O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.
(Tradição Zen)
segunda-feira, 7 de abril de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
Mensagem de OSHO
Primeiro
fique sozinho.
Primeiro
comece a se divertir sozinho.
Primeiro
amar a si mesmo.
Primeiro
ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio,
transbordando.
Se
ninguém bate à sua porta, está tudo bem!
Você
não está em falta.
Você
não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você
está em casa.
Se
alguém vier, bom, belo.
Se
ninguém vier, também é bom e belo.
Em
seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora
você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora
você se move como um imperador, não como um mendigo.
E
a pessoa que viveu em
sua solidão
será
sempre atraído para outra pessoa
que também está vivendo sua solidão
lindamente,
porque
o mesmo atrai o mesmo.
Quando
dois mestres se encontram -
mestres
do seu ser,
de
sua solidão -
felicidade
não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se
um tremendo fenômeno de celebração.
E
eles não exploram um ao outro, eles compartilham.
Eles
não utilizam o outro.
Em
vez disso, pelo contrário,
ambos
tornam-se UM e
desfrutam
da existência que os
rodeia.
Marcadores:
Aforismos,
Comportamento,
Reflexões Filosóficas,
Relacionamentos,
Taoismo,
Zen
quarta-feira, 12 de março de 2014
A Felicidade e os Balões de Gás
Um
grupo de 500 pessoas participavam de um seminário, quando de repente, o
palestrante parou e decidiu fazer uma atividade em grupo. Foram então
distribuídos um balão a cada pessoa.
Cada
integrante foi convidado a escrever o seu nome em seu balão com uma caneta. Em
seguida, todos os balões foram recolhidos e colocados em uma outra sala.
O
palestrante instrui as pessoas, que entrassem na sala onde estavam os balões e
que cada um achasse o balão com o seu respectivo nome. Esta tarefa deveria ser
feita em 5 minutos.
Todos
procuravam desesperadamente o balão com o seu nome, empurrando e batendo-se uns
nos outros, um caos total, sem concluírem a tarefa.
O
orador então pediu que cada pessoa pegasse um balão aleatoriamente e desse para
a pessoa cujo nome estava escrito.
Em
poucos minutos, todos estavam com o seu próprio balão.
Em
seguida o orador falou: “Isso está acontecendo em suas vidas. Todos estão
desesperadamente procurando a felicidade ao redor, sem saber onde ela está.
Nossa felicidade está na felicidade das outras pessoas. Dê-lhes a sua
felicidade e você vai ter a sua própria.”
E
este é o propósito da vida humana ... a busca da felicidade!!
(Autor
desconhecido)
Marcadores:
Comportamento,
Crônica,
Reflexões Filosóficas,
Relacionamentos
sábado, 8 de março de 2014
Jung e a Sincronicidade
Termo
cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no Universo estava
interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física)
estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem
repetidos, em perspectivas diferentes. Tal idéia desenvolveu-se primeiramente
em conversas com Albert Einstein, quando ele estava começando a desenvolver a
Teoria da Relatividade. Einstein levou a idéia adiante no campo físico, e Jung,
no psíquico.
A
sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos
psíquicos e físicos. Um sonho de um avião despencando das alturas reflete-se na
manhã seguinte numa notícia dada pelo rádio. Não existe qualquer conexão causal
conhecida entre o sonho e a queda do avião. Jung postula que tais coincidências
apóiam-se em organizadores que geram, por um lado, imagens psíquicas e, por
outro lado, eventos físicos. As duas coisas ocorrem aproximadamente ao mesmo
tempo, e a ligação entre elas não é causal.
Antecipando-se
aos críticos, Jung escreve: “O ceticismo deveria ter por objeto unicamente as
teorias incorretas, e não assestar suas baterias contra fatos comprovadamente
certos. Só um observador preconceituoso seria capaz de negá-lo. A resistência
contra o reconhecimento de tais fatos provém principalmente da repugnância que
as pessoas sentem em admitir uma suposta capacidade sobrenatural inerente à
psique”.
Os
fenômenos sincronísticos manifestam-se com muito maior freqüência quando a
psique está funcionando num nível menos consciente (estado de ondas alfa), como
em sonhos, meditações ou devaneios. Assim que a pessoa se aperceba do evento
sincronístico e se concentre nele, o perde, pois a idéia de tempo e espaço
volta a reinar na consciência. Jung sublinha que a sincronicidade parece
depender consideravelmente da presença de afetividade, ou seja, sensibilidade a
estímulos emocionais.
A
grande sacada de Jung foi colocar a sincronicidade como algo abrangente do
TODO, e não de um mero evento. Ele pergunta: Como pode um acontecimento remoto
no espaço e no tempo produzir uma correspondente imagem psíquica, quando a
transmissão de energia necessária para isso não é sequer concebível? Por mais
incompreensível que isso possa parecer somos compelidos, em última instância, a
admitir a existência no inconsciente de algo como um conhecimento a priori ou
uma relação imediata de eventos que carecem de qualquer base causal. Ou seja: a
pessoa que acessou o avião caindo sempre soube, só que não sabia que sabia,
porque na verdade não existe espaço nem tempo para o Self! É o nível búdico!
