem ter o que fazer. Horas e horas de tédio sentado no inferno. Só restava esperar e olhar para céu – onde não havia ratazanas nem cadáveres.

O cotidiano de horrores foi minando a vontade de lutar. Uma semana antes do Natal já havia sinais disso. Foi assim em Armentières, na França, perto da fronteira com a Bélgica. Soldados alemães arremessaram um pacote para a trincheira britânica. Cuidadosamente embalado, trazia um bolo de chocolate e dentro, escondido, um bilhete. Os alemães pediam um cessar-fogo naquela noite, entre 19h30 e 20h30. Era aniversário do capitão deles e queriam surpreendê-lo com uma serenata. O bolo era uma demonstração de boa vontade. Os britânicos concordaram e, na hora da festa inimiga, sentaram no parapeito para apreciar a música. Aplaudidos pelos rivais, os alemães anunciaram o encerramento da serenata – e da trégua – com tiros para cima. Em meio à barbárie, esses pequenos gestos de cordialidade significavam muito.

Ainda assim, era difícil imaginar o que estava por vir. Na noite do dia 24, em Fleurbaix, na França, uma visão deixou os britânicos intrigados: iluminadas por velas, pequenas árvores de Natal enfeitavam as trincheiras inimigas. A surpresa aumentou quando um tenente alemão gritou em inglês perfeito: “Senhores, minha vida está em suas mãos. Estou caminhando na direção de vocês. Algum oficial poderia me encontrar no meio do caminho?” Silêncio. Seria uma armadilha? Ele prosseguiu: “Estou sozinho e desarmado. Trinta de seus homens estão mortos perto das nossas trincheiras. Gostaria de providenciar o enterro”. Dezenas de armas estavam apontadas para ele. Mas, antes que disparassem, um sargento inglês, contrariando ordens, foi ao seu encontro. Após minutos de conversa, combinaram de se reunir no dia seguinte, às 9 horas da manhã.

No dia seguinte, 25 de dezembro, ao longo de toda a frente ocidental, soldados armados apenas com pás escalaram suas trincheiras e encontraram os inimigos no meio da terra de ninguém. Era hora de enterrar os companheiros, mostrar respeito por eles – ainda que a morte ali fosse um acontecimento banal. O capelão escocês J. Esslemont Adams organizou um funeral coletivo para mais de 100 vítimas. Os corpos foram divididos por nacionalidade, mas a separação acabou aí: na hora de cavar, todos se ajudaram. O capelão abriu a cerimônia recitando o salmo 23. “O senhor é meu pastor, nada me faltará”, disse. Depois, um soldado alemão, ex-seminarista, repetiu tudo em seu idioma. No fim, acompanhado pelos soldados dos dois países, Adams rezou o pai-nosso. Outros enterros semelhantes foram realizados naquele dia, mas o de Fleurbaix foi o maior de todos.

Aquela situação por si só já era inusitada: alemães e britânicos cavando e rezando juntos. Mas o que se viu depois foi um desfile de cenas surreais. Em Wez Macquart, França, um britânico cortava os cabelos de qualquer um – aliado ou inimigo – em troca de alguns cigarros. Em Neuve Chapelle, também na França, os soldados indicavam discretamente para seus novos amigos a localização das minas subterrâneas. Em Pervize, na Bélgica, homens que na véspera tentavam se matar agora trocavam presentes: tabaco, vinho, carne enlatada, sabonete. Uns disputavam corridas de bicicleta, outros caçavam coelhos. Uma luta de boxe entre um escocês e um alemão foi interrompida antes que os dois se matassem. Alguém sugeriu um duelo de pistolas entre um alemão e um inglês, mas a idéia foi rechaçada – afinal, aquilo era um cessar-fogo.

Porém, o melhor estava por vir. Nos dias 25 e 26, foram organizadas animadas partidas de futebol. Centenas jogaram bola nos campos de batalha. “Bola” em muitos casos era força de expressão; podia ser apenas um monte de palha amarrado com arame, ou uma lata de conserva vazia. E, no lugar de traves, capacetes, tocos de madeira ou o que estivesse à mão. Foi assim em Wulvergem, na Bélgica, onde o jogo foi só pelo prazer da brincadeira, ninguém prestou atenção no resultado. Mas houve também partidas “sérias”, com direito a juiz e a troca de campo depois do intervalo. Numa delas, que se tornou lendária, os alemães derrotaram os britânicos por 3 a 2. A vitória suada foi cercada de polêmica: o terceiro gol alemão teria sido marcado em posição irregular (o atacante estava impedido) e a partida, encerrada depois que a bola – esta de verdade, feita de couro – furou ao cair no arame farpado.

A maioria das confraternizações se deu nos 50 quilômetros entre Diksmuide (Bélgica) e Neuve Chapelle. Os soldados britânicos e alemães descobriam ter mais em comum entre si que com seus superiores – instalados confortavelmente bem longe da frente de batalha. O medo da morte e a saudade de casa eram compartilhados por todos. Já franceses e belgas eram menos afeitos a tomar parte no clima festivo. Seus países haviam sido invadidos (no caso da Bélgica, 90 por cento de seu território estava ocupado), para eles era mais difícil apertar a mão do inimigo. Em Wijtschate, na Bélgica, uma pessoa em particular também ficou muito irritada com a situação. Lutando ao lado dos alemães, o jovem cabo austríaco Adolf Hitler queixava-se do fato de seus companheiros cantarem com os britânicos, em vez de atirarem neles.

Naquele tempo, Hitler ainda não apitava nada. Entretanto, os homens que davam as cartas também não estavam nem um pouco felizes. Dos quartéis-generais, os senhores da guerra mandaram ordens contra qualquer tipo de confraternização. Quem desrespeitasse se arriscava a ir à corte marcial. A ameaça fez os soldados voltarem para as trincheiras. Durante os dias seguintes, muitos ainda se recusavam a matar os adversários. Para manter as aparências, continuavam atirando, mas sempre longe do alvo. Na noite do dia 31, em La Boutillerie, na França, o fuzileiro britânico W.A. Quinton e mais dois homens transportavam sua metralhadora para um novo local, quando de repente ouviram disparos da trincheira alemã. Os três se jogaram no chão, até perceberem que os tiros eram para o alto: os alemães comemoravam a virada do ano.

A trégua velada resistiu ainda por um tempo. Até março de 1915, alemães e britânicos entrincheirados em Festubert, na França, faziam de conta que a guerra não existia – ficava cada um na sua. Mas a lembrança das confraternizações foi aos poucos cedendo espaço para o ódio. A carnificina recrudesceu, prosseguindo até a rendição da Alemanha, em novembro de 1918, arrasando a Europa e deixando cerca de 10 milhões de mortos. Talvez a matança até valesse a pena, se a profecia do escritor de ficção científica H.G. Wells tivesse dado certo. O autor de A Máquina do Tempo escrevera em um ensaio que aquela seria “a guerra que acabaria com todas as guerras”. Wells, é claro, estava enganado. Os momentos de paz, como os do Natal de 1914, seriam escassos também ao longo de todo o século 20. A Grande Guerra tinha sido só o começo.

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domingo, 18 de março de 2012

A Democracia Precisa de Pessoas Ignorantes Para Funcionar Corretamente


Por Luisão CS
Um das crenças mais estendidas em torno da democracia, inclusive entre pessoas com um conhecimento médio ou mínimo sobre o assunto, é que este sistema político funciona muito melhor se for integrado por pessoas interessadas em seu meio social e conhecedoras de certos temas importantes de sua vida política imediata. No entanto, um estudo realizado por um pesquisador de Princeton  poderia jogar por terra esta ideia. Iain Couzin assegura o contrário, que sem grandes multidões de pessoas francamente ignorantes, a democracia simplesmente colapsaria.

Couzin é pesquisador adscrito ao Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Princeton e seus interesses acadêmicos centram-se nos padrões biológicos de grande escala que resultam das ações e interações dos componente individuais de um sistema. Ele estuda os padrões de auto-organização de sistemas biológicos de amplo alcance como exércitos de formigas, cardumes, rebanhos, nuvens de insetos e multidões humanas.

No caso do estudo em questão, Couzin e sua equipe chegaram à conclusão de que na democracia, desde seu ponto de vista, segue este mecanismo: no interior de uma sociedade deve existir um número limitado, mas suficiente de pessoas que saibam tudo sobre certos temas e que, em consequência, ajam como líderes para o resto, maioria esta que se desintegra quando surgem numerosos pontos de vista que designam diferentes direções. Daí que Couzin fale de uma espécie de ponto médio da ignorância, um setor imprescindível de pessoas que impeça a derrocada do sistema em uma anarquia caótica de minorias ou na imposição de uma destas para todas as demais. A inclinação pelo popularesco -fundamentalmente nascida da ignorância ou do desinteresse- é assim a base de uma democracia saudável.