Segundo
ele, os pensamentos vêm-nos à consciência; as intuições e pensamentos que
surgem do inconsciente não são produtos de esforços deliberados para pensar,
mas objetos internos, parcelas do inconsciente que pousam ocasionalmente na
superfície do ego. Jung gostava de dizer, por vezes, que os pensamentos são
como pássaros: eles chegam e fazem ninho nas árvores da consciência por algum
tempo, e depois alçam vôo de novo. São esquecidos e desaparecem.
A
matemática é um produto puro da mente, e não se mostra em parte alguma do mundo
natural; no entanto, pessoas podem sentar-se em seus gabinetes e gerar equações
que rigorosamente predizem e captam objetos e eventos físicos. A Jung
impressionava que um produto puramente psíquico (uma fórmula matemática)
pudesse ter um relacionamento tão extraordinário com o mundo físico. Por outro
lado, Jung propõe que os arquétipos também servem como ligações diretas entre a
psique e o mundo físico, mas não são as causas destes. Parece sim, ligá-lo a
“operadores” que organizam a sincronicidade.
Os
junguianos comentam que no inconsciente não há segredos. Todo o mundo sabe
tudo. Pode-se comparar esse conhecimento com o “Olho de Deus”, o “Olho que tudo
vê” ou o “Grande Irmão”. Não é apenas o que fazemos, mas até o que pensamos –
que É o que somos! – que pode ser acessado.
Jung
vai ainda mais longe em sua definição de Sincronicidade, que recebe o nome de
Cosmologia na sua forma mais abrangente, onde relaciona a organização acausal
no mundo, sem referência à psique humana. Antes de nós existirmos existia a
organização, a sincronicidade. Então, quem geria isso? Ele diz: “Nessa
categoria se incluem todos os “atos de Criação”, fatores a priori, tais como,
por exemplo, as propriedades dos números primos, as descontinuidades da física
moderna, etc.”
Nós,
seres humanos – ensina ele – temos um papel especial a desempenhar no universo.
O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho
da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas
desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o arquétipo
não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do
universo. “Como em cima, assim embaixo” falou o Mestre Hermes Trismegisto.
“Como dentro, assim fora” responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav
Jung.
Extraído
e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. Agradecimentos a
Klash pela introdução.
Marcadores:
Curiosidades,
História,
Reflexões Filosóficas
segunda-feira, 3 de março de 2014
As 10 Estratégias de Manipulação da Mídia
Reconhecido
filósofo e Professor de Linguística no M.I.T., o norte-americano Noam Chomsky
tem durante as últimas décadas, demonstrado ser uma das vozes mais ativas a
nível mundial no que toca à discussão sobre a manipulação mediática.
Baseando-se
no original de Chomsky "Silent Weapons for Quiet Wars" (Armas
Silenciosas para Guerras Tranquilas) de 1979, e
posteriormente copilado do livro do Frances Sylvain Timsit "Estratégias de Manipulação" de
2011, esta verdadeira cartilha das técnicas de manipulação usadas pelos meios
de comunicação social, deve ser uma leitura indispensável para quem ainda se dá
ao trabalho de abrir o jornal ou ligar a televisão.
1-
A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O
elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste
em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças
decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou
inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia
da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de
interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia,
da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público
distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem
importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo
para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas
silenciosas para guerras tranquilas')”.
2-
CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este
método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma
“situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja
o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se
desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados
sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e
políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer
aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o
desmantelamento dos serviços públicos.
3-
A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para
fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente,
a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições
socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as
décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade,
flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos
decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido
aplicadas de uma só vez.
4-
A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra
maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como
sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para
uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um
sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente.
Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar
ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá
ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de
mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
5-
DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A
maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos,
personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à
debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um
deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se
tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa
como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão,
ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também
desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de
idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6-
UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer
uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito
na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais,
a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao
inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores,
compulsões, ou induzir comportamentos…
7-
MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer
com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados
para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes
sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a
distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes
sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes
inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.
8-
ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Esta
estratégia consiste em levar o público a achar que é moda o fato de ser estúpido,
vulgar e inculto. Passa pela divulgação preferencial de conteúdos medíocres, e
pela coroação de ícones populares que em geral não apresentam demasiada cultura, nem inteligência.
9-
REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer
o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça,
por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus
esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo
se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos
seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10-
CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No
transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado
crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e
utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à
psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do
ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem
conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si
mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle
maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Marcadores:
Comportamento,
Curiosidades,
Reflexão,
TV
Assinar:
Postagens (Atom)