O mais curioso é que Couzin obteve estes resultados estudando o comportamento dos peixes, especificamente o das carpas douradas (Notemigonus crysoleucas) que têm um gosto natural pela cor amarela. Os pesquisadores juntaram um monte destes animais e treinaram-nos pára que a maioria deles se voltasse contra seu instinto e nadasse para um alvo azul, enquanto o resto conservou sua preferência pelo amarelo (com um alvo de dita cor que podiam seguir).

Quando os cientistas juntaram estes dois grupos, o menos numeroso de peixes pró-amarelo foi capaz de dominar os pró-azuis, fazendo-os nadar para o alvo amarelo durante 80% do tempo que durou o teste. Isto, ao que parece, porque o instinto natural os tornou bem mais fortes para influir em seus colegas. No entanto, quando acrescentavam um peixe que não tinha recebido condicionamento prévio, então a preeminência do pró-amarelo decaía e, a princípio, a maioria pró-azul passava a controlar toda a população. Couzin explica:

- "Agregar esses indivíduos mudou dramaticamente a tomada de decisões do grupo. Estes inibiram a minoria e apoiaram o comportamento da maioria, o que permitiu por sua vez que a maioria ganhasse presença e que sua perspectiva dominasse. Foi aí que pensamos, 'Bem, isto é muito interessante mesmo', porque normalmente a gente não pensa que acrescentar indivíduos desinformados aos processos de tomada de decisão possa acarretar esse tipo de efeito democratizante".

Mas este fenômeno parece ter um limite: segundo Couzin se existem 20 indivíduos desinformados e somente um ou dois com opiniões contundentes, então há muito "barulho" e todo o processo fica paralisado.

E conquanto, durante boa parte do século XX, transladar observações da natureza ao plano social -algo mais ou menos comum um século dantes- foi algo desestimado pelos cientistas sociais da época. Talvez as conclusões deste estudo poderiam servir como base, ainda que com reservas, para perguntar pelos fundamentos reais da democracia, como forma de descobrirmos se são procedentes os ideais teóricos tão repetidos ou se é coisa apenas de um Couzin.
Fonte: Miller McCune.

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sábado, 17 de março de 2012

7 Conselhos Para Quem Deseja Estudar o Oculto


1. Escolher sempre um centro para onde a oração (qualquer que seja o culto) seja praticada.

2. Lembrar-se que os verdadeiros mestres não escrevem livros, e colocam a simplicidade e a humildade acima de qualquer ciência. Desconfiar dos pontífices e homens que se dizem perfeitos.

3. Não alienar jamais a liberdade por um juramento que prenda o indivíduo a um clero, mesmo que seja numa sociedade secreta. Somente Deus tem o direito de receber um juramento de obediência passiva.

4. Lembrar-se que todo poder invisível vem do Cristo, Deus vindo em carne em todos os planos, e não entrar nunca no invisível, em relação com um ser astral ou espiritual, sem confessar ao Cristo esse desejo. Não procurar “poderes” especiais; esperar que o céu nos dê, caso sejamos dignos.

5. Não julgar nunca as ações dos outros, nem condenar o próximo.

6. Ter a certeza de que o homem não é jamais abandonado pelo céu, mesmo nos momentos de negação e dúvida, e que estamos no plano físico para benefício dos outros e não nosso.

7. Lembrar-se que a purificação física pelo regime é uma infatilidade, se não for apoiada pela purificação astral, pela caridade, pelo silêncio, e pela purificação espiritual, procurando não pensar ou falar mal das pessoas ausentes. Lembrar-se sempre que a oração, que dá a paz no coração, é preferível a qualquer tipo de magia, que só cria o orgulho.

Que o estudante medite esses conselhos e que não faça nenhum ato importante sem rogar o apoio do céu. Verá mais tarde que estávamos certos ao preveni-lo desde o início.

PAPUS. Tratado de Ciências Ocultas – Volume 2.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Os 10 Erros Mais Comuns na Cozinha de Casa


por Andréa Potsch
Gente, segurança alimentar é coisa séria! Mais da metade dos casos de contaminação alimentar tem origem nas nossas próprias casas e muitas vezes nem percebemos onde erramos. Trabalho com consultoria na área de restaurantes e sem querer estou sempre reparando na cozinha dos outros! kkkk! Descupem-me mas não resisto!

Por isso resolvi listar aqui os dez erros mais comuns que vejo em casa de amigos e parentes (e na minha em momentos de descuido) para ajudar vocês a se livrarem dos perigos escondidos. Sem ofensas, ok?

Vamos lá!

1) Esponja da pia da cozinha sendo usada com produtos de limpeza pesada e impróprios como Veja - produtos de limpeza não devem ser usados em louças, são tóxicos! Uma vez em contato com a esponja essa deve ser separada para limpeza da casa ou descartada. Aproveitando a deixa, sabão em pó não é feito para lavar louças, ele também deixa resíduo tóxico - já reparou como sua roupa fica cheirosa por muito tempo depois de lavada... Quer envenenar sua família?!

2) Esponja de cozinha muito velha! Vejam a foto que ilustra essa reportagem! A esponja velha, encardida e ainda fedorenta foi confiscada da pia de alguém (que não entrego nem sob tortura!) e estava em uso para lavagem de louças. Socorro, é um travesseiro de bactérias não uma esponja!! Você pode deixá-la de molho em água clorada se não tiver condições de comprar outra, mas de modo geral esponjas deve ser trocadas pelo menos a cada quinze dias dependendo do volume de louças de sua casa.

3) Pano de prato - sua cozinha deve ter um pano separado para a louça e uma toalha para ser usada somente para as mãos. Há quem use um pano para louças e o mesmo pano para pegar panelas quentes, para mão e rosto e que na distração ainda vai parar pendurado na cintura ou no pescoço... Panos de prato devem ser trocados regularmente e em uma cozinha movimentada devem ser trocados todos os dias.

4) Lavar comida (folhas, frutas, carnes, etc) colocando-as dentro da cuba da pia - a pia da cozinha tem quantidade imensa de bactérias! Já houve um estudo que disse que a pia da cozinha é mais suja do que a privada de sua casa! Você lava comida no banheiro?? Então, seus alimentos não devem tocar a pia. Utilize bacias e/ou escorredor tipo de macarrão.

5) Comida sendo descongelada fora da geladeira de um dia para o outro e ainda ficam na pia por horas depois de amolecidas... O correto é descongelar o alimento dentro da geladeira. Se você esqueceu sua carne no freezer utilize o microondas ou coloque-a em saco bem fechado dentro de uma bacia com água por até duas horas. E utilize logo, não recongele!

6) A cozinha segura não tem espaço para aquela panela de feijão ou macarronada deixada em cima do fogão a tarde inteira para "esfriar". Gente, no verão de uma cidade como o Rio não vai esfriar nunca!! Coloque a panela em uma bacia com água gelada e/ou gelo para que esfrie mais rapidamente e geladeira na comida! Quando morei no Estados Unidos o peru era guardado na varanda, eu achava o máximo! Mas a temperatura era de menos 10° e não de 44°C!

7) Comida guardada na geladeira dentro de panelas. Panela de alúmínio é tóxica, não serve para armazenar alimentos - transfira-os sempre para uma pote de plástico, inox ou vidro.

8) Paninho de pia! Eu odeio, mas minha mãe gosta! Quando vou cozinhar tiro o tal paninho (normalmente novo e sem uso) com a ponta dos dedos e coloco no tanque... Um nojo, fica ali o dia inteiro juntando restos de comida e bactérias no tecido... Quem achar necessário deve lavá-lo diariamente e ferver ou colocá-lo em água clorada. Eu uso papel toalha, mas quando não tem e o paninho está por lá.... hihihi

9) Comida fora da geladeira por muito tempo - principalmente itens de café da manhã e lanche como frios e queijo que ficam na mesa esperando todos os integrantes da família acordarem... Ai, ai ai!! E ninguém sabe dizer porque o presunto da casa fica "estranho", gosmento e azulado de um dia para o outro... Sou neurótica com isso, faço meu sanduíche e antes de comer os ingredientes já estão de volta na geladeira.

10) Tampas de potes de plástico tipo tapeware, fundo de liquidificador, pás de batedeira, etc mal lavados. A crosta de sujeira difícil de retirar acumula bactérias!! Use escovas e paciência para limpar as partes difíceis, uma vez bem limpo fica mais fácil manter assim.

11) E para terminar, acho que 10 foi pouco...kkkkk Encontro muitas tábuas de corte em estado deplorável, de madeira velha demais ou de polietileno encardidas e corroídas! As de polietileno devem ser lavadas e muito bem esfragadas com solução clorada. A de madeira velha deve ser trocada por uma nova.

Solução clorada - 1 litro de água para 15 ml de água sanitária (aquela comum sem aroma e sem corante com 2% a 2,5% de cloro ativo).

Uma dica - Potinhos de plástico podem juntar bactérias que não saem com uma lavagem comum e a comida armazenada ali pode estragar mais rápido. Depois de lavar deixe seu potes de molho em uma solução clorada ou borrife álcool 70° e deixe-as secando naturalmente. Faça esse procedimento principalmente depois que algum alimento estragou dentro do pote.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

8 Alimentos Venenosos que nós Consumimos


Que existem cogumelos venenosos não é segredo para ninguém. Mas você provavelmente nem imagina que pode estar comendo alimentos tóxicos até mesmo em uma salada inocente. Nesta lista que a SUPER preparou, você encontra oito alimentos que todo mundo come, mas que podem até matar. Mas não precisa entrar em pânico! A maioria só faz mal se for preparada de um jeito errado ou ingerida em quantidades absurdas.

8. Cogumelo
Você já sabe que alguns tipos de cogumelo “dão barato” e que podem até alterar a sua personalidade. Por outro lado, tem também os cogumelos inofensivos e que podem ser ingeridos sem problemas, como o shiitake. O perigo está justamente na hora de diferenciar os cogumelos comestíveis dos venenosos. Apesar de existirem maneiras de identificar se um cogumelo é venenoso ou não, elas não são infalíveis e todos os cogumelos de origem desconhecida são, portanto, perigosos.

7. Noz moscada
Existem dois casos documentados de morte por noz moscada: um em 1908 e outro em 2001. Mas calma, é preciso ingerir uma noz moscada inteirinha para que a substância alucinógena que ela contém possa te matar. Infelizmente, quantidades menores da especiaria também causam efeitos colaterais perigosos. A ingestão de 10 gramas leva a alucinações e apenas 2 gramas da noz moscada causam uma sensação parecida com a de consumo de anfetaminas, levando a náusea, febre e dores de cabeça.

6. Amêndoas
As amêndoas amargas, apesar de muito populares por seu sabor, possuem um componente nada saudável: elas são cheias de cianeto (chamado antigamente de cianureto). Isso mesmo, aquela substância letal usada pelos assassinos em romances da Agatha Christie. Mas não é preciso criar pânico! Antes de serem liberadas para consumo, elas são obrigatoriamente processadas para remover o veneno. Alguns países, como a Nova Zelândia, preferem não arriscar e tornam ilegal a venda das amêndoas amargas.

5. Cereja
As cerejas são frutinhas populares, principalmente na cobertura de bolos de aniversário (elas costumam ser disputadas). Porém, o que pouca gente sabe é que, quando as sementes das cerejas são esmagadas ou mastigadas, elas produzem cianeto de hidrogênio, a mesma substância tóxica e letal das amêndoas amargas. Pensando nisso, ainda bem que nem sempre o que vem no bolo é cereja de verdade!

4. Mandioca
A mandioca é a terceira fonte mais importante de calorias nos países tropicais, por isso é de assustar que ela contenha substâncias tóxicas. Suas raízes e folhas, quando mal processadas, liberam o já citado cianeto de hidrogênio. Para evitar que isso aconteça, a mandioca precisa ser preparada com cuidado e existem diferentes maneiras de retirar o veneno: desde cozinhar a fermentar a mandioca. Sem o devido preparo, ela pode causar intoxicação aguda, o que leva a vertigem, vômitos e, em alguns casos, à morte dentro de uma ou duas horas.

3. Maçã
Assim como as amêndoas e as cerejas, as sementes da maçã também contém cianeto, mas em quantidades muito menores. Por isso, mesmo que você consuma sem querer uma semente dessas, não precisa sair correndo para o hospital. É preciso mastigar e ingerir um número bem alto de sementes de maçã para ficar doente. Mesmo assim, pode acontecer. E você com medo de comer aquela maçã que, depois de cortada, escurece…

2. Tomate
Lembra quando você descobriu que tomate era uma fruta? Está na hora de mais uma lição. Os caules e folhas do tomate contêm glicoalcalóides, que pode causar extremo nervosismo e transtornos gastrointestinais. Essas partes não são usadas na salada, mas são muito úteis para realçar o sabor na hora de cozinhar. Se forem removidos antes do consumo, não há chance de o veneno escapar em quantidade suficiente para causar qualquer problema.

1. Batata
A batata comum, assim como os tomates, contém quantidades consideráveis de glicoalcalóides nas suas folhas. Essa substância tóxica causa fraqueza, confusão e pode levar ao coma e à morte. Mas, tudo bem, ninguém come essa parte das batatas mesmo. O problema é que esse veneno pode estar presente também na própria batata. Mas há uma maneira fácil de identificar se ela pode ser consumida: altas concentrações do veneno glicoalcalóide mudam a coloração da batata para verde